O feed do Instagram e a ansiedade sem fim

Foto: We Heart It
Cada rolada no feed do Instagram é um sentimento ruim diferente que toma conta de mim. Eu poderia estar estudando, poderia estar trabalhando, mas estou vendo fotos aleatórias que se quer merecem meu like. Mas, ah, eu mereço descanso, trabalhei o dia inteiro – penso. Só que aquelas pessoas que ganham dinheiro com internet não estão deitadas no sofá rolando o feed do Instagram, concluo.

Dia desses percebi que quanto mais TV eu assistisse, mais ansiedade eu sentia. Com mais taquicardia, mãos trêmulas, vontade que o dia acabasse logo. Resolvi, então, limitar o meu tempo. Poucas horas por dia naquela caixa preta e estreita que transmite imagens (atualmente não deve chegar a 2h) e fim de papo. Nada de TV até que eu me acostume com a presença dela.

A sensação que eu tenho é que quanto mais a gente mexe no celular, mais “atropelado’’ pela vida a gente se sente. Sei que esse sentimento não é só meu. Sei que não sou a única no mundo a me sentir assim. A tecnologia trouxe muitos avanços, mas trouxe também uma série de problemas irrefutáveis. Uma dor, um buraco dentro de uma geração que está acostumada a simplesmente rodar o dedo na tela do celular e ter o mundo ali, no meio da palma da mão.

É um assunto que eu provavelmente falaria com a minha terapeuta, se tivesse uma novamente. É um assunto que, com certeza, milhares de grupos, estudiosos, adolescentes, professores e outras mil pessoas estão estudando: o uso desenfreado da tecnologia e suas consequências (quase que) irreparáveis para saúde mental do mundo.

Não sou especialista. Posso estar falando mil bobagens neste texto e estar prestando um desserviço, mas acho pouco provável que não exista uma ligação direta e completamente entrelaçada entre ansiedade (e qualquer coisa do tipo) e a famigerada tecnologia.

Da última vez que me propus um detox, perdi grandes avanços no Instagram. Me senti culpada porque não presenciei isso, logo eu que trabalho com o digital. Não tenho nem chance de mudar meu foco mais: como eu vou trabalhar longe da internet? Impossível, afirmo com toda certeza.
Concluo (eu e mais 100% da torcida de todos os times de futebol possíveis) que o uso consciente é o caminho. Como será esse “uso perfeito”? Não sei, meu caro. Não sei. Temo que vamos descobrir na prática. Até lá, tem um mundo de sentimentos confusos esperando a gente.

Agora, conta para mim: Você também se sente mais ansioso? Mais afobado? Mais nervoso? Você também tem se sentido cada dia mais improdutivo? Cansado? Culpado? Sentindo-se pesado? Como que você tem tentando resolver isso?

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