Como é fazer Pole Dance?

Imagem: We Heart It
Cheguei meio receosa há um mês para fazer uma aula. Eu já tinha gravado para o trabalho algumas pautas sobre o assunto, mas eu mesma nunca tinha me arriscado. Tudo começou quando vi uma moça dançando em uma boate. Mesmo que nitidamente bêbada, ela arrasou nos passos, acrobacias e giros no alto da barra (ou poste, ou pole, ou sei lá - ainda não sei o nome correto). Depois de 5 anos longe do ballet, meu corpo merecia algo que me desafiasse, mas, acima de tudo, me trouxesse disciplina e o condicionamento físico perdido. 

Engana-se quem pensa que a aula é só girar para lá e para cá ou que é fácil soltar as pernas e manter todo o seu peso no braço enquanto faz lindos passos por aí. Descobri inclusive que alongamento é a base de tudo - e que toda aula começa com a gente se alongando muito. Força abdominal também é essencial e, por isso, sempre têm uns exercícios enquanto a gente se alonga também. 

Depois do alongamento básico, é hora das atividades do pole dance de fato começarem. Giros, paradas, posições no alto ou na parte baixa da barra fazem parte daquele tempo. Tudo muito bem intercalado, com pausas para que você possa descansar e repetições suficientes para que você possa entender o que está fazendo também.

No começo é tudo meio confuso, confesso. Parece que nada faz sentido ou que aquilo que você está fazendo não vai resultar em nada. Nas primeiras aulas eu pensava que era impossível fazer qualquer exercício naquela barra. Engano meu! Com apenas 4 aulas eu pude sentir como eu havia evoluído nesse tempo. E não se trata de estar dançando loucamente por aí. Se trata de condicionamento físico, força no braço, alongamento nas pernas e concentração acima de tudo (o que, para mim, tem sido o melhor até agora!). 

Surpreendentemente, aprendi a olhar para o meu corpo com mais carinho! É lindo ver o tanto de coisa que ele é capaz de fazer com os treinos. Dá vontade de não parar nunca mais! 

A única parte ruim foi a dor que senti nas duas primeiras aulas (a ponto de terminar o exercício e tomar remédios porque eu não conseguia me mexer quando o corpo esfriava). Mas a parte boa é que, a partir da terceira aula, eu já não sentia mais dor e já via o quanto tinha crescido no Pole Dance. 

Vale ressaltar que a minha prática é baseada no Pole Dance Fitness. São passos ensinados separadamente, de acordo com meu limite físico. Há também outras modalidades como Pole Dance Exotic, cheio de rebolados, jogadas de perna e coreografias feitas na batida de alguma música - recomendados apenas para quem já possui um certo tempo de prática. 

Se está interessada, aconselho que procure uma academia séria que te dê todo o suporte necessário. Tenha certeza que você está apta e que tudo está ok com a sua saúde para começar as aulas. E não desista na primeira aula! Tudo fica infinitamente melhor depois da terceira. 

Em São Paulo, recomendo o studio Pole Dance X1, localizado na Zona Oeste da capital. É bem próximo ao parque São Domingos e com diversas opções de horários e dias. 

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