Quando corri de mim

9 de novembro de 2017


Descobri que estava mudando quando já não queria mais ouvir as mesmas músicas sempre. Quando, lentamente, mudei os hábitos, troquei os trajetos, perdi alguns medos e conquistei outros. Acho que descobri que estava mudando quando parei de me forçar a viver certas situações. Quando parei de exigir que eu mesma fizesse certas coisas.

Mudei quando decidi que não queria mais ser diferente. Quando deixei que a minha própria vida corresse em um tempo que me fizesse bem. Quando, finalmente, me entendi.

Nunca fui uma pessoa de metas. Sou capaz de romper com os mais ridículos dos objetivos, se eu não tiver algo que realmente me conquiste ao final da caminhada. Amo listas, amo prazos. Mas adquiri um prazer imenso em quebrá-los. Não é irresponsabilidade. É fazer do meu jeito. Dá licença.

Porque, as vezes, por mais que a gente queira, não é a hora de mudar. Tentei, tentei, tentei diversas loucuras. Me desafiei a cumprir metas mirabolantes que me levariam para um lugar que eu não queria estar. Quando dei por mim, eu estava seguindo o meu ritmo, cumprindo deveres que realmente me agradavam e respirando no meu tempo: acelerado e descompassado. Deixando todas as metas malucas para trás.

Nada tem sido mais incrível que descobrir que a mudança pode ser boa também. Descobrir que ela acontece devagar e transborda de uma só vez, de repente. E tudo, absolutamente tudo, volta a fazer sentido de novo. Eu que sempre odiei fazer as malas, mas mudei de casa 6 vezes no últimos dois anos. Eu que sempre corri de mim e agora voltei a correr para mim

1 comentários:

  1. Olá!

    Fico muito feliz quando posso ler sentimentos transcritos, por uma pessoa que não conheço e nem imagina que eu existo, descrever exatamente como penso. Apesar de saber que sou única, nessas linhas percebo que ninguém é tão diferente assim. Então, eu agredeço por você expor um pouco de você, pois nessas linhas puder percebe-me.

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Obrigada!