Sobre a rotina e a escravidão

17 de outubro de 2015

Foto: Pinterest
Escrevo esse texto em um dia que meu corpo não consegue entender que os planos mudaram. Escrevo porque não consigo fazer minha mente pensar em outra coisa a não ser no que eu deveria estar fazendo, mas não vou fazer mais. 

Antes que perguntem, eu considero meu trabalho ora como rotina, ora como completamente fora da rotina. O que quer dizer que minha vida também vive uma rotina praticamente perfeita: eu estudo, trabalho, tenho horários bem marcados na minha vida, tiro um tempo para fazer exercício físico, etc. E gosto muito disso. Eu consigo me planejar muito bem dentro dos meus horários quase fixos e agendar compromissos me permite uma maleabilidade incrível que eu tanto amo.

Mas hoje o meu dia amanheceu diferente. Depois de meses trabalhando para o dia de hoje chegar, os imprevistos vieram e a rotina mudou da noite para o dia. Acordei com aquela sensação vazia de "meu Deus, o que é que eu vou fazer agora?". A resposta? Eu ainda não sei. Eu que tanto amo planejar meus dias e que tanto gosto de sair da rotina às vezes me encontro sentada aqui completamente desolada por não ter o que fazer. 

Sentei para falar de rotina e escravidão, porque são quando essas situações acontecem que percebo como somos reféns dos nossos dias, horários e compromissos pré-estabelecidos. Perdemos o hábito de lidar com imprevistos. De mudar o foco. De fazer outra coisa. Sentei e usei a palavra escravidão, porque acordei me sentindo escrava dos horários que impus à mim mesma. Acordei me sentindo escrava da minha falta de criatividade capaz de inventar outra coisa para fazer agora. 

Perdemos completamente o hábito de fazer outras coisas. E deixo aqui essa reflexão. Como anda a sua rotina? O que você tem feito para que não se sinta escravo dos horários marcados na agenda? Por agora, prometi para mim mesma levantar dessa cadeira e procurar algo produtivo para fazer. 

Não se deixe enganar

15 de outubro de 2015

Foto: We Heart It
Amiga, vamos conversar. Odeio ter que tirar esse sorriso lindo do seu rosto ou interromper sua felicidade de anos, mas eu queria que você sentasse aqui e me escutasse com calma. É complicado, é doloroso, mas você é capaz de superar. Não tenha dúvidas disso. Faço rodeios enquanto penso qual a melhor maneira de te contar que quem você mais ama, não te ama tanto assim. 

É que casamento nem sempre é uma via de mão dupla. Nem sempre é amor, confiança e, principalmente, respeito na mesma quantidade. É que o seu casamento não é perfeito. E o de ninguém é, na verdade, e a gente bem sabe disso. Mas olhando de fora, vejo que tem faltado o básico nessa sua vida à dois: respeito. E para mim, é isso que falta quando alguém não cumpre a promessa de viver um pelo outro.

Amiga, longe de mim julgar. Não vivo debaixo do seu teto, não sei o que você passou para chegar até aqui, mas sei do é capaz de viver daqui para frente. Sei que é capaz de levantar a cabeça, mudar de vida e deixar esse tipo de homem para traz. Mulher nenhuma merece ter o coração partido pela infeliz pessoa que escolheu para viver. Mulher nenhuma merece ser traída. E se você está sendo, minha amiga, eu desejo que você siga em frente. 

Odeio ter que tirar esse sorriso do seu rosto. Não quero ter que passar por vítima e muito menos por cruel nessa história. Estou só aqui em nome da compaixão feminina e só desejo de ver esse sorriso sincero merecidamente. Você não precisa viver esse tipo de coisa. Nem por você, nem pelos seus filhos. Muito menos em nome desse amor. Aliás, você tem certeza que é esse o sentimento? Sair da zona de conforto é muito bom, às vezes. E acho que você deveria tentar. 

Amiga, eu não estou te julgando. Não julgo você, não julgo sua vida e nem nada do que está vivendo. Eu só odeio ter que tirar esse sorriso do seu rosto, mas acredite em mim: essa dor também acaba. Assim como o amor que ele sentia por você também acabou. Não fique por comodismo. Siga em frente. A vida te espera. 

A escolha é sua. 

Simpatia não dói

7 de outubro de 2015

Foto: We Heart It
Ser simpática demais nem sempre foi um problema, mas vira-e-mexe ele consegue ser mal interpretado por algumas pessoas - o que não é minha culpa, obviamente. O que pouca gente parou para pensar até hoje é que ser simpática, bondosa e bem humorada sai muito mais barato para mim e para os meus dias.

É mais simples ser simpática. Custa menos para o meu corpo, minha alma e meu sorriso. Ser simpática não me dói. É muito mais fácil abordar as pessoas com um sorriso no rosto do que com a cara amarrada pelo mau humor. Dizer bom dia, boa tarde ou boa noite não me custa literalmente nada - e você pode até falar que não dizer tudo isso também não custa nada. E não custa mesmo. 

Mas sorrir é terapia. Tratar as pessoas bem e ser simpático consigo mesmo é um tratamento à longo prazo, desses que trazem diversos benefícios todos os dias para a vida de uma pessoa. Simpatia, para mim, é sinônimo de leveza. Mas é simpatia de verdade! Essas simpatias forçadas não entram nesse tratamento para a pele e para alma. 

Ser simpático é ser leve e sereno. Gente serena é simpática naturalmente. E gente que traz a simpatia para o dia-a-dia pouco a pouco vai ficando mais leve também. Não dói ser simpático. Não me custa nada. 

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Que saudade de produzir conteúdo para vocês. Meu Deus! ♥ Prometo me dedicar mais ao blog. Isso aqui me faz tão bem!