Armário cápsula #2: definindo regras e meu estilo

20 de julho de 2015

Lembram do armário cápsula que eu comentei aqui? Chegou a hora de colocar a mão na massa! E o primeiro passo foi separar algumas coisas para vender (principalmente aquilo que nunca foi usado). Para isso, criei uma lojinha no enjoei e vou colocando lá tudo que não cabe mais nessa minha nova fase. Isso inclui roupas e sapatos usados e novos que não vão ficar.


Para conhecer minha loja, é só clicar aqui.

No momento, só tem sapatos por lá, porque a maioria das roupas que eu separei foram direto para doação. Estou aproveitando e doando também diversas outras coisas, porque a reforma do meu quarto está chegando ao fim e foi o momento ideal para destralhar e deixar só aquilo que eu realmente preciso (falei mais um pouquinho disso aqui). 

Para você que também pensa em aderir a ideia, é necessário responder algumas perguntas: 

1) Quantas peças eu vou manter no meu guarda-roupa para usar até o fim do inverno? Definir quantas peças (roupas e sapatos) é essencial. No momento, acredito que vou ficar com 40, mas estou tentada a ficar somente com 35, afinal 5 peças não é tanto assim e tem gente que vive bem com muito menos. Se a ideia é viver com menos e melhor, vamos aderir o conceito por completo. É necessário pensar também em uma paleta de cores (vai ficar com peças mais claras? Prefere looks mais coloridos?).

2) Quais serão as minhas regras? Por exemplo, eu defini que roupas intímas e/ou pijamas poderão ser compradas independentemente das minhas 40 peças de inverno. Então, esse tipo de roupa não entrou no meu cálculo. Eu só poderei comprar outra roupa ou sapato caso algum que eu tenha estrague, como por exemplo a sola do sapato solte, a calça jeans rasgue, etc.

3) Quais roupas vou guardar para a próxima estação? É importante selecionar e guardar as outras peças que não serão usadas, mas podem ser reaproveitas na próxima estação. Afinal, na primavera e verão, os casacos pesados serão guardados e darão espaços para os shorts e vestidos (que já estarão guardados desde já). 

4) Dá para reparar alguma peça? É necessário também decidir o que fazer com as peças que precisam de reparos. Vale a pena reformar/reparar e doar? Será que a reforma ($) vale a pena? Vou reformar ou reparar as peças para continuar usando?

Guia rápido: é hora de se organizar

13 de julho de 2015

Sempre fui uma pessoa desorganizada. Sempre. Há pouco tempo criei o hábito de arrumar minha própria cama, organizar meus horários e essas atitudes ainda tem sido um desafio para mim. Descobri que pequenas ações colaboram muito para uma organização melhor e é possível começar com pequenos passos. E o que é melhor: apesar de já estarmos em julho, ainda dá tempo de cumprir a promessa que nós fizemos no começo do ano! Listei quatro atitudes simples e essenciais para quem quer se organizar também:  

Destralhe: Todo mundo sabe que é impossível organizar tralha. Então comece jogando fora tudo que não tem utilidade, está estragado ou não pode ser reaproveitado. Isso inclui papéis antigos, bijuterias velhas ou coisas que você simplesmente guarda por guardar. O que ainda estiver bom e puder ser reaproveitado, merece ser doado! Se ainda acha que poderá precisar daquilo, estipule um prazo: 3 a 6 meses são o suficiente para saber se você precisa mesmo ter aquilo. Isso vale para roupa, sapatos, bolsas e afins.  E o mais importante: crie o hábito de não acumular coisas desnecessárias.

Crie uma rotina de organização: Não precisa ser aquela rotina chata e longa. São atitudes simples que ajudam a gente a enxergar o ambiente mais organizado e se sentir melhor. Por exemplo, crie o hábito de arrumar a cama todos os dias e não procrastine na hora de dobrar a roupa e guardá-la (ou jogá-la no cesto de roupa suja), nem na hora de organizar a agenda ou colocar tudo o que precisa fazer no papel.

Organize seu dia: Crie (ou aprenda) algum método de organização para seus horários e tarefas. Há quem prefira uma agenda (como eu!) ou gosta de ter tudo à mão, em um celular ou no computador. Existem diversos aplicativos, como o Jorte Calendar (disponível para Android e IOS) e o Lembretes (não consegui encontrar para Android).

Crie e analise seus objetivos: É essencial ter objetivos à longo, médio e curto prazo. Pegue um papel, liste todos esses objetivos e revise-o todos os dias. Com o tempo, você, sem perceber, consegue agir para que tudo conspire a favor daquilo que deseja. Assim, fica bem melhor para a gente se organizar e você ainda fica com a sensação de que está trabalhando sempre para conquistar aquilo que sonha!

E por fim, mas não menos importante, é necessário que você encontre um verdadeiro motivo para se organizar e não queira fazer tudo de uma vez, porque a gente bem sabe que é impossível. Se organizar é um processo que exige calma e dedicação. Diferentemente deste título, se organizar não é rápido, mas é possível começar com essas 4 atitudes básicas. É preciso vontade para começar e foco para manter. Vamos tentar juntos? 

E qual a sua dica de organização? Conta para mim! 

O meu armário cápsula e o minimalismo

11 de julho de 2015

Foto: We Heart It
Vira-e-mexe novas modas vão surgindo pela internet. Algumas agradam, outras nem tanto. Ultimamente, tenho visto algumas blogueiras, como a Thaís, do Vida Organizada, e a Gabi, do Teoria Criativa, falarem bastante sobre o armário cápsula - e eu amei isso! A ideia é muito simples: você separa uma quantidade razoável (o número varia entre 15 e 45) de roupa para usar durante um determinado período. Por exemplo, você pode escolher 25 peças peças básicas e que combinem entre si para usar durante todo o inverno. Nesse período, as roupas das outras estações ficam guardadas e/ou são vendidas e doadas. É importante lembrar que, seguindo essa ideia de consumo, novas peças só serão adquiridas caso alguma outra peça rasgue ou manche, por exemplo.

A ideia me agrada principalmente porque segue o conceito do minimalismo. Essa palavrinha está diretamente ligada ao consumo consciente e à um estilo que otimiza as peças de roupas, fazendo com que essas sejam cada vez mais versáteis e atemporais. No geral, o minimalismo descarta um pouco essa ideia de "tendência", porque uma vez que a peça é comprada, ela poderá ser usada por muitos anos - então a gente sempre leva em consideração se essa "tendência" será perfeitamente "usável" na estação ou ano seguinte. 

No momento, tenho deixado em minha vida aquilo que é essencial e de boa qualidade. Isso quer dizer que me preocupo muito mais com a qualidade do que com a quantidade. E vocês devem estar pensando: ai, que papo clichê e politicamente correto Zzzzz, mas, no fundo, foi uma maneira incrível que encontrei de me organizar e de fato deixar aquilo que é realmente importante para mim. Ser desapegada ao consumismo, por exemplo, me ajudou muito à iniciar esse  processo em minha vida - e eu estou amando. 

Para quem quiser entender mais, a Thaís, do Vida Organizada, tem um post incrível explicando melhor o conceito aqui. Confesso que eu ainda estou decidindo quantas peças vou manter no meu guarda-roupa, mas já adianto que separei a maioria das roupas que desejo vender (a outra parte já foi para doação) e, em breve, deixo aqui o link da minha lojinha no Enjoei. Combinado? Em breve, teremos mais posts sobre o desafio do armário cápsula!

E você? Toparia o desafio de reduzir o seu armário e otimizar o uso das peças de roupas? Conta para mim!

Não é só ansiedade - mas também não é loucura

9 de julho de 2015

Foto: We Heart It
Eu preciso falar desse assunto. Resisti muito, porque falar disso é expor um problema que eu não gostaria de ver exposto: o meu. Mas eu preciso. 

Há um ano, e depois de muito achar que minha angústia sem fim era apenas frescura, eu fui diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Esse quadro em pouco tempo evoluiu para a Depressão e eu precisei me tratar com um psiquiatra. Lembro até hoje da notícia ter caído como uma bomba no meu colo, porque eu também achava psiquiatra coisa de gente doida - e eu não queria ser doida.  Depois de perceber o quanto a ajuda da psiquiatra iria completar meu tratamento (na época, eu já me tratava com um psicólogo e fazia acupuntura, além de ter incluído a meditação nos meus dias), eu marquei a consulta e percebi também o quão preconceituosas as pessoas eram pelo simples fato de que elas criam pré-conceitos antes mesmo de entender o nosso problema.

Ouvi inúmeros "você nunca mais vai conseguir parar de tomar os remédios", "é só isso que médico sabe fazer: entupir a gente de remédio" e, o que mais me doía, "isso é coisa de mulher fresca que não tem louça para lavar em casa". Não, não era. E não, eu não vou ficar tomando aquele remédio o resto da minha vida - inclusive escrevo esse texto em um momento que o meu tratamento com a tão temida psiquiatra chegou ao fim. 

Nesse meio tempo, foi mais difícil do que pensei encontrar pessoas compreensíveis. A conclusão que eu havia chegado era que é aceitável a gente dizer para todo mundo que o braço, a barriga ou a coluna dói todos os dias. Mas dizer que você está com um problema que não aparecia no raio-x e nem no exame de sangue era inaceitável - porque isso é simplesmente coisa de gente doida. E, infelizmente, eu só percebi que esse problema interno estava chegando ao extremo quando o meu exterior (pele e músculos) começou a gritar por ajuda.

Não. Ansiedade e depressão definitivamente não são falta de louça para lavar em casa. Nem falta de ocupação. E também não é coisa de gente doida. São pessoas doídas, como disse a Hannah Fernandes, neste texto aqui. Não negue ajuda para quem precisa. Não seja tão duro com pessoas que vivem problemas reais, mas ocultos dos exames de sangue ou dos raio-x. Apenas não. 

"Antes doida que doída. Um acento muda tudo. Ela, que de doida nada tinha, apenas se doeu."(Hannah Fernandes)