A pré-venda do meu livro começou!

27 de dezembro de 2015

Foto: We Heart It
Já está disponível, em pré-venda, o meu livro Doce Primavera. Ele é voltado para o público adolescente e trata das dificuldades dessa fase da vida: os primeiros amores, as brigas, as amizades, a primeira festa, as perguntas sobre o vestibular... Catarina representa as várias jovens que refletem e vivem cada uma dessas dificuldades apresentada. Cada um dos capítulos deixa uma mensagem: “há tempo para tudo nessa vida” – mensagem que levei anos para entender.

Se você quer garantir o seu exemplar antes mesmo dele estar disponível para a venda, então corre que ainda dá tempo. Ele está disponível para a pré-venda no site da Editora Multifoco e você pode comprar clicando aqui.

Mais uma vez, obrigada por tudo. E comprem! Vou amar estar na casa de cada um de vocês. 

Deu certo, meu bem

20 de dezembro de 2015

Foto: We Heart It
Deu certo. Para mim. Para você. Sem nós. Completamente separados. Mas saiba que eu fiz exatamente do jeito que você sempre falou: "não desiste porque vai dar certo, menina". E deu mesmo. Gosto de acreditar que para você também. Pouco sei da sua vida agora, concordo, mas te acompanhar de longe faz bem. É a dose diária de passado que me mantém ligada no presente. Passou, mas ficou.

Lembra do remo? Eu continuei remando e sei que você também. A gente só trocou de barco no meio do caminho - foi melhor assim, talvez. Só descobrirei se foi mesmo quando contar para os meus netos e ver qual palavra vou usar para te definir. Por agora, gosto apenas de dizer que deu certo. Para mim. Para você. Sem nós. Em barcos diferentes. Deu certo, meu. bem Deu certo demais. 

Uma novidade e muito amor envolvido

12 de dezembro de 2015

Foto: we heart it
Comecei em 2013. Eram muitos sonhos para pouco pé no chão. Imprevistos, mudanças, mal-entendidos. E quase em 2016, eu volto com essa novidade para lá de emocionante: vai ter livro sim! Finalmente.

Parte de tudo que sonhei começa a se materializar, bem devagar, mas com força total dentro dessa cabecinha que ainda é cheia de sonhos. Há aqui projetos para os próximos cinquenta anos e todos eles incluem escrever. Todos. Só que nenhuma grande caminhada começa sem o principal, não é? O primeiro passo. Ele está acontecendo agora na minha vida. Quer dizer, começou há muitos anos. Mas, agora, ele começa a ganhar forma, cor, cheiro e capa.

Superei toda a minha timidez e fiz um pequeno vídeo (pequeno mesmo) para contar essa novidade. Foi a maneira que melhor encontrei para tentar abraçar cada um de vocês que me acompanha aqui. Obrigada por estarem comigo. Obrigada por fazerem parte desse sonho. Sintam meu abraço de longe e ouçam meus gritinhos de comemoração!

A pré-venda vai começar em breve e o lançamento, que será aqui na minha cidade natal, também será divulgado muito em breve. A minha editora é a Multifoco e espero estar na prateleira de vocês daqui a pouco!


O sentimento que escolhi deixar

6 de dezembro de 2015

Foto: We Heart It
Todos os dias eu acordo com a certeza de que sou capaz de escolher exatamente o que vai "reger" o meu dia. Como uma regência de orquestra mesmo. Escolho o tom. O toque. A sintonia. O sentimento que vai reinar por entre os corredores repleto de músicos e me invadir. Hoje eu acordei escolhendo o amor. E desejando positividade. Há dias em que a gratidão é maior que tudo. A felicidade também. Em outros, escolho apenas viver o dia em paz. 

Todos os dias somos capazes de escolher o que transborda na gente. E o que sobra. Nas sobras, ficam coisas que eu não escolho viver. Deixo nos restos os sentimentos ruins, os rancores do dia-a-dia e providencio o fim disso. Fora da cama e fora da vida, a gente deixa tudo que não cabe. Tudo que retém e prejudica nossas forças.

Para os meus dias, desejo sempre um painel em branco, para que eu possa enchê-lo de cor durante o dia. Quanto mais eu desejo coisas boas, mais me sinto cercada de alegria e energias positivas que o universo se encarrega de mandar até mim. Eu sou e eu recebo exatamente o que eu emito. Para cada reclamação, o universo providencia coisas ruins que poderiam ter ficado de fora. E, olha, quando a gente exclui isso da nossa vida, essas coisas ficam de fora mesmo. Me recuso a trazer para minha vida problema e sofrimento que eu mesma atraio com atitudes mesquinhas.

Para hoje e para nós, fica o exercício. Tentar pensar só em coisa boa faz um bem danado para a alma. Eu já escolhi o que quero para minha vida hoje. E você?  
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Estou lá no snapchat papeando sobre coisas aleatórias! Me segue lá. É o @d.drielle. ♥

Eu não queria

30 de novembro de 2015

Foto: We Heart It
Eu não queria dizer não para você. Queria poder querer o que você quer também. Queria poder sentir o que diz sentir também. Mas não posso querer o que você quer. Não posso me permitir o que você tem se permitido há um tempo. 

Porque a gente bem sabe que estamos juntos num barco sem remos, sem fundos e sem destino. A vida tem dessas coisas, a gente sabe. Tem desses imprevistos, momentos, amores mal acabados e futuros sem perspectivas. 

Eu não queria dizer não para você. Não queria. Queria poder dizer sim, oi, estou aqui, pode vir, porque tá tudo bem. Só que não está. Não podemos. E vamos continuar fingindo que não queremos, apenas porque nem tudo que se quer é o que se tem. 

Porque, de verdade, eu não queria dizer não para você. E nem quero ficar repetindo isso toda hora, porque vou acabar dizendo que sim - e eu não posso fazer isso. E ponto. Eu sinto muito, meu bem. Eu queria dizer sim, mas dessa vez não vai dar. 

Jamais

21 de novembro de 2015

Foto: We Heart It
Sonhei que deitava no seu colo enquanto você acariciava meu cabelo. Sua mão estava quente e a gola amarrotada no fim do dia era um charme a mais. Meu olhar atento para o horizonte era uma maneira de não permitir que eu encarasse seus olhos. Eu resistia. O cheiro já tomara conta do pequeno espaço que estávamos e senti que o celular deixado de lado era o galanteio a parte daquela noite - é que você demonstrava muito mais com atos do que com palavras. 

Apesar disso, seu olhar ia um pouco além. Eu sabia. A beleza, nem tão singular ou singela, ultrapassava alguns limites. Entre eles, o tom quase verdadeiro da sua voz. As palavras firmes e o sorriso no rosto tentavam ocultar todas as suas manhas. No fundo, seus olhos entregavam tudo. Transpareciam. Exalavam a verdadeira razão de todo o charme.

Sonhar com você havia deixado de ser algo bom para se tornar um pesadelo durante o resto do dia. Eu até evitava pensar, mas a minha mente dava o troco dizendo "não esqueço. Agora, aguenta". Nem em sonho eu me permito viver essa história. Vai que eu gosto e você fica de vez?!

Acordei.


Só me ouve, por favor

19 de novembro de 2015

Foto: We Heart It
Ouve o que eu tenho para te dizer. Ouve as minhas justificativas. Se encaixe no meu ponto de vista. Só isso. Tudo é só uma questão de “saber enxergar” e você precisa me ver. Para só um segundo. Senta aqui e ouve o que eu tenho para te dizer. Um minuto. Me deixa te despir de segredos, entender seus mistérios, correr rumos aos seus braços. Me deixa também. Me deixa falar. Me deixa ser. Me deixa viver... Com você.

Prometo. Não tomo seu tempo, não bebo muito café, não faço morada. Não deixo meu perfume em você que é para não te fazer lembrar-se de mim depois. Eu nem encosto em suas mãos, se você não quiser. Prometo pedir abraço, colo e beijo, mas prometo tentar não ser invasivo. Prometo respeitar seu espaço. Só quero que o limite da sua boca seja a minha. Que seus cabelos terminem roçando os meus ombros. E que pense em mim.

Como disse, não vou criar morada. Nem causar dor. Só quero que me escute. Entenda o que tenho para dizer e me perceba. A nossa situação vai muito além, você sabe. Me deixa ir também... Com você.

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Pessoal, agora eu estou também no snap! Me segue lá. É o d.drielle. ♥

Sobre a rotina e a escravidão

17 de outubro de 2015

Foto: Pinterest
Escrevo esse texto em um dia que meu corpo não consegue entender que os planos mudaram. Escrevo porque não consigo fazer minha mente pensar em outra coisa a não ser no que eu deveria estar fazendo, mas não vou fazer mais. 

Antes que perguntem, eu considero meu trabalho ora como rotina, ora como completamente fora da rotina. O que quer dizer que minha vida também vive uma rotina praticamente perfeita: eu estudo, trabalho, tenho horários bem marcados na minha vida, tiro um tempo para fazer exercício físico, etc. E gosto muito disso. Eu consigo me planejar muito bem dentro dos meus horários quase fixos e agendar compromissos me permite uma maleabilidade incrível que eu tanto amo.

Mas hoje o meu dia amanheceu diferente. Depois de meses trabalhando para o dia de hoje chegar, os imprevistos vieram e a rotina mudou da noite para o dia. Acordei com aquela sensação vazia de "meu Deus, o que é que eu vou fazer agora?". A resposta? Eu ainda não sei. Eu que tanto amo planejar meus dias e que tanto gosto de sair da rotina às vezes me encontro sentada aqui completamente desolada por não ter o que fazer. 

Sentei para falar de rotina e escravidão, porque são quando essas situações acontecem que percebo como somos reféns dos nossos dias, horários e compromissos pré-estabelecidos. Perdemos o hábito de lidar com imprevistos. De mudar o foco. De fazer outra coisa. Sentei e usei a palavra escravidão, porque acordei me sentindo escrava dos horários que impus à mim mesma. Acordei me sentindo escrava da minha falta de criatividade capaz de inventar outra coisa para fazer agora. 

Perdemos completamente o hábito de fazer outras coisas. E deixo aqui essa reflexão. Como anda a sua rotina? O que você tem feito para que não se sinta escravo dos horários marcados na agenda? Por agora, prometi para mim mesma levantar dessa cadeira e procurar algo produtivo para fazer. 

Não se deixe enganar

15 de outubro de 2015

Foto: We Heart It
Amiga, vamos conversar. Odeio ter que tirar esse sorriso lindo do seu rosto ou interromper sua felicidade de anos, mas eu queria que você sentasse aqui e me escutasse com calma. É complicado, é doloroso, mas você é capaz de superar. Não tenha dúvidas disso. Faço rodeios enquanto penso qual a melhor maneira de te contar que quem você mais ama, não te ama tanto assim. 

É que casamento nem sempre é uma via de mão dupla. Nem sempre é amor, confiança e, principalmente, respeito na mesma quantidade. É que o seu casamento não é perfeito. E o de ninguém é, na verdade, e a gente bem sabe disso. Mas olhando de fora, vejo que tem faltado o básico nessa sua vida à dois: respeito. E para mim, é isso que falta quando alguém não cumpre a promessa de viver um pelo outro.

Amiga, longe de mim julgar. Não vivo debaixo do seu teto, não sei o que você passou para chegar até aqui, mas sei do é capaz de viver daqui para frente. Sei que é capaz de levantar a cabeça, mudar de vida e deixar esse tipo de homem para traz. Mulher nenhuma merece ter o coração partido pela infeliz pessoa que escolheu para viver. Mulher nenhuma merece ser traída. E se você está sendo, minha amiga, eu desejo que você siga em frente. 

Odeio ter que tirar esse sorriso do seu rosto. Não quero ter que passar por vítima e muito menos por cruel nessa história. Estou só aqui em nome da compaixão feminina e só desejo de ver esse sorriso sincero merecidamente. Você não precisa viver esse tipo de coisa. Nem por você, nem pelos seus filhos. Muito menos em nome desse amor. Aliás, você tem certeza que é esse o sentimento? Sair da zona de conforto é muito bom, às vezes. E acho que você deveria tentar. 

Amiga, eu não estou te julgando. Não julgo você, não julgo sua vida e nem nada do que está vivendo. Eu só odeio ter que tirar esse sorriso do seu rosto, mas acredite em mim: essa dor também acaba. Assim como o amor que ele sentia por você também acabou. Não fique por comodismo. Siga em frente. A vida te espera. 

A escolha é sua. 

Simpatia não dói

7 de outubro de 2015

Foto: We Heart It
Ser simpática demais nem sempre foi um problema, mas vira-e-mexe ele consegue ser mal interpretado por algumas pessoas - o que não é minha culpa, obviamente. O que pouca gente parou para pensar até hoje é que ser simpática, bondosa e bem humorada sai muito mais barato para mim e para os meus dias.

É mais simples ser simpática. Custa menos para o meu corpo, minha alma e meu sorriso. Ser simpática não me dói. É muito mais fácil abordar as pessoas com um sorriso no rosto do que com a cara amarrada pelo mau humor. Dizer bom dia, boa tarde ou boa noite não me custa literalmente nada - e você pode até falar que não dizer tudo isso também não custa nada. E não custa mesmo. 

Mas sorrir é terapia. Tratar as pessoas bem e ser simpático consigo mesmo é um tratamento à longo prazo, desses que trazem diversos benefícios todos os dias para a vida de uma pessoa. Simpatia, para mim, é sinônimo de leveza. Mas é simpatia de verdade! Essas simpatias forçadas não entram nesse tratamento para a pele e para alma. 

Ser simpático é ser leve e sereno. Gente serena é simpática naturalmente. E gente que traz a simpatia para o dia-a-dia pouco a pouco vai ficando mais leve também. Não dói ser simpático. Não me custa nada. 

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Que saudade de produzir conteúdo para vocês. Meu Deus! ♥ Prometo me dedicar mais ao blog. Isso aqui me faz tão bem!

Me encontre nas redes sociais!

17 de setembro de 2015


Para quem ainda não me acompanha nas redes sociais, resolvi fazer esse post para juntar tudinho em um lugar só e facilitar para todos!

1. Página Intimidade Efêmera: agora, a página será atualizada diariamente e é por lá que vocês serão avisados quando tiver algum post novo! 
2. Twitter @ddrielle: já fui mais tagarela, mas ainda sim estou sempre por lá!
3. Instagram @ddrielle: no meu perfil pessoal no instagram, vocês podem saber um pouco mais sobre a minha vida e, principalmente, meu dia a dia de trabalho.
4. Pinterest @ddrielle_: se você é viciada em decoração como eu, vai adorar me acompanhar lá. Tem inspirações para cada cômodo da casa, organização pessoal e fotos fofas para todos os gostos.
5. Google+: cheguei no google+ há pouco tempo. É possível conferir os novos posts por lá também! 

Obrigada por me acompanharem e fiquem ligados porque muitas novidades estão chegando.

Bagunça interna

14 de setembro de 2015

Foto: We Heart It
Fico enfiada na agenda querendo arrumar a minha vida. Viro páginas, passo por todas as marcações e tudo continua uma bagunça. Nada sei, repito. Em vão, concordo e vou tentando. Organizo a agenda, o guarda roupa, a cama.

Finjo que organizar as roupas por cores é arrumar os pensamentos por ordem de importância. Sapatos são como amores se ajeitando nesse coração que não cabe mais nada. A cama completamente bagunçada é reflexo de um corpo cansado, querendo um colo amigo.

Enquanto isso, a alma continua esperando uma faxina.


Carta para você que se foi

8 de setembro de 2015

Foto: We Heart It
Sim, eu sei que não foi você que escolheu ir embora. Fui eu. Mas, meu bem, tenho certeza que no atual momento, você escolheria ter ido também. Não sei se sabe, mas eu te acompanhei por todos esses dias – e pretendo continuar acompanhando por um bom tempo ainda. Sempre sei como está, o que anda fazendo e se sua saúde anda em dia. Que bom que está tudo ok.

No momento, apenas tenho me perguntado se todo esse álcool e festas têm, de fato, te ajudado a superar tudo o que passamos. Será mesmo que suas companheiras têm sido tão sinceras quanto o amor que vivemos?

Olhar para tudo que passamos só me faz ver que você também teria ido embora. Talvez você tivesse aguentado um pouco mais da dor e do sofrimento, mas você também teria ido. Eu bem conheço seu jeito de fugir das coisas, das dores, da vida. Você se isola. E te isolar de mim, amor, foi uma maneira de proteger esse seu coração frágil e bonito.

Saber sempre de ti, bem de longe, mas sempre tão de perto, foi a melhor maneira que consegui para não estragar seu caminho. Longe de mim atrapalhar seu futuro – e era isso que eu estava fazendo, reconheço. E sem deixar pegadas nos seus dias, vou vivendo a minha vida muito bem, obrigada. 

Eu não vou ser sua segunda opção

30 de agosto de 2015

Foto: We Heart It
Me desculpe, meu amor, mas eu não vou ser sua segunda opção. E essa é a coisa mais simples que eu posso te dizer no momento. Cansei de ser escondida à luz do dia. Cansei de estar à mostra apenas quando tudo já está escuro. Cansei de não poder te dar um beijo em público porque isso te afetaria sei lá de que forma.

Eu cansei, meu amor. Tudo tem um limite nessa vida e eu cheguei ao meu. Serei eternamente grata a tudo que vivemos, mas eu não posso ser sua segunda opção. Estou ciente de que suas ligações matinais vão me deixar morrendo de saudade, porque sua voz doce e sonolenta todos os dias era o que me fazia continuar, mas não posso mais me colocar nesse papel. Se não consegue ser sincero com você mesmo, não posso esperar que seja comigo. E só agora eu entendi isso.

Eu sempre te disse que uma hora conseguiria te deixar e, sinto te informar, mas essa hora chegou. Porque a partir desse momento, vou poder tomar um sorvete a luz do dia com a minha própria companhia, sem me importar se tem alguém vendo o que estou fazendo – e o pior, com quem estou. A partir de hoje, posso colocar aquela roupa cheirosa para mim mesma e sem dormir chateada porque simplesmente você não pôde aparecer daquela.


Agora eu posso viver. Porque estou deixando você e suas milhares de desculpas para trás. Estou deixando você e suas mentiras, farsas, tamanha crueldade que você espalhou por aí. Estou deixando você, meu amor. Não posso ser sua segunda opção. Pelo menos, não mais. 

Tag: problemas de um leitor

28 de agosto de 2015

Foto: We Heart It
Vi essa tag incrível no blog Vida Conectada e quis responder também! Minhas respostas são curtinhas porque sou bem objetiva quando se trata de livros. Espero que gostem!

1. Você tem 20 mil livros para ler. Como você decide o vai que ler?
Pelo título ou pelo quanto eu gosto do autor haha Se são vários do mesmo autor, eu esgoto aquele autor e só então vou para outra leitura.

2. Você está no meio de um livro, mas não está gostando. Você para ou continua?
Continuo. Vou até o fim para ter uma opinião formada.

3. O fim do ano está chegando e você está perto, mas não tão perto de finalizar sua meta de leitura. O que você pretende fazer e como?
De fato, não cumpri minha meta de leitura desse ano e o jeito é tentar tirar o atraso até o fim do ano. Os livros que eu não consegui ler, vão ficar para o ano que vem.

4. As capas de uma série que você ama são horríveis! Como você lida com isso?
Odeio as capas de Gossip Girl, mas li toooooodos e acabei deixando a série de lado. Acontece hahaha

5. Todo mundo, incluindo sua mãe, gosta de livros que você não gosta. Como você compartilha esses sentimentos?
Aproveito para dar uma chance para aquele tipo de leitura que eu não gosto ou aproveito para tentar fazer eles gostarem das minhas leituras.

6. Você está lendo um livro e você está prestes a começar a chorar em público. Como você lida com isso?
Choro. Apenas.

7. A sequência do livro que você ama acabou de sair, mas você esqueceu parte da história anterior. Você lê o anterior novamente? Pula para a sequência? Lê uma sinopse ou resenha? Chora de frustração?!
Leio uma resenha e vou para a sequência.

8. Você não quer que ninguém, NINGUÉM, pegue seus livros emprestados. Como você educadamente diz às pessoas NÃO quando eles perguntam?
Simplesmente digo em tom de brincadeira "esse aí eu não empresto para ninguém". Isso acontece com alguns livros meus, não todos. E meus amigos sabem exatamente quais eu jamais emprestaria.

9. Déficit de Atenção. Você não conseguiu ler os livros que queria no último mês. O que você faz para voltar a ler mais?
Me forço a ler todo dia pelo menos um capítulo e vou aumentando. Começo com um capítulo e quando me sinto preparada aumento para dois e aí por diante...

10. Há muitos livros novos que foram lançados e que você está morrendo de vontade de ler! Quantos deles você realmente compra?
No momento, nenhum porque dei a louca na bienal do ano passado e trouxe diveeeeeersos livros que ainda não li.

11. Depois de ter comprado os novos livros que você tanto queria, quanto tempo eles ficam em sua prateleira antes de você realmente ler?
Depende do meu tempo disponível. No geral, os que eu quero ler, eu leio bem rápido. Os que eu não quero tanto, eu acabo enrolando, como aconteceu ano passado hahaha

Quer brincar também? Fique a vontade para indicar amigos ou publicar em seu blog. Agora, conta para mim: quais suas manias com suas leituras?

3 regras de ouro para arrumar seu quarto

26 de agosto de 2015

Foto: We Heart It
1. Jogue fora o que você não utiliza. Não, você não vai precisar dessas vinte caixas de sapatos vazias um dia. Você também não vai precisar de todos esses papéis de presente guardados debaixo da cama. “Mas está debaixo da cama”, você irá dizer. "Mas está lá sem utilidade", eu respondo. A regra é simples: quando você precisar, você dará um jeito para encontrar outro, comprar ou utilizará de outros artifícios. Desapegue.

2. Jogue fora se está quebrado e você não consertou até hoje. Sabe aquele relógio que caiu da parede há uns três meses e até hoje você não arrumou? Aquele carregador cheio de remendas que você colocou  na gaveta? Não há motivo para deixar aquilo guardado. É simples assim. Se você não arrumou até hoje, conserte agora ou jogue fora. 

3. Desapegue para valer. Desapegar para valer que dizer que você deve ser ousado. Desfiz de muitas coisas que por algum motivo eu guardei um dia e que eu nunca cheguei a usar. Era vários envelopes, papeis de presentes, ursos de pelúcia velhos, roupas que disse que doaria e nunca doei. Saíram aproximadamente 3 caixas médias repletas de coisas que finalmente foram para o lixo ou para outra pessoa que precisa mais do que eu. Fique com aquilo que você realmente precisa. Você vai ver como se sentirá muito mais leve. Além disso, manter a organização ficará muito mais fácil. 

E você? Qual a sua regra de ouro para destralhar?

Mais uma dose de você

24 de agosto de 2015

Foto: We Heart It
Nem café, nem chocolate, nem cigarros, como você bem conhecia. Nesses últimos 438 dias – sim, eu contei – minha única dose diária havia sido você. Mais nada, nem ninguém. Quando a gente perde alguém na vida, é necessário dar um jeito. É um processo árduo como quando um viciado tenta parar de fumar, mas vira-e-mexe têm algumas recaídas. Você é meu ponto fraco. E só por isso, eu me alimentei de você todos esses dias.

Porque, meu amor, sua companhia ainda me mantém de pé. É doloroso imaginar que pensar em você me impede de seguir adiante, mas não pensar me propõe um futuro vazio e sem o brilho que eu sempre encontrei no fundo dos seus olhos. Me entende? Abri mão de progredir na vida, porque andar em direção ao futuro é perder você dos meus pensamentos e eu não quero isso.

Todos os dias eu prometo que aquela será minha última dose. Mas nunca é. E, no momento, pretendo nunca interromper meu alimento diário. Me perdoa se isso soa um tanto quanto metódico ou doentio. Só queria que soubesse que é amor. Por amar demais, eu converso com você mentalmente todos os dias. Por te amar demais, eu mantive todas as nossas fotos espalhadas pela casa. Por te amar demais, eu como seu prato favorito quase todos os fins de semana.

É amor quando te chamo mesmo sabendo que não irá responder. É amor quando quero dormir mais e mais todos os dias para poder te encontrar nos meus sonhos. É amor quando preparo o seu café da manhã, mas você nunca vem comer comigo. É amor, meu bem. Me perdoa se parece doença. Mas é que eu ando de mãos dadas com você todos os dias. 

Armário cápsula #2: definindo regras e meu estilo

20 de julho de 2015

Lembram do armário cápsula que eu comentei aqui? Chegou a hora de colocar a mão na massa! E o primeiro passo foi separar algumas coisas para vender (principalmente aquilo que nunca foi usado). Para isso, criei uma lojinha no enjoei e vou colocando lá tudo que não cabe mais nessa minha nova fase. Isso inclui roupas e sapatos usados e novos que não vão ficar.


Para conhecer minha loja, é só clicar aqui.

No momento, só tem sapatos por lá, porque a maioria das roupas que eu separei foram direto para doação. Estou aproveitando e doando também diversas outras coisas, porque a reforma do meu quarto está chegando ao fim e foi o momento ideal para destralhar e deixar só aquilo que eu realmente preciso (falei mais um pouquinho disso aqui). 

Para você que também pensa em aderir a ideia, é necessário responder algumas perguntas: 

1) Quantas peças eu vou manter no meu guarda-roupa para usar até o fim do inverno? Definir quantas peças (roupas e sapatos) é essencial. No momento, acredito que vou ficar com 40, mas estou tentada a ficar somente com 35, afinal 5 peças não é tanto assim e tem gente que vive bem com muito menos. Se a ideia é viver com menos e melhor, vamos aderir o conceito por completo. É necessário pensar também em uma paleta de cores (vai ficar com peças mais claras? Prefere looks mais coloridos?).

2) Quais serão as minhas regras? Por exemplo, eu defini que roupas intímas e/ou pijamas poderão ser compradas independentemente das minhas 40 peças de inverno. Então, esse tipo de roupa não entrou no meu cálculo. Eu só poderei comprar outra roupa ou sapato caso algum que eu tenha estrague, como por exemplo a sola do sapato solte, a calça jeans rasgue, etc.

3) Quais roupas vou guardar para a próxima estação? É importante selecionar e guardar as outras peças que não serão usadas, mas podem ser reaproveitas na próxima estação. Afinal, na primavera e verão, os casacos pesados serão guardados e darão espaços para os shorts e vestidos (que já estarão guardados desde já). 

4) Dá para reparar alguma peça? É necessário também decidir o que fazer com as peças que precisam de reparos. Vale a pena reformar/reparar e doar? Será que a reforma ($) vale a pena? Vou reformar ou reparar as peças para continuar usando?

Guia rápido: é hora de se organizar

13 de julho de 2015

Sempre fui uma pessoa desorganizada. Sempre. Há pouco tempo criei o hábito de arrumar minha própria cama, organizar meus horários e essas atitudes ainda tem sido um desafio para mim. Descobri que pequenas ações colaboram muito para uma organização melhor e é possível começar com pequenos passos. E o que é melhor: apesar de já estarmos em julho, ainda dá tempo de cumprir a promessa que nós fizemos no começo do ano! Listei quatro atitudes simples e essenciais para quem quer se organizar também:  

Destralhe: Todo mundo sabe que é impossível organizar tralha. Então comece jogando fora tudo que não tem utilidade, está estragado ou não pode ser reaproveitado. Isso inclui papéis antigos, bijuterias velhas ou coisas que você simplesmente guarda por guardar. O que ainda estiver bom e puder ser reaproveitado, merece ser doado! Se ainda acha que poderá precisar daquilo, estipule um prazo: 3 a 6 meses são o suficiente para saber se você precisa mesmo ter aquilo. Isso vale para roupa, sapatos, bolsas e afins.  E o mais importante: crie o hábito de não acumular coisas desnecessárias.

Crie uma rotina de organização: Não precisa ser aquela rotina chata e longa. São atitudes simples que ajudam a gente a enxergar o ambiente mais organizado e se sentir melhor. Por exemplo, crie o hábito de arrumar a cama todos os dias e não procrastine na hora de dobrar a roupa e guardá-la (ou jogá-la no cesto de roupa suja), nem na hora de organizar a agenda ou colocar tudo o que precisa fazer no papel.

Organize seu dia: Crie (ou aprenda) algum método de organização para seus horários e tarefas. Há quem prefira uma agenda (como eu!) ou gosta de ter tudo à mão, em um celular ou no computador. Existem diversos aplicativos, como o Jorte Calendar (disponível para Android e IOS) e o Lembretes (não consegui encontrar para Android).

Crie e analise seus objetivos: É essencial ter objetivos à longo, médio e curto prazo. Pegue um papel, liste todos esses objetivos e revise-o todos os dias. Com o tempo, você, sem perceber, consegue agir para que tudo conspire a favor daquilo que deseja. Assim, fica bem melhor para a gente se organizar e você ainda fica com a sensação de que está trabalhando sempre para conquistar aquilo que sonha!

E por fim, mas não menos importante, é necessário que você encontre um verdadeiro motivo para se organizar e não queira fazer tudo de uma vez, porque a gente bem sabe que é impossível. Se organizar é um processo que exige calma e dedicação. Diferentemente deste título, se organizar não é rápido, mas é possível começar com essas 4 atitudes básicas. É preciso vontade para começar e foco para manter. Vamos tentar juntos? 

E qual a sua dica de organização? Conta para mim! 

O meu armário cápsula e o minimalismo

11 de julho de 2015

Foto: We Heart It
Vira-e-mexe novas modas vão surgindo pela internet. Algumas agradam, outras nem tanto. Ultimamente, tenho visto algumas blogueiras, como a Thaís, do Vida Organizada, e a Gabi, do Teoria Criativa, falarem bastante sobre o armário cápsula - e eu amei isso! A ideia é muito simples: você separa uma quantidade razoável (o número varia entre 15 e 45) de roupa para usar durante um determinado período. Por exemplo, você pode escolher 25 peças peças básicas e que combinem entre si para usar durante todo o inverno. Nesse período, as roupas das outras estações ficam guardadas e/ou são vendidas e doadas. É importante lembrar que, seguindo essa ideia de consumo, novas peças só serão adquiridas caso alguma outra peça rasgue ou manche, por exemplo.

A ideia me agrada principalmente porque segue o conceito do minimalismo. Essa palavrinha está diretamente ligada ao consumo consciente e à um estilo que otimiza as peças de roupas, fazendo com que essas sejam cada vez mais versáteis e atemporais. No geral, o minimalismo descarta um pouco essa ideia de "tendência", porque uma vez que a peça é comprada, ela poderá ser usada por muitos anos - então a gente sempre leva em consideração se essa "tendência" será perfeitamente "usável" na estação ou ano seguinte. 

No momento, tenho deixado em minha vida aquilo que é essencial e de boa qualidade. Isso quer dizer que me preocupo muito mais com a qualidade do que com a quantidade. E vocês devem estar pensando: ai, que papo clichê e politicamente correto Zzzzz, mas, no fundo, foi uma maneira incrível que encontrei de me organizar e de fato deixar aquilo que é realmente importante para mim. Ser desapegada ao consumismo, por exemplo, me ajudou muito à iniciar esse  processo em minha vida - e eu estou amando. 

Para quem quiser entender mais, a Thaís, do Vida Organizada, tem um post incrível explicando melhor o conceito aqui. Confesso que eu ainda estou decidindo quantas peças vou manter no meu guarda-roupa, mas já adianto que separei a maioria das roupas que desejo vender (a outra parte já foi para doação) e, em breve, deixo aqui o link da minha lojinha no Enjoei. Combinado? Em breve, teremos mais posts sobre o desafio do armário cápsula!

E você? Toparia o desafio de reduzir o seu armário e otimizar o uso das peças de roupas? Conta para mim!

Não é só ansiedade - mas também não é loucura

9 de julho de 2015

Foto: We Heart It
Eu preciso falar desse assunto. Resisti muito, porque falar disso é expor um problema que eu não gostaria de ver exposto: o meu. Mas eu preciso. 

Há um ano, e depois de muito achar que minha angústia sem fim era apenas frescura, eu fui diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Esse quadro em pouco tempo evoluiu para a Depressão e eu precisei me tratar com um psiquiatra. Lembro até hoje da notícia ter caído como uma bomba no meu colo, porque eu também achava psiquiatra coisa de gente doida - e eu não queria ser doida.  Depois de perceber o quanto a ajuda da psiquiatra iria completar meu tratamento (na época, eu já me tratava com um psicólogo e fazia acupuntura, além de ter incluído a meditação nos meus dias), eu marquei a consulta e percebi também o quão preconceituosas as pessoas eram pelo simples fato de que elas criam pré-conceitos antes mesmo de entender o nosso problema.

Ouvi inúmeros "você nunca mais vai conseguir parar de tomar os remédios", "é só isso que médico sabe fazer: entupir a gente de remédio" e, o que mais me doía, "isso é coisa de mulher fresca que não tem louça para lavar em casa". Não, não era. E não, eu não vou ficar tomando aquele remédio o resto da minha vida - inclusive escrevo esse texto em um momento que o meu tratamento com a tão temida psiquiatra chegou ao fim. 

Nesse meio tempo, foi mais difícil do que pensei encontrar pessoas compreensíveis. A conclusão que eu havia chegado era que é aceitável a gente dizer para todo mundo que o braço, a barriga ou a coluna dói todos os dias. Mas dizer que você está com um problema que não aparecia no raio-x e nem no exame de sangue era inaceitável - porque isso é simplesmente coisa de gente doida. E, infelizmente, eu só percebi que esse problema interno estava chegando ao extremo quando o meu exterior (pele e músculos) começou a gritar por ajuda.

Não. Ansiedade e depressão definitivamente não são falta de louça para lavar em casa. Nem falta de ocupação. E também não é coisa de gente doida. São pessoas doídas, como disse a Hannah Fernandes, neste texto aqui. Não negue ajuda para quem precisa. Não seja tão duro com pessoas que vivem problemas reais, mas ocultos dos exames de sangue ou dos raio-x. Apenas não. 

"Antes doida que doída. Um acento muda tudo. Ela, que de doida nada tinha, apenas se doeu."(Hannah Fernandes) 

Eu não posso esperar você

9 de maio de 2015

Imagem: We Heart It
Então me deixa te contar um segredo. Eu amo esse seu jeito moleque. Essa sua mesma cara de sempre das fotos nas redes sociais e até seu jeito largado de não responder nenhuma mensagem minha, mas retribuir um abraço meio sem jeito quando eu puxo seu braço.

Então me deixa te dizer outras coisa também. Eu não posso ficar te esperando. E nem posso pedir que me espere também. Cansei dessas brincadeiras arriscadas faz um tempo e você deveria saber disso. Não foi erro, não foi ruim, mas, meu bem, sua falta de empatia também me cansa. Mesmo que eu insista, mesmo que eu me importe, mesmo que eu me doe. Você nunca foi capaz de nada disso. E eu simplesmente não posso esperar você.

Se você não vem, eu também não vou. E se a gente não se cerca como daquela vez, a gente também não se encontra nunca mais. Mesmo que nossos olhos olhem para mesma direção, mesmo que a gente se cruze numa esquina qualquer, mesmo que a gente se ame sem saber que não olharemos mais para os olhos um do outro no dia seguinte.

Meu amor, eu não posso esperar você. Não posso aceitar que me esconda do mundo. Não posso aceitar que me faça de boba. Não posso aceitar mais que simplesmente não me responda. Era só isso que estava faltando: eu seguir o meu caminho. E continuar minha vida daqui para frente, implica em não querer te encontrar nunca mais. 

Eu não posso esperar você. Adeus.

Vá!

6 de maio de 2015

Imagem: We Heart It
Os acontecimentos se sucedem. E o tempo passa, afinal. Sem preceitos e com sua voz no comando. Porque não basta se apoiar na janela enquanto você vê a vida passar. Lamentar o que poderia ter sido ou se prender a meros detalhes e imaginar as consequências negativas de uma possível escolha, não vai te fazer bem. Por isso, vamos! Tome frente do seu destino. Não tenha medo de ousar e surpreender a si mesmo. Não tema o novo. Não tenha medo de escolher e mesmo que sem saber você escolha errado, não se entristeça. Muito mais que acertos, a vida é feita de erros. Erros nos quais você aprende e cresce, amadurece. Optar por não escolher por si só já é um ato de escolha, e não escolher te priva de vantagens futuras.

A vida não é um ciclo onde a gente sempre volta para o mesmo lugar. A vida, seguindo aquele bom e velho clichê, é um trajeto repleto de caminhos, becos, atalhos com milhares de formas de chegar ao destino final. Não tenha medo de se perder em meio a tantos caminhos.

Quando se faz uma escolha, milhares de outras ficam para trás. Portanto concentre suas forças no seu objetivo e esqueça as possibilidades que perdeu. Porque, de certo modo, você não as perdeu. Escolher implica em esboçar, para curto ou longo prazo, um projeto de vida e elas vão te definir por um bom tempo. Reconhecemos algumas pessoas pelas escolhas que ela fez na vida e para o sucesso, no fim, não basta apenas escolher sem pensar nos prós e nos contras.

Escolhas nos formam e nos fazem amadurecer. Escolha sem medo e sem influências. Analise o que te faz bem e vá pelo caminho sem medo nenhum de ser feliz. O resultado sempre vale à pena.

Pedaços de nós

3 de maio de 2015

Imagem: We Heart It
Tenho lá minhas dúvidas. E, meu amor, acredite: eu não duvido de você. Mas às vezes você consegue me fazer duvidar de nós. Era de se esperar que não sentiria minha falta. Era de se esperar que não ligaria, mas consegue entender que isso as vezes me faz acreditar também que só eu colaboro? Que só eu sou capaz de entregar toda alma enquanto você, pobre de ti, não entrega nem uma pequena parte?

Você me faz chorar quase sempre e não, eu nunca te contei isso. Porque no geral, essas lágrimas logo se dissolvem quando vem com palavras doces e murmúrios gentis repletos de amor, aparentemente. Eu nunca entendi porque eu sempre tive essa sensação estranha de que estava sendo deixada para trás mais uma vez. Nunca gostei de achar que essa pode ser a última vez, porque eu estou prestes a te deixar. Nunca entendi e nunca sequer quis levar meus planos a diante. Porque você, meu amor, tem lá seus defeitos e parte meu coração por completo, mas consegue me ter por inteiro sempre que ambos necessitam. Porque eu também sei que nunca é uma necessidade só minha.

Nunca entendi porque sempre choro só de pensar em escrever sobre você. De todos, você é o que menos mereceu minhas palavras, mas é em você que eu mais insisto. Meu bem, ensina-me a ter certeza. Te peço só isso por hoje. Ensina-me a ter plena certeza, porque se não eu vou me ver na obrigação de partir para algo que no fundo eu sei que não quero. Odeio ter que falar que estou me redirecionando ao fim, mas entenda que se for assim, assim também será da minha parte.
 

Pode entrar, meu bem

23 de abril de 2015

Imagem: We heart it
Pode entrar, mas não repara na bagunça. Pode vir, mas promete que não vai reparar na xicara de café marcada por outras bocas? Prometo não servir no mesmo copo para você. É que, você sabe, todos nós temos um passado e eu bem tive o meu. Quer a gente goste ou não.

Você pode entrar. Deixo até colocar o pé no sofá. Mas tira o sapato logo na entrada que é para não marcar demais. Venha, por favor, de pés descalços, pisadas macias. Gosto assim. Não vou te oferecer água gelada que é para não marcar a mesa de madeira na hora que você repousar o copo. Vou te dar um pouco de chocolate quente numa xícara bem linda para que entenda toda a minha doçura. Meu excesso de açúcar não vai atrapalhar, prometo.

Pode entrar, mas dá uma conferida se a sua roupa está inteira, o coração intacto e a mente aberta. Não suporto mais ser a cura de ferida alheia e ser largada após o processo de cicatrização.Você pode entrar, ficar à vontade. Mas vê se não fica cutucando aquela feridinha ali do sofá, você promete? Visitas passadas marcaram a sala de estar da minha vida e eu não consegui esquecer essa marquinha. Nem tento mais concertar, porque descobri que nessas vidas poucas coisas do coração têm concerto.

Você pode entrar, viu? Mas não repara na bagunça não. Você chegou de surpresa, não tive tempo de arrumar a casa. A baguncinha é por conta das surpresas da vida. Promete para mim que, se você estiver mesmo afim, você me ajuda a colocar tudo no lugar? Prometo tentar te ajudar também. Você pode entrar. Meu coração está aberto e ansioso para te receber. Só não repara demais, por favor.

Eu sei, mas não devia

21 de abril de 2015

Imagem: We Heart It
(Texto de Marina Colasanti, escrito em 1972)

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Sinais de loucura

16 de março de 2015

Imagem: We Heart It
Fui chamada de louca hoje. As pessoas me olharam na rua como se eu tivesse enlouquecido. Minha mãe, meu pai, meus amigos. Uns poucos entenderam que eu precisava. Todo o resto julgou. "Você beira a loucura", disseram. Todo ser humano beira a loucura. E todos deveriam procurar ajuda. Desconfio da pessoa que nunca ficou louca, que nunca quiser ser louca, que nunca perdeu o sentido e a razão da vida e enlouqueceu por isso.

Desconfiei de todo mundo que passou na rua e me viu chorando hoje. Desconfiei das pessoas que disseram que estava louca. Porque não estou louca. Desconfiei da minha chefe que passou mais serviço justo hoje no dia que fiquei louca. Desconfiei da minha amiga que disse que eu não fiquei louca, que é temporário e que via ficar tudo bem. Não vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo ótimo. Porque eu não enlouqueci. Nem você querida. Não estamos loucas.

Não tá fácil viver a vida sóbria. Agora entendo as pessoas que descontam no álcool ou no cigarro. Não é certo, mas faz todo sentido do mundo quando você precisa de um motivo para continuar. Esse motivo pode ser a sua cama, o seu choro ou o seu copo de vodca. No meu caso, ainda sou eu mesma. Estou tão bem, olha só. Chorar quase todos os dias não é estar louca, não é querida? Não é.

Vou me tratar num hospital de saúde mental. Foi assim que contei para o meu marido que eu estava louca. Ele quase chorou. Disse que a palavra era muito feia. E que eu estava realmente muito louca. Saúde mental confunde as pessoas. Todos falam de doenças físicas o tempo inteiro e é normal ter um pouco de dor de cabeça ali, um pouco de dor no corpo aqui, o pé dói, o cotovelo dói, a língua dói, mas a mente e a alma não. Dores emocionais são aberrações para as pessoas. Logo eu que sempre achei isso tão comum. 

Mas, espera! Eu não tenho um marido. E nem conversei com meu ex-namorado hoje. Realmente, devo estar louca. Essa loucura tem afetado todas as partes do meu cérebro e a médica me garantiu que o remédio vai aliviar alguns efeitos físicos porque eu não estou louca. Não estou. Você está, querida? Eu não. Beijos.

Devaneios loucos

10 de março de 2015

Imagem: We Heart It
Chorei dez vezes. Seguidas. Fugi por tanto tempo. Dei volta nos quarteirões, andei esquinas procurando alguém que nunca encontrei e percorri lugares buscando algo que eu nuca soube o que. Quer dizer, agora eu sei.

Meu processo de achado e fuga nunca se resumiu a outra pessoa. Nunca se resumiu a ex-maridos, ex-amantes, ex-amigos ou qualquer pessoa que tenha passado pela minha vida e eu tenha deixado para trás. Meu processo de fuga e encontro se resume em mim.

Fugi a vida inteira de uma pessoa que eu não fazia a menor questão de conhecer. Percorri ruas vazias buscando encontrar nas pessoas sensações e sentimentos que eu não queria procurar em mim.

Comecei a enxergar que meu cansaço repentino das pessoas não era culpa nelas. Não era culpa do universo. Meu cansaço repentino das pessoas era fruto do meu cansaço interno. Da culpa que sentia, sem saber, por não gostar de mim mesma. Dos sentimentos que não quis descobrir. Dos nervos a flor da pele quando eu era obrigada a ficar sozinha. Do buraco imenso que todo mundo sempre foi capaz de deixar em mim.

Esse buraco era meu. Só meu. Minhas fugas sagazes e de forma rápida eram a minha maneira de externar que aquela pessoa ou coisa não me completava mais. Meu erro foi querer ser completa com alguém. Ou com algo. Qualquer coisa que te permita por um segundo não pensar em si mesmo. Qualquer coisa que te faça esquecer que você é vazia. Porque você não se preenche. Você não se preenche, entende? Eu ainda me sinto vazia. Ou cheia de mim. Não sei ainda.

Um dia você senta na cama e chora. Porque sabe que esvaziou. Ou que nunca esteve cheia. Eu nunca estive, assumo. E coloquei mil coisas no lugar como forma de tampar esses buracos ínfimos que a vida da gente tem. E sabe que trabalho é uma ótima desculpa? Trabalho, festa, namorado novo. Tudo. Qualquer coisa é melhor do que encontrar com você mesmo numa noite de sexta ou segunda. Porque tanto faz que dia é. A solidão da alma não escolhe dia, mas a sorte é que nas segundas você consegue fingir que está infeliz pelo simples fato de ser segunda. E nas sextas é hora de abrir o sorriso e ir viver a vida linda que você tem. Aquela mesma que você passa a semana inteira idealizando para não ter que perceber que te falta algo. Te falta algo, amiga.

Caçando metades, me tornei meia. Meia pessoa, meia mulher, meia filha, meia profissional, meia namorada. A outra parte não era minha. A outra parte era o buraco de enfiar coisas que nunca me acrescentariam em nada, me cansariam em breve e eu largaria no canto. A outra parte nunca estava completa porque nunca era da responsabilidade das pessoas ou coisas completar aquilo

A pior coisa que se pode fazer da vida é não assumir a sua responsabilidade. Porque, sabe, é tão mais fácil colocar a culpa no outro. Tão melhor não viver com a dor de não se completar. Porque, claro, a culpa é do namorado que não me dá tempo. Da faculdade que toma meu tempo. Dos filhos chatos que não me deixam cuidar de mim. Da amiga que só sabe falar sobre si. A culpa nunca é minha. Nem sua, amiga.

Das piores dores, não se bastar é a que mais dói. Cair na real depois de ver que nada mais resolve dói dobrado, acredite. Chorar vendo o comercial de margarina porque você além de sozinha é refém de um sentimento terrível é doloroso. Sair desse processo, arde.

Um dia eu virei a esquine e dei de cara comigo. Sentada no chão, chorando sem saber muito bem o que eu fazia. Me sacudi umas três vezes até ver que era eu mesma. E metade de mim não estava lá. Nem ouse a me perguntar o que é essa outra metade, porque eu não sei. Nunca soube.

Gente vazia não se conhece para saber o que falta. Gente vazia transborda sofrimento porque, para tudo, sofre a metade que está faltando. Gente vazia não merece céu. Não merece amor. Não merece trabalho bom nem amigo legal que é para não jogar expectativa demais em gente que não é dele. Gente vazia se acha dono de todo mundo. Gente vazia dorme e sonha com qualquer coisa que a leve de encontro para si. E acorda no meio da noite dizendo que tem insônia.

Sobre amores e cadeados

6 de janeiro de 2015

Dia desses vi na televisão um casal escrevendo o nome dos dois em um cadeado e o prendendo em uma dessas pontes famosas pelo mundo. Depois disso, ela jogou a chave em um lago e deu um beijo em seu companheiro. Senti o braço arrepiar e balancei a cabeça negativamente. Cadeados e amor não combinam. Um objeto de ferro, pesado, feito para trancar portas e grades sendo símbolo de um amor que deveria ser livre e leve. Como pode?

Fiquei me perguntando que tipo de amor precisa de um cadeado como símbolo de “eterno”. Que tipo de amor é esse que te faz querer a pessoa presa eternamente à você. Que tipo de amor é esse que você quer eternizar em um objeto feito para trancar gaiolas. Que tipo de amor eu quero para mim. Que tipo de amor você quer para você.

Não sei muito sobre amor. Quase nada, confesso. Mas, de tudo que sei, me resta uma certeza absoluta: não quero um amor que escreva meu nome em um cadeado e jogue a chave fora. Quero um amor livre. Quero estar do lado de alguém porque eu estou escolhendo ficar, todos os dias, em todos os momentos. Quero um amor que escreva nosso nome na areia e deixe o mar apaga-lo pouco a pouco e que leve nosso sentimento pra imensidão do oceano. 

Deus me livre de um amor que coloque nosso nome em um cadeado. Amém.