Adeus, querido

29 de novembro de 2014

reprodução/we heart it
Hoje, coloquei um ponto final. Chega disso. Coloquei um fim no que só me trouxe dor, desgosto, sofrimento e ilusão. Voltei para casa com raiva. Não chorei, não sofri com o nosso adeus. Dei os ombros para você e repeti "tanto faz" em minha mente até realmente consegui sentir por você o que sempre sentiu por mim: indiferença. Não sinto nada. Nada mais. Acredito que meu processo de desamor começou muito antes do que você é capaz de imaginar. E por isso foi tão fácil assim sair da sua vida como quem muda de rua de uma hora para outra. 

Nossa despedida foi incrível. Bem melhor e bem menos cruel do que um dia eu fui capaz de acreditar. Não teve choro. Não teve drama. Não teve ódio escorrendo pelos olhos. Mas teve pele arrepiada. Cabeça nas nuvens. Felicidade transbordando em cada detalhe daquela noite. Eu dormi em seu peito. Apenas. Adormeci escutando nosso corações em perfeita sintonia. No fim, não sabia mais qual era o seu coração ou qual era o meu. Eles batiam forte. Muito forte. E compuseram juntos a música mais linda que ouvi na vida. Na vida. E acabou.

Você já pode dizer para as pessoas. Conta que elas sempre estiveram erradas, que não foi nada tudo que a gente viveu e que acabou. Que toda torcida pela nossa felicidade foi em vão. Conta que eu também estive errada e que você foi o único certo dessa história. Diz que também não restou nem amizade, mas não conte os nossos motivos. Me deixa ficar como cruel, no fim das contas. Me deixa ser a garota que virou as costas para um inocente que tanto gostou de mim. Apenas dessa vez.

E conte comigo apenas para guardar os segredos que um dia me contou, meus choros escondidos, tamanha humilhação que vivi por você. E não se preocupe porque eu já estou bem. Apenas te deixei para trás. Hoje, coloquei um ponto final em nós. E não te devo agradecimentos por tudo que vivemos. Pelo "quase" que fomos. Quero mais é que você vá para o inferno.