Sobre o amor que você nunca mereceu

26 de julho de 2014


Passei e nem te disse nada. Não te chamei, como de costume. Não te liguei, não mandei mensagem, não gritei seu nome aos ventos. Sobrevivi mais um dia sem você. Comemorei dormir e não sonhar com seu rosto e nem ter vontade de acariciar essa sua pele macia e morena.

Passei e continuarei passando todos os dias até perceber que percorrer os mesmos caminhos que você percorre já não mexe mais o meu coração. Tentarei ignorar sua ligações e prometo não tentar entender porque só fui procurada de segunda a sexta. Posso fingir também não saber que não sou sua garota para os fins de semana. Tentarei me acostumar com o fato de ter me escondido no escuro. Dentro da sua casa. Debaixo do seu casaco. Não direi nada as pessoas que me perguntarem se ainda estamos juntos. Direi que nunca estivemos, apesar de você saber muito bem que sim. Prefiro deixar que a gente seja um casal perfeito na cabeça das pessoas, apenas. 

De tudo que vivemos, nunca entenderei porque sempre lutou contra nós. Porque me mantinha por perto todo o tempo, mas sempre me escondeu. E nunca permitiu que a gente fosse digno de um casal que sai a luz do dia para tomar sorvete. Prometo não tentar entender agora. Apenas entendo agora que nossos corações nunca formaram uma conta de mais. Nunca foram soma. E você sempre me dividiu em pedaços agindo assim. 

Por agora, desejo apenas que você cruze aquela avenida pouco antes de mim, porque simplesmente não quero ter o trabalho de te encontrar. Que esteja na prateleira de biscoitos, enquanto eu passo as minhas compras no caixa. E que não me ligue mais. E se por acaso, me ligar em um domingo a tarde me convidando para um "lance", deixarei chamando até você entender que não sou a garota que merece estar com você na claridade de um fim de semana. Sou agora apenas a garota que você não merece. Não mais.

O que eu desejo para mim e para você

17 de julho de 2014


Desejo mais leveza. Mais brisa no rosto, mais sorrisos pela manhã, mais pensamentos soltos, coração leve e mão vazia. Menos reclamações no domingo, mais sorrisos na sexta. Desejo que a gente carregue só o que precisar, o que for leve. E que nessa bagagem estejam inclusos o amor de sempre, o perdão necessário e a paciência que a vida exige. E as boas companhias também.

Desejo que a gente aprenda a calmaria que é viver. Que é aprender. Que é percorrer todo esse trajeto. E que o turbilhão de sentimentos possam enfim dormir e acordar sem atrapalhar o nosso dia-a-dia. Que a gente seja capaz de criar manhãs mais alegres e noites mais doces. Que a dor nas costas passe. E o peso da vida diminua.

Desejo paz. Desejo gratidão. Por tudo. Sorrisos mais uma vez, porque nunca é demais. Dias mais suaves, pegadas não tão fortes. E muito amor. Que a gente entenda finalmente quão mágico é fazer parte de um mundo capaz de nos ensinar todos os dias. E que a gente consiga aprender. Ou queria ao menor tentar.