Minha insistência, sua resistência

23 de junho de 2014


Fiquei 3 dias de mau humor por sua causa. E mais uns 5 anos te esperando. Te esperei sentada no sofá. Esperei que chegasse com aquela medalhinha no pescoço, a camisa surrada que te dei e o tênis que você tanto gosta. Te esperaria de qualquer maneira. Com o cabelo bagunçado, mãos e coração cansados. Sei que não foi fácil. Não tem sido. Nem para mim e nem para ninguém. Muito menos para você que exala negações contra sua própria vontade – e pobre coitado, nem se dá conta disso.

Você não apareceu como de costume. Como esperado. Como imaginei. Como sempre gosta de fazer. Não veio e diz que nunca virá. Mas nunca, meu amor, é muito tempo e você sabe disso. E você sabe também que é pura decepção na vida da maioria. É aquele dia nublado que apareceu justamente no dia que combinei de ir até a piscina. É o balde de água que vem para esfriar meu coração quente. Frustração, simplesmente.

Depois que me deixou plantada te esperando, eu fui obrigada a sair de casa para conseguir falar sobre você. É que tudo aquilo que não te envolve, mas me cerca, me impede de dizer sobre o que eu mais evitei nos últimos tempos. E eu ainda deveria evitar por precaução, mas não. Você tem razão, sabe? Pouco sei de ti, concordo. Nada sei de nós, entenda. E temo nunca descobrir o que é isso que você tanto faz comigo. Ou deixa de fazer, sei lá. Eu tive que respirar um novo ar para entender o que acontece. Tive que me despir de vergonhas para assumir, enfim, o que você sempre soube.

E você não sabe, mas esse seu joguinho patético me faz repensar essa minha carência medíocre que me faz escolher qualquer coisa por aí. E por qualquer coisa entenda você mesmo. É que preciso me convencer que você não é perfeito. Afinal, perfeição nem existe né? E longe de mim depositar expectativas em você, mas deixa eu te contar um segredo: se você se entregar, entrará num mar sem volta. Não te deixo nem pedir socorro em caso de afogamento.

Já disse: larga dessa e se permita. Se insistir em ser essa criança teimosa, o castigo será muito pior depois que crescer. Aproveita enquanto tem tempo e minha boa vontade está aqui, à disposição. Permita que nossas exatidões se somem numa conta que vai além de qualquer coisa que a gente já imaginou. Permita viver o que seu coração e seu corpo já pedem há muito tempo: nós dois. Para de marra, meu bem. E vem.

Prêmio Teen Web Awards

11 de junho de 2014

É com um imenso orgulho e quase com lágrimas nos olhos que venho contar uma novidade muito linda para vocês: estou concorrendo à uma premiação da Revista Capricho! Lindo isso, não é? Todo mundo que me conhece sabe como isso aqui é a minha vida e como eu faço isso tudo com muito amor e dedicação. Esse é só uma parte dessa trajetória linda que eu construo aqui, todos os dias e com todos vocês.

E sabe o que é o mais legal nessa história? Você ainda podem me ajudar (e MUITO) a vencer essa premiação. Para isso, só preciso que vocês votem no blog nesse link aqui: http://capricho.abril.com.br/teen-web-awards/ . A votação vai até o dia 4 de julho e o resultado deve sair logo depois.

Mais uma vez, obrigada para todxs que me ajudam todos os dias. Que visitam e comentam o blog e que, principalmente, me emocionam com palavras lindas de incentivo. Muito, muito, muito, muito obrigada.

E conto com vocês!

Não agora

3 de junho de 2014



Eu sempre estive atrelada a você. Sempre estarei, desconfio. Nosso prazo de validade chegou, mas não vou te jogar fora. Pelo menos não agora. Seu físico não esta mais aqui, mas você sempre esteve comigo, caso não saiba. Sempre esteve. Você me roubou sonhos. Me roubou tempo. Me encheu de vontades. Me ajudou a derramar lagrimas, a abrir sorrisos, a morrer de saudade. Não morri, você sabe. Mas nem desconfia que matou metade do que um dia foi seu aqui dentro. Do que foi meu. Do que foi nosso. Matou a pequena parcela de culpa que você tinha na minha vida. 

Você era meu cúmplice. Meu meio amor que foi meio amado. Minha metade que nunca se encaixou. Meu stress que transbordou. Nunca me dei por inteiro e que bom que nunca mais darei. Você teria roubado tudo se eu tivesse me doado por completo. Não teria se contentado em levar a minha paz, o meu sossego, o meu quase seu amor. 

Eu teria obrigado meu coração a te esquecer a base de ameaças se você ainda estivesse aqui. Mas você se foi. E eu não vou me desfazer de você. Não vou te jogar fora. Não vou roubar sua paz. Não vou te fazer pagar por tudo que fez comigo. Pelo menos não agora.