Senta aqui

23 de abril de 2014

Senta aqui. Só por hoje, escute tudo que eu tenho para te dizer. Só por hoje, permita que eu derrame toda a minha raiva e te culpe por tudo que vivo. Senta aqui. E perceba o quanto meu olhos ainda enchem de lágrimas toda vez que falo sobre você. Desconfie do sofrimento que foi capaz de causar e das marcas que você deixou. Só por hoje.

Eu sempre tive muito pra te dizer. Sempre torci para te encontrar e sempre tive raiva o suficiente para despejar toda e qualquer palavra em cima de você. Mas o problema é que eu sempre te encontrei. E você deveria se perguntar por que diabos eu sempre estava chorando. Ou sorrindo. Ou com medo. Ou em paz.

Pode não parecer, mas de tudo que você me devolveu quando foi embora, a paz consegue ser maior que qualquer coisa. Uma paz tão grande, tão grande, tão grande, que eu me esqueci completamente de voltar pra dizer que te odeio. Te odeio hoje. Te odeio amanhã.Te odeio tanto que sempre torci para você não cruzar o meu caminho de novo. Te odeio só por odiar. Te odeio só por não te querer por perto, por não te querer longe, por não te querer nesse mundo.

Senta aqui. E veja cada milímetro do meu corpo arder de raiva toda vez que eu olhar em seus olhos. Perceba o quanto estou equivocada e me desvende como antes. Se você bem entende ainda, saberá que todo ódio só pode ser amor. E que escrevo assim porque te odeio o suficiente para dizer “volta e senta aqui”. E vê se dessa vez não sai nunca mais. 

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