Simplicidade

20 de junho de 2013


Sinto falta de poemas simples. Menos complexidade nas palavras, Mais simplicidade na vida. Sinto falta de não conseguir deixar nada sub entendido entre as entrelinhas porque posso ser desvendada somente pelo título. Parágrafos secos quando se trata de quantidade, mas molhados quando se trata de sentimentos. Mais frases soltas, menos reticências que me prendem.

Por que te amo tanto?

12 de junho de 2013


Meu amor, gostaria de compartilhar com você por que te acho o homem mais incrível desse mundo, merecedor de cada uma dessas palavras:

Primeiro e naturalmente, porque você é moreno, tem a pele macia e uma pinta na ponta da orelha que já é capaz de me fazer apaixonar. E um jeito só seu, que já é meu também a 7 meses. Depois porque você nem é tão alto, mas tem as sobrancelhas grossas, os lábios carnudos e os olhos grandes. E eu amo esses seus olhos de jabuticaba que me olham com jeitinho embaraçoso sempre que eu te desafio. Que me olham de maneira furiosa e dócil ao mesmo tempo sempre que a gente passa dos limites. E que me olham na sexta-feira com aquele jeito de quem diz que estava morrendo de saudades, me fazendo sentir a mulher mais especial do mundo toda vez que a gente se reencontra. Aqueles olhos que dizem que a semana foi longa, mas que valeu a pena esperar.

Segundo, que eu gosto também dessa sua voz meiga quando me chama de amor. E desse seu jeito manso de falar que tudo vai ser resolver. E que eu arrepio com essas suas mãos macias que me puxam pela cintura toda vez que eu saio andando na frente. Que enrola o dedo nos meu cachinhos ou que passa a mão na minha testa sempre que vai me beijar. 

E eu até gosto quando você diz delicadamente que não vai me deixar fritar nada na cozinha ou quando questiona o tamanho do meus shorts, sempre fazendo questão de ser mais engraçado do que autoritário. Tem também quando me pede “por favor” para fazer qualquer coisa com a voz mais sutil do mundo, sempre me deixando a vontade e sem constrangimentos para decidir se quero ou não fazer algo (mas sempre sabendo que eu vou acabar fazendo).

Tem esses seus lábios rosados que são agressivamente delicados e conseguem me fazer derreter sempre que ganho um beijo na testa. E esse seu sorriso que começa de maneira delicada no canto da boca, mas se torna incrivelmente mais lindos deixando minhas bochechas rosadas também toda vez que eu vejo que é para mim.

Porque eu ainda fico sem graça toda vez que você me olha no fundo dos olhos como se quisesse me desvendar, me desdobrar e descobrir algo ainda desconhecido. E que eu fico sem graça com suas perguntas embaraçosas que me fazem soltar uma risadinha, mas acabar respondendo sempre que me olha com aquele ar de curioso.

Tem esse jeito manhoso de pedir beijo, de fazer carinho e de me abraçar sem que eu tenha que oferecer nada em troca. O jeito que você fala sobre sonhos, planos e sobre a nossa casa no meio do nada para levar a família nos fins de semana. Tem o jeito que fala sobre dinheiro, porque, acredite se quiser, consegue ser fofo ainda assim (afinal, sei o que sei sobre isso por sua causa). E o jeito poético como você diz das nossas incertezas, mas incríveis, projetos.

Tem esse seu jeito engraçado e abusado de me fazer rir, mesmo quando a minha vontade é chorar. E essa sua mania de me pedir para decidir as coisas quando na verdade o que eu quero é que você escolha. Tem sua indecisão que me mata. Tem seu silêncio que me comove. E tem seu jeito estranho, mas simples, de me dizer que não gostou de alguma coisa.

E tem o principal: seu jeito único de me enxergar, fazendo a gente parecer peça exclusiva de alguma vitrine por aí. Seu jeito de fazer meus olhos brilharem e de desejar simplesmente que esses olhos queiram me olhar mais e mais. E por último (que não é o último mesmo, afinal posso passar horas listando infinitas coisas aqui), mas não menos importante: tem seu jeito doce e incrível que me faz estar mais apaixonada por você e pela vida cada dia que eu passo do seu lado. Afinal, descobri que assim como você e como a gente, a vida é linda demais e merece ser vivida ao lado de alguém. Alguém de intensidades, de carne e osso, mas também coração.