Além de um mero strip-tease

17 de fevereiro de 2013


Eu me dispo lentamente para você. Desfaço de velhos hábitos, antigas histórias. Começo deixando escorrer as verdades para que você possa entender o que há por debaixo das meias palavras que eu me recuso a dizer. Tiro o ar arrogante, desabotoo o orgulho e aceito que você enxergue por detrás dos meus olhos. Sempre que dou uma volta com aquele jeito perspicaz de quem expele sensualidade, eu permito que você saiba na verdade como eu sou. Quem existe por trás da armadura de força e do coração mole que você sempre dá o trabalho de entender.

Então você me desdobra. Desvenda. Descobre. Arranca minhas máscaras em plena luz do dia e enxerga meu sentimento cru e nu. Você engole as palavras, escuta meus murmúrios e vomita sutilezas. Me prende, me sente. E a gente se ama debaixo do calor do sentimento, deixando de lado qualquer hipocrisia que nos impeça de ser verdade, de ser amor. Permito então, que por último minha máscara vá ao chão e você enfim, possa entender do que se trata minha alma antes de descobrir, afinal, o meu corpo. 

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