Quase eterna estiagem

13 de setembro de 2012



Uma pausa. Aquele espaço vazio entre os tempos, entre os acontecimentos, entre colheitas. Nada de frutas maduras ou podres caindo do pé. Nada de flores brotando entre as folhas. A seca quase devasta e o tempo de chuvas ainda vai demorar a chegar. Um momento de pausa, quase eterna pausa. Nada te surpreende, nada de te decepciona. A bagunça interna é tanta que o destino se esqueceu de te dar uma força e você se esqueceu de fazer acontecer. Só refletir e nada mais.

Mais importante que tratar de criar um foco ou correr atrás do que quer, é reconhecer que haverá um momento em que tudo entrará em um leve descompasso. Nada agradará, nada melhorará. Mas é nesse momento que sua vida precisa de cautela. É o momento que você para na rua quando está prestes a virar a esquina e se pergunta se é isso mesmo que deve fazer. É um momento de perguntas e de reconhecer que é entre as safras que se conhece a plantação de cultiva, arranca as ervas daninhas e faz o possível para que, quando a estiagem passar, você saiba colher bons frutos sem deixar nada apodrecer por desuso. 

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