A complexa simplicidade de amar

10 de agosto de 2012


Às vezes acho que amor é coisa de gente louca, sabe? Gente que gosta de se arriscar demais. E eu sei! Já virou clichê dizer que quem não se arrisca não vive, mas vai me dizer que você também não gosta de um pouco de segurança? Só penso que ninguém deve depositar essa segurança em mais ninguém. Ninguém é porto seguro de alguém. E se a pessoa acha que você é o dela, esqueça-a, meu querido. Isso ainda vai trazer sofrimento demais. Aliás, perdoe o conselho, mas fuja também de pessoas que não conseguem ficar sozinhas. Se a pessoa não consegue ser sua própria companhia, como espera que ela seja companhia do outro?

Dizem que amor é coisa de gente louca e talvez seja mesmo. Mas pra isso tem que saber amar.  Para amar, você tem que ser no mínimo ousado. Costumo dizer que amar é entrar em um labirinto sem desejar encontrar a saída, porque você acaba se sentindo bem mesmo perdido lá dentro. Amor é coisa de gente que não se contenta com migalhas.

Não acredito em quem diz que amor que é amor dura para sempre. As pessoas que falam isso tem noção de que para sempre é tempo demais? E que o amor da sua vida pode não durar até o ano que vem? Tudo bem! Certos amores marcam, doem, nos realizam, mas passam! E se tudo nessa vida é tão passageiro, então por que as pessoas insistem em dizer que amor que é amor vai ser eterno? Somos donos do direito de amar quantas vezes acharmos convenientes. Quantas vezes conseguimos amar. É um direito meu amar uma só pessoa durante toda a minha vida se eu me sinto plenamente satisfeita com ela, mas qual o problema em dizer que amei duas ou três vezes? E  nem venha me dizer que se você amou mais de uma vez, você entao confundiou amor com outra coisa já que amor acontece só uma vez na vida. Não, não diga isso.

É preciso saber amar, mas é amor quando a gente acha que é. Aliás, a sutil diferença entre sentir o amor e amar de fato deveria estar claro na cabeça da humanidade. Mas não vou mentir: não está claro na minha também não. E afinal, por que escrever tanto sobre amor? Porque amor causa indignação. É ferida mal fechada, é cicatriz que ficou feia demais com o tempo, é sorriso esboçado em plena madrugada. Porque amar é tão simples quanto ser feliz, mas tão complexo quanto entender a felicidade. E é impossível terminar um texto sobre amor sem ao menos ser clichê, mas você há de concordar comigo que amor, assim como a felicidade, não nasceu pra ser explicado, nasceu pra ser sentido. E, por favor, não me pergunte se eu amei. Serei um eterno poço de dúvidas quanto a isso.

4 comentários:

  1. É difícil falar desse sentimento universal que contagia. Eu também acredito que podemos amar mais de uma vez, se a gente mesmo sente isso, com o coração a palpitar e a felicidade a esbanjar. Amor não precisa ser eterno para dizer que é amor.

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  2. Eu amei o texto, foi muito bem feito. Algums coisas que você citou realmente são verdades, mas tem outro lado do amor. Aquele que é correspondido. Mas realmente, amar é uma coisa dificil da qual muitas vezes você acaba se machucando.
    candyces.blogspot.com

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  3. Amei,principalmente na parte "Não acredito em quem diz que amor que é amor dura para sempre" lindo! :)
    Minha doce e cara Dreisse,te convido para fazer parte da equipe do meu blog:http://amigaquefashion.blogspot.com.br/ caso aceite,entre em contato,grata.

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  4. Eu não sei nem definir o que é amor, pra mim amor não tem limitação e como dizer que se ama? eu acho que amor só se sabe quem sente, se ama ou não, apesar de não concordar 100%, texto muito bom. Amei descobrir seu blog, sempre gostei de ler seus textos no depois dos quinze.

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Obrigada!