A nossa espera

18 de julho de 2012



Eu queria você. Bem daquele jeito que só você sabe ser e de qualquer maneira. E a gente nunca sequer entendeu o que tanto se passou entre nós. Porque tantas idas e vindas entre tantos anos. A gente nunca entendeu o que é isso que fez a gente permanecer assim, tão longe e tão perto. Entre uma desculpa ou outra, uma dispensa ou outra. A gente sempre permaneceu ali, intacto até que o outro precisasse.

Sempre achei a gente um casal bem típico de espera. Um precisa e o outro liga. Um quer e o outro atende. Sem sentimentos exacerbados, sem exigências. Sem fidelidade e sem nada que nos ligasse de fato. Era só isso: pele. Essa pele que ardia sempre que estávamos lado a lado. Essa pele que fazia a gente pular os assuntos clichês da noite e partir para o que interessa de fato. E eu nunca vou entender porque tudo entre nós dois sempre aconteceu assim. Nunca vou entender porque apesar de tanto tempo, tantas mudanças e tantos erros, a gente continuou se querendo como casal, mas mantivemos a linha de bons amigos e tirávamos proveito do nosso benefício vez ou outra.

Não se ofenda com a espera e nem se preocupe com os erros. A gente bem sabe que vamos continuar nos desejando loucamente apesar disso. Que vou morder a boca sempre que passar ao meu lado. Que você vai tentar, eu vou resistir até não agüentar mais e me entregar como sempre quis. Eu nunca vou entender mesmo. Nunca vou entender o que é isso que ainda liga a gente. O que é isso que ainda não morreu. E talvez eu até deva dizer que bom que não morreu.

2 comentários:

  1. Oi eu citei o que você escreveu no seu blog! Postei no meu... Eu amei suas palavras. Vlw. tatilaflorentino.blogspot.com

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