E que seja doce

25 de junho de 2012

Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento, eles secam as lágrimas. Vou ali ser feliz e não volto. Vou ser feliz, sem me importar com o que isso irá causar aos outros… o importante é que não estou fazendo mal a ninguém, pelo contrário! Estou apenas enterrando as impurezas e toxinas da minha vida e deixando brotar uma bela e frutífera árvore, e que seja doce. 
(Caio Fernando Abreu)

O fim do sentimento

14 de junho de 2012


Ando me sentindo livre das tuas garras.  Me sentindo livre dos teus conceitos, escolhas e julgamentos. Ando me sentindo tão completa que não deixo que tu atravesse-me. Porque, meu querido, a gente custa a abrir mão nessa vida e eu, em vez de abrir, fechei-me e te tirei no sufoco, mas com gosto daqui de dentro. Porque não me agride andar ao teu lado sem tocar-te. Pelo contrário, me alivia saber que toca minha mão, mas não chega nem perto do meu coração mais.

As lágrimas secaram, o sentimento petrificou e não ficou mais nada se quer mesmo saber. Nem a marca da tua mão nas minhas costas, nem a marca das tuas palavras doentias na minha cabeça. O fim do sentimento consegue ser mais triste do que o fim de uma história, mas a certeza de um recomeço tomou-me de ti e pela primeira vez eu estou feliz por isso.

Hoje eu acordei meio...

4 de junho de 2012


Hoje eu acordei meio leve, pisando em nuvens. Meio pesada, quase sem forças para se mover. Acordei meio dama, meio santa. Hoje eu acordei meio cansada de algumas coisas, meio com vontade de mudar outras. Meio com desejo de não fazer nada também.

Hoje eu acordei meio alegria de sexta, meio tédio de domingo. Meio felicidade pelo presente novo, meio enfado por algo repetitivo. Hoje eu acordei meio assim: meio preguiçosa, meio animada. Meio séria, meio engraçada. Meio querendo ser simpática, apesar de quase nunca conseguir.

Hoje eu acordei meio eu e apesar dos meios, sinto que acordei inteira.