A não dor da despedida

24 de abril de 2012



Às vezes acontece, sabe. Dia aqui e outro ali as coisas não vão sair como planejado mesmo. Elas podem não dá certo, ou simplesmente sair do eixo, mas acontece de vez em quando. Às vezes você vai ter uma vontade imensa de mudar, mas vai se encontrar de mãos amarradas porque além de não ver a oportunidade, não sabe como começar. E tudo é só uma questão de saber enxergar. Se a oportunidade que você deseja ainda não apareceu, então se vire com as que você tem. Elas são o caminho, são o seu caminho. E você tem que querer ser levado, se não, de nada adiantará.

Às vezes demora para sair do nosso jeito, mas sai. No tempo que tem sair. Às vezes a gente tem que deixar simplesmente acontecer para se encontrar depois de um tempo e saber o que fazer em seguida. Siga o vento, ande de leve, respire ar puro que um dia você encontra a resposta. E quando fizer isso, faça em silêncio. Respeite a voz do seu coração e se segure na hora de gritar para o mundo seus projetos. Costuma dá mais certo ficar calado às vezes. Além do que, o mundo também tem lá seus planos, não precisa compartilhar os seus. A sua realização falará por si só e você não vai precisar dizer uma palavra sequer.

Às vezes a gente tem que caminhar com os próprios pés, sem querer depender de ninguém. Às vezes, só às vezes, você é obrigado a fazer isso. Um dia, mesmo sem querer, você vai ter que fazer as malas, fingir que está tudo bem e deixar certas coisas para trás. Saiba onde colocar pontos-finais. Saiba dizer adeus sem o peso na consciência. Porque um dia você irá pegar essas malas, despedir de algumas pessoas e ir rumo a um novo lugar.  Porque um dia você simplesmente pode querer desfazer do seu velho eu e aí a despedida não vai lhe doer nem um pouco, porque, no fundo, você saberá que tudo valeu a pena. 

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