Por um amor sem dependências

28 de março de 2012

Jamais deixe seu amor cair no abismo da subordinação. Se eu pudesse dar somente um conselho aos apaixonados, eu diria exatamente isso: não se torne escravo do amor que você sente e nem da pessoa a quem você dedica esse amor. Às vezes esse tipo de coisa é bem claro, mas às vezes não. Existe uma linha tênue entre amar e depender, e, por favor, não queira estar na segunda opção.

Eu sempre acreditei que o amor talvez nos deixasse um pouco cegos, uma cegueira boa, algo assim e nada que devesse nos atrapalhar. Mas acontece que às vezes perdemos parte desse controle. Aquela visão que deveríamos dividir com o outro, às vezes deixamos na mão de somente um e uma hora, os problemas começam a aparecer. No começo, nada pode estar errado, afinal é uma forma de amar também, mas o tempo passa, a realidade começa a bater na porta e algumas verdades começam a doer, e, exatamente nessa parte, é que você percebe o que está fazendo com todo seu amor: se é você que o guia ou se você é guiada. Não quero dizer para não sermos intensos ou para não nos entregarmos de verdade. Ser intenso é bem diferente de não ser cauteloso e devemos sempre estar em primeiro lugar na nossa cabeça. Não deixe que outra pessoa tome o lugar. 

Eu sempre acreditei que amor foi feito para dividir de modo que ambas as pessoas permanecessem vivas na relação e não um eliminando o outro. Se subtrair diante de alguém não é saudável e isso não mantém um relacionamento por muito tempo. Uma hora, o sofrimento vai chegar e acabamos descobrindo que este não é o caminho da felicidade. Amor que é amor trás soma e não complemento. Amor que é amor não sobrevive sozinho. É preciso paciência, dedicação, confiança e muita vontade. A dependência é como aquela erva daninha que destrói pouco a pouco o seu jardim. Não deixe que ela cresça e antes de tudo, ranque o mal pela raiz. 

Nem tudo é uma questão de sorte

21 de março de 2012


Eu já acreditei em sorte. Eu já quis ter um trevo de quatro folhas, mas nunca sequer vi um. E a última coisa que eu ganhei por pura "sorte", até porque se tratava de um sorteio, foi a uns 10 anos atrás. Hoje, eu acredito na oportunidade aliada ao preparo e, nos casos raros e óbvios como ganhar aquela rifa que nada tem a ver com preparo, acredito na simples e eficaz coincidência ou "o que tem que acontecer, acontece". E não, você não passou na faculdade sem estudar por simples sorte. Aquela sua blusa no fundo da gaveta que você não via a séculos também não estava ali por sorte. É tudo uma questão de oportunidade.

Vocês conhecem a história de que toda ação tem uma reação e, para mim, é bem isso que acontece. Aquele impulso forte que me fez levantar do sofá e fazer algo que me trouxe um resultado tão bom que eu julguei ser sorte não foi em vão. Foi só a história da ação e da reação se repetindo, só que no caso, eu não esperava a reação. E foi isso que, de fato, aconteceu.

O emprego que você tanto queria e conseguiu não apareceu por pura sorte. Ele chegou até você como oportunidade e seu preparo era tanto que você o laçou sem pensar duas vezes - e nem sequer deu conta disso. Cada um é capaz de fazer a sua sorte. Cada um constrói seu caminho, faz seu preparo e quando a vida julgar a hora certa, ela manda a oportunidade. E se acha que ela está demorando, então não pare! Se prepare mais. Porque na hora em que a oportunidade chegar de verdade, você vai agarrá-la com unhas e dentes e vai estar certo de que aquilo não foi mera sorte.

Nem tudo é uma questão de sorte. Na verdade, praticamente nada é. 

Aperta o laço

14 de março de 2012


Aperta o laço, menina. Não deixa a oportunidade escapar entre os dedos não. A vida tem muito para ensinar. Amor não brota sozinho, a tristeza não permanece, o sofrimento sempre se vai e, acredite, sorrir faz bem para saúde. Não deseje amarguras, não creia no pior. Aprenda o equilíbrio. Entenda os altos e baixos e não se permita viver em linha reta. 

Um tombo de vez em quando faz um bem danado, sabia? Levante com a garra de quem continua e com a humildade de quem sabe a dor da queda. Toda experiência é válida. Todo caminho te leva à algum lugar. Quer você queira ou não. É clichê, mas nada é em vão. Só não deixa os ombros encolherem e sair da sua boca um "é a vida" quando lhe perguntarem sobre o destino.