Vem cá, vem

19 de janeiro de 2012



Eu não sei porque ainda insisto. Não sei que medo é esse de finalmente cansar de insistir e ver que pra você nada mudou. Não sei o que você carrega consigo que toma minha alma e atormenta minha paz toda vez que olha nos meus olhos. Porque você bem sabe que eu gosto de você, mas aposto que nunca imaginou porque afinal fujo sempre que sinto suas palavras na minha direção. 

Eu sempre aceitei suas provocações e me cansei de terminar o dia por não entendê-las ate porque apesar de não escondermos nada um do outro, é impossível esconder esse abismo que me dilacera o coração sempre que vejo seus olhos trocando as direções. Maldita sensação! De tantas (e que fosse qualquer uma), tinha que ser justo essa?

Vem cá e me diz que ainda dá pra mudar alguma coisa, que entende minhas indiretas, que reconhece meu esforço e que sempre acreditou que daríamos certo. Vem cá e me abraça de mansinho, tampa meus olhos e só solta para dizer que agora eu posso enxergar o mundo junto com você.

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