O fim que eu sempre esperei, mas que recuso sentir

4 de outubro de 2011

Foto: Reprodução/We heart it
Esperar sempre cansa. Sentir esse vazio sempre cansa. Mesmo que você me garanta que sempre estará ali. E se não for verdade? Sempre me esforcei para acreditar em suas palavras e sempre imaginei o fim. E eu nunca quis que ele chegasse.Nunca gostei desse ar de incerteza e de talvez que você sempre deixou percorrer minhas veias levando sofrimentos e lágrimas. Porque, meu bem, eu sempre gostei de você, mas nunca entendi onde isso de fato nos levaria. Sempre achei que pudesse estar me enganando, mas no máximo, eu interrompia meus pensamentos quando via que estava indo longe demais. Eu não me permiti cair em si e ver o grande erro que eu cometia. Eu evitava pensamentos maldosos, porque no fundo eu sabia que eles me levariam a verdade. Sempre soube, porém nunca gostei de admitir.

Aquelas palavras e até mesmo aquela música de fundo não faziam mais sentido e todo mundo notava. Todo mundo, menos você. Sempre achei que poderíamos combinar mais como amigos, mas as coisas foram acontecendo de maneira tão rápida que quando dei por mim, você já havia me laçado e me transformado pouco a pouco. Foi um processo lento, eu sei. Mas você conseguiu. Arrependida? Não, não. Passei dessa fase. Contudo, absorvi conhecimentos que jamais pensei que pudesse criar nessa minha mente infantil que você sempre gostava de frisar.

Está aí outro detalhe que eu nunca gostei: essa sua mania de deixar bem claro o quanto minha imaturidade refletia nas minhas atitudes e acabava pouco a pouco com meu psicológico. Por mais que eu tentasse, você nunca se importou em ajudar. Tentar sozinha? Eu não. Prefiro alguém que tente por mim, porque pra isso eu sei que não precisaria do meu esforço.

Sempre me mantive naquela redoma de vidro, mas você havia feito uma rachadura por onde sugava pouco a pouco do que me restou um dia. Sugava tanto que eu me via vazia em pleno domingo à tarde com um nó na garganta. Nunca gostei de nós na garganta e com o tempo, aprendi a gostar de nós dois. Mas passei a odiar suas manias e promessas de uma só noite que você sempre esquecia dois ou três dias depois. Aliás, se fosse para falar de amor em raríssimos dias onde você só tirava proveito, era melhor nem falar. Sempre preferi você em silêncio, porque por mais que me doesse aceitar que você nunca seria o que eu sempre quis, eu sabia que pouco a pouco você mudava sua concepção e se rendia ao silêncio e ao meu stress momentâneo.

Eu nunca acreditei no nosso futuro, porém sempre o esperei. Nunca me permiti pensar com o pé no chão. Se fosse pra pensar, eu preferiria fantasiar. Porque aí teria a certeza de que nunca seria possível. Apesar de tudo, eu temia o fim. Chorava por pensar que tudo acabaria e, na pior das hipóteses, acabaria mal, porque eu sempre soube que você nunca lidaria bem com o término de algo que, como você mesmo diz, “era tudo que sempre sonhou”. Foi triste perceber que havíamos caído na rotina e que você desperdiçava todo meu excesso de amor sem me dar nada em troca. Eu sempre percebi, porém nunca falei.

Com o tempo, eu comecei a desconfiar de que pudesse estar vivendo a história de amor de outra pessoa e assim, inibindo a verdadeira princesa de seus sonhos. Hoje, meu querido, eu tenho certeza.

Esse é só mais um adeus. Não me dói desperdiçar você.

1 comentários:

  1. Eu sempre quero descobrir a verdade, sei que estou correta com meus sentimentos, mas nunca tenho coragem de seguir em frente e chegar à verdade. É muito difícil. Principalmente quando nos prendemos à um alguém.
    Seu texto ficou lindo. Conseguiu dizer tudo o que eu mais queria dizer, porém, não conseguiria.

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