Horizonte

27 de outubro de 2011


O horizonte, ao contrário do que se pensa, não é o fim, nem o limite: É o início.

Misterio da alma

21 de outubro de 2011



Sempre vivi de imensidão e de intensidade entre um furacão e outro. Convivi com o sóbrio, porém nunca gostei de telo por perto. Admirava o mistério e como quem vai contra a correnteza, eu adorava estar sozinha. Se eu gosto de solidão? Não. Gosto de estar só, mas sem necessariamente sentir a solidão plena. Consegue entender a diferença?

Eu nunca entendi essa fobia que eu sentia toda vez que cruzava certas portas. Nunca gostei de olhar pra trás, mas sempre fui obrigada a fazê-lo. Nunca me senti insuficiente, mas vira-e-mexe eu ainda preciso de uma força extra que eu nunca sei de onde tirar. E na pior das hipóteses, sempre vem.  Nunca entendi porque sempre me agradou esse espírito de mudança e porque eu sempre gostei de viver entre metamorfoses e conflitos internos.

Notoriamente, sempre gostei de dramas e sempre soube que terminaria por escrevê-los em uma folha de papel. Uma dose de inspiração, meia dúzia de pensamentos inacabados e um pouco de ordem ilusória. Não sou nada menos que isso. A composição da alma baseia-se no quanto nossa imaginação pode percorrer. E a minha, meu caro, vai além do que eu ainda não consigo ver. Eu sei.

Não sou o tipo de pessoa que questiona vontade, desejos ou acasos. Sou do tipo que faz porque sabe que é assim que tem que ser feito e porque sabe que tem liberdade suficiente para escolher entre ouvir a voz da alma (porque essa voz do coração já virou clichê) e ouvir a voz da razão (porque essa nunca me abandona, mesmo que eu a ignore).  Porque misteriosamente eu ainda insisto. Insisto no escuro, na luz, na solidão e no segredo que me cerca. Porque insistir no vazio simplesmente não me interessa. 

De repente!

17 de outubro de 2011





De repente, você vê que aprendeu várias coisas. Mas não foi de repente, foi aos poucos. "De repente" não quer dizer que você aprendeu rápido. Quer dizer que você não percebe que está aprendendo, até que aprende. Você olha pra suas fotos antigas e não consegue se enxergar. Você lembra de frases ditas e atitudes tomadas e as trata como se fossem de um outro alguém. Você aprende que não há amor que não acabe, doença que não se cure, não há estrada sem fim. O caminho, sim, é sem fim. Basta torcer para estar percorrendo o caminho certo. Basta perceber que o seu caminho é errado e esperar pelo próximo retorno. É uma estrada de duas mãos. 


De repente, você se sente cansado de tanto aprender quando, na verdade, você está é cansado de estar rodeado de gente que não aprendeu porra nenhuma. Não te preocupa. Todos aprendem, cada um a seu tempo. O problema é que alguns demoram tanto que acabam morrendo antes da primeira aula. Talvez você tenha aprendido mais que eu, ou até menos, ou então aprendido coisas diferentes, ou matado todas as tuas aulas mais importantes. Não sei mesmo, mas minha única certeza é que eu não concordo com uma vírgula do que você diz.


(Lucas Silveira)

Explore

8 de outubro de 2011

Continue acreditando que por mais que doa, é necessário aprender. Corra rumo às metas e não se canse jamais de nunca parar de andar. Veja que é possível remar contra a correnteza. Derrame lágrimas seguidas de sorrisos. Viva afinal porque você quer. Saiba que se pode simplesmente tampar os ouvidos e continuar a mercê dos seus objetivos. Sonhe. Ame. Não resista às tentações e quebre regras. Dance loucamente numa festa ou em seu próprio quarto. Sabe o significado de ousadia? Então. Ouse nas suas atitudes e conheça seus próprios limites. Vá além. Saiba conviver com o passado e construa um presente incrível. Seja dona do seu próprio destino. Explore. Conheça. Reconheça.

O fim que eu sempre esperei, mas que recuso sentir

4 de outubro de 2011

Foto: Reprodução/We heart it
Esperar sempre cansa. Sentir esse vazio sempre cansa. Mesmo que você me garanta que sempre estará ali. E se não for verdade? Sempre me esforcei para acreditar em suas palavras e sempre imaginei o fim. E eu nunca quis que ele chegasse.Nunca gostei desse ar de incerteza e de talvez que você sempre deixou percorrer minhas veias levando sofrimentos e lágrimas. Porque, meu bem, eu sempre gostei de você, mas nunca entendi onde isso de fato nos levaria. Sempre achei que pudesse estar me enganando, mas no máximo, eu interrompia meus pensamentos quando via que estava indo longe demais. Eu não me permiti cair em si e ver o grande erro que eu cometia. Eu evitava pensamentos maldosos, porque no fundo eu sabia que eles me levariam a verdade. Sempre soube, porém nunca gostei de admitir.

Aquelas palavras e até mesmo aquela música de fundo não faziam mais sentido e todo mundo notava. Todo mundo, menos você. Sempre achei que poderíamos combinar mais como amigos, mas as coisas foram acontecendo de maneira tão rápida que quando dei por mim, você já havia me laçado e me transformado pouco a pouco. Foi um processo lento, eu sei. Mas você conseguiu. Arrependida? Não, não. Passei dessa fase. Contudo, absorvi conhecimentos que jamais pensei que pudesse criar nessa minha mente infantil que você sempre gostava de frisar.

Está aí outro detalhe que eu nunca gostei: essa sua mania de deixar bem claro o quanto minha imaturidade refletia nas minhas atitudes e acabava pouco a pouco com meu psicológico. Por mais que eu tentasse, você nunca se importou em ajudar. Tentar sozinha? Eu não. Prefiro alguém que tente por mim, porque pra isso eu sei que não precisaria do meu esforço.

Sempre me mantive naquela redoma de vidro, mas você havia feito uma rachadura por onde sugava pouco a pouco do que me restou um dia. Sugava tanto que eu me via vazia em pleno domingo à tarde com um nó na garganta. Nunca gostei de nós na garganta e com o tempo, aprendi a gostar de nós dois. Mas passei a odiar suas manias e promessas de uma só noite que você sempre esquecia dois ou três dias depois. Aliás, se fosse para falar de amor em raríssimos dias onde você só tirava proveito, era melhor nem falar. Sempre preferi você em silêncio, porque por mais que me doesse aceitar que você nunca seria o que eu sempre quis, eu sabia que pouco a pouco você mudava sua concepção e se rendia ao silêncio e ao meu stress momentâneo.

Eu nunca acreditei no nosso futuro, porém sempre o esperei. Nunca me permiti pensar com o pé no chão. Se fosse pra pensar, eu preferiria fantasiar. Porque aí teria a certeza de que nunca seria possível. Apesar de tudo, eu temia o fim. Chorava por pensar que tudo acabaria e, na pior das hipóteses, acabaria mal, porque eu sempre soube que você nunca lidaria bem com o término de algo que, como você mesmo diz, “era tudo que sempre sonhou”. Foi triste perceber que havíamos caído na rotina e que você desperdiçava todo meu excesso de amor sem me dar nada em troca. Eu sempre percebi, porém nunca falei.

Com o tempo, eu comecei a desconfiar de que pudesse estar vivendo a história de amor de outra pessoa e assim, inibindo a verdadeira princesa de seus sonhos. Hoje, meu querido, eu tenho certeza.

Esse é só mais um adeus. Não me dói desperdiçar você.