Perfeita sintonia

24 de agosto de 2011


Certeza. Dúvidas. E a improbabilidade do talvez. Não, não dava para acreditar. Sua cabeça revirava pensamentos antigos e custava a entender que aquilo era verdade. Seu coração acelerava e suas pernas tremiam, agora não mais de frio. Suas mãos, mesmo geladas, suavam de calor. O vento não congelava mais ou se soprava gelado, ela não conseguia sentir. Ela só ouvia uma voz dizendo o quanto ela queria tudo aquilo e que não podia recuar agora.


Seu coração pulsava forte, seus olhos brilhavam e ela só sabia sorrir. Mesmo tremendo, ela seria capaz de passar a eternidade assim. Sua cabeça ainda não acreditava quem estava em sua frente.

Os olhos de ambos se encontraram e, quando ela percebeu, sua mãos envolviam o pescoço do rapaz assim como os braços dele envolviam sua cintura. Ela sorria e nessa hora ela sentia seus olhos embaçarem e borboletas voarem em seu estômago. Eles estavam bem e seus olhos estavam fechando. Entravam em sintonia, em perfeita sintonia.

Simples assim

20 de agosto de 2011


''Sou uma ótima companhia para mim mesmo, adoro ficar sozinha, lendo, escrevendo ou fazendo o meu nada. Prefiro me afundar em mim a ter que ouvir gente falando merda ou contando vantagem.'' (Fernanda Mello)

16 de agosto de 2011


Acabou de sair meu post da semana lá no Depois dos Quinze!
" (...) Ensinou-me que pessoas se somam e não se completam como acham por aí. E me mostrou a sutil diferença entre acorrentar o coração e somente entrelaçar os corpos. Porque nós, todos nós, somos inteiros e não precisamos de ninguém que nos complete, porque já somos completos por si só. Não precisamos nos subtrair diante de alguém, porque se for pra sentir, então que seja algo que acrescente beleza à vida. Porque se somar é compartilhar. Completar é assumir que nos falta um pedaço – situação que de fato não ocorre."

Egocentrismo

12 de agosto de 2011


Sou movida por palavras e ações. Sou movida por sentimentos e estes transbordam toda vez que meu coração pensa ter sentido algo. Essa parte que transborda, eu as transformo lentamente em palavras, muitas palavras. Não sou boa pra desenhos e tenho um lado procrastinador. Não sei mentir, não sei guardar rancor e não sei fazer vingança. E isso é bom, né?! Não sei fazer mais um tanto de coisa e ainda assim a sociedade quer que eu faça.

Não curto música alta e nem curto a maioria dessas músicas da moda. Não gosto de filmes e nem de clipes musicais. Não me encaixo nos padrões. Sou alta demais e organizada de menos. Não tenho paciência com gente chata e nem tolero mentiras. Contento-me com música baixa, livro na mão e chuva lá fora. Gosto de silêncio no fim da noite, beijo na testa e abraço no frio. Gosto quando me fazem rir. Choro com facilidade e irrito na mesma proporção também. Não gosto de nada que leve cálculos e nem tempero demais. Não tenho muita paciência com as pessoas e, de longe, sou a pessoa mais temperamental que eu conheço.

Com o tempo, aprendi a escrever com o coração. Não entendo muito da vida, mas deixo uma parte de mim em cada trecho que escrevo como forma de eternizar aquilo que sinto e perceber o quanto me importo. Porque eu sempre me importei e sempre passei pela vida tentando inventar jeitos de dizer como eu me sinto. E então, como quem não quer nada, eu passei a detalhar cada parte que penso ser de mim em forma de escritos. Inúteis ou não, fazem parte de mim e me permitem seguir.
Sou só um pedaço de um quebra-cabeça. As outras peças, eu ainda estou para achar.

Sobre portas e oportunidades

7 de agosto de 2011


Não sei como funciona. A vida às vezes abre portas imprescindíveis, dessas que a gente não deve olhar para o lado e pensar em evitar. Não sei muito, mas sei que toda vez que via essas portas abertas, eu ia logo entrando de intrometida e vendo no que aquilo poderia dar. E eu nunca me arrependi.

Elas não são de ficar muito tempo abertas, mas quando uma se abre, devemos colocar em prática todos aqueles pensamentos rápidos que passamos uma vida inteira planejando, só pra decidir se vale à pena ou não. Não conheço muito das oportunidades da vida, mas posso afirmar que ela me abriu diversas. Contraditório? Um tanto sim. Mas quem vai me dizer que a vida não é?

Geralmente, a vida não abre todas as suas portas de uma só vez. É gradualmente que as coisas funcionam, como um jogo de quebra-cabeça. Desses que a gente leva uma eternidade pra conseguir achar e montar as peças e se enche de orgulho no fim. É mais ou menos isso. Essas portas, oportunidades ou como preferir chamar são criteriosamente selecionadas e se a dúvida te escolheu é porque, de fato, ela sabe que você é capaz de se decidir. E se errar? Se errar, errou. Erros constroem uma vida assim como as tentativas também.
Agora, vai lá e tenta. Não deixa aquela porta se fechar não. Se agarra na oportunidade e não deixa ela passar. Corre que ainda é tempo!

Pobre anjo

3 de agosto de 2011


Ela havia feito parte de uma sucessão de acontecimentos bons na vida dele. Ele era só mais um que apareceu por acaso e que ela fingiu gostava. Fingiu tão bem que acabou de fato gostando e sofrendo. Eles haviam feito parte daquilo que chamamos de um casal meramente desproporcional, mas que poderia dar certo. Eram comuns, insanos e viviam loucamente cada segundo de paixão. E no fundo, havia sido mais pele do que coração que os uniu. Era ardente, mas talvez nunca houvesse sido sincero. Eram só mais um casal na expectativa do ‘pra sempre’. Um ‘pra sempre’ que nunca viveram.

Às vezes, anjos aparecem na nossa vida e nos mostram outro caminho. Outras, pessoas comuns fazem parte só para tirar nossa atenção de algo relativamente ruim e focar-nos em outra situação pior ainda. Foi ela quem o livrou do pior e havia sido ele que a jogou num abismo sem volta. E diferentemente de muitos casais, eles não haviam sido exatamente iguais na tal relação. Ele havia feito parte do seu pior e reconheceu a mudança que ele havia aderido. Quando tudo chegou ao fim, ela tinha se tornado parte do que prometera nunca se tornar. Ela tinha sido seu anjo, mas acabou jogada as traças a espera de mais alguém que precisasse de ajuda.

Sobre a vida e todo esse comodismo

2 de agosto de 2011


Nunca aceitei permanecer igual e nunca quis aceitar as imposições da vida esperando pela mesma passar. Sabe aquela necessidade de mudança? Sempre houve muito dela dentro de mim. Vai ver, isso justifica as milhares de vezes que mudei inutilmente e me arrependi depois. Ou justifica o fato de ser cabível a mim a maioria dos adjetivos que compartilham do prefixo in. Inconstante, indecisa. E nunca entendi o porquê de algumas pessoas gostarem de permanecer sempre no mesmo patamar social, pessoal e emocional. Gente que passa pela vida exatamente na mesma situação e, ao contrario do que parece, espera as mudanças caírem do céu.

Mudanças, seja pra melhor ou pior, não vem aos montes em um só dia e não aparecem simplesmente porque devem surgir. Sabe aquele clichê que diz que somos donos da própria vida? Então. Somos donos da nossa própria mudança. E cabe a nós, somente a nós, aceitar que é possível ou não viver para sempre estagnado no mesmo lugar.
E se agrada viver a mercê do comodismo, quem sou eu para julgar. Mas eu sinceramente espero que as pessoas um dia gostem muito mais de mudar e de serem responsáveis pela própria ordem dos acontecimentos vividos. Afinal, que culpa tem o destino se de fato é nós que vivemos?