Sobre aquilo que por anos fez meus dias mais felizes

13 de junho de 2011

Dia desses deu saudade. Saudade de uma porção de coisa que eu vivi a um tempo. Deu saudade das lágrimas que um dia eu derramei e do sorriso por qual fui tomada por todas as vezes que delicadamente fiz o que havia sido destinado a mim. Deu saudade daqueles abraços e daquelas gargalhadas antes dos encontros. Das bagunças durante as viagens e do cansaço extremo no qual eu me via quase que diariamente após uma longa jornada.

Não foi um trajeto fácil, mas foi extremamente recompensador saber que encerrei uma etapa orgulhosa de tudo que um dia fiz por tudo aquilo. Se eu pudesse, permaneceria eternamente assim, mas às vezes a vida aqui fora chama a gente de um jeito que não podemos tampar os ouvidos e fingir que não existe nada. E ela me chamou. E eu encerrei uma etapa e continuei. Derramando uma lágrima aqui e outra ali, mas eu continuei como alguém que espera encontrar outro caminho após uma mudança brusca de trajeto. E eu também encontrei esse outro caminho.

E passei a acreditar que a vida é feita de etapas que se encerram todos os dias. Etapas que eternamente serão lembradas independentemente do tempo que permaneceram vivas, até porque havia sido eterno. Foi eterno e ainda é. Ainda é meu tudo aquilo que vivi e eu ainda levanto todas as manhãs com a mesma garra e a mesma disciplina que me foi ensinada há muitos anos atrás. Eu ainda faço da vida uma dança bem ensaiada, mas cheia de improvisos porque vira-e-mexe eu e outras pessoas erramos alguns passos e perdemos o sincronismo. Aquele drama e aquela força de vontade ainda fazem parte de mim e me deixam seguir todos os dias. Aquele sorriso no rosto que me impedia de derramar lágrimas que demonstrariam toda minha fraqueza por detrás daquela sapatilha ainda se mantém de pé todos os dias que eu sigo.

Porque por mais que me doa dizer que acabou, eu me encho de vaidade por saber que valeu a pena. E me obrigo a esquecer todas as vezes que tive vontade de jogar tudo para o alto. Eu não desisti de um sonho, porque, de fato, acho que ele nunca foi. Eu encerrei uma etapa e fui viver outras experiências. Sem medo do arrependimento e sem medo do que estava por vir. Eu arrisquei no novo e me surpreendi. Foi eterno enquanto durou e eu aprendi a conviver com a saudade (que sempre me diz que encerrar esse capítulo foi o melhor que me aconteceu).

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