Dando um tempo

20 de abril de 2011

Sem muitas delongas, estou dando um tempo no blog. Eu tinha várias idéias e até mesmo alguns textos prontos para postar aqui, mas a rotina cansativa (o que não é desculpa em hipótese nenhuma), a falta de ânimo e, mais ainda, a falta de certeza sobre tudo que escrevo e a dúvida se é interessante tudo isso aqui ou não me fez querer dar um tempo no blog. É só um tempo. Prometo. É só um tempo pra colocar minha vida em ordem, meus pensamentos e os meus textos. Quero muito voltar a escrever aqui com tanta vontade como antes. E sei que isso vai acontecer. Só preciso de um tempo para tudo voltar ao normal e minhas palavras voltarem a fluir quando escrevo, igual como acontecia antes no blog. O blog fez 1 ano essa semana e eu sinceramente gostaria muito de ter continuado, mas não deu. Eu, de verdade, comecei a achar que meus textos não eram tão relevantes assim e, de certo modo, eles não faziam mais sentido nenhum para mim. Como não faziam sentido nenhum pra mim, comecei a achar que não faziam sentido nenhum pra vocês também. MUITO OBRIGADA a todo mundo que segue e que me alegra com todas as visitas. Fiquei tão contente quando alcancei a marca de 6.000 visitas. É um agradecimento bem verdadeiro mesmo, mas como tudo nessa vida precisa de tempo, eu também preciso do meu. É só um tempo para me REDESCOBRIR. Eu volto muito em breve, espero. Ah! Eu ainda continuo postando no Depois dos Quinze toda semana viu?! Aguardo vocês lá. Obrigada. Muitos beijos e muitos sonhos pra vocês. <3

Sobre sentimentos e conselhos

12 de abril de 2011

Me aconselharam a não sentir, mas de teimosa, eu sinto. Me aconselharam à diversas outras coisas que se eu seguisse, me levariam a loucura. Não sentir é como privar-me do direito de aproveitar o que a vida me oferece de melhor, é privar-me do direito que tenho de descobrir meus limites emocionais ou até mesmo a falta deles.


Porque essa vida a gente aprende sentindo, errando e trocando caminhos. Pisando torto em meio a uma tarde chuvosa quando se anda no canto da calçada fugindo das poças d'água e equilibrando o guarda chuva. Essa vida a gente aprende em meio aqueles sorrisos e aquelas borboletas no estômago que insistem em aparecer quando o celular toca.

Vivendo e sentindo. E tampando os ouvidos para todos os conselhos que tentam nos privar dos direitos. Até porque, esses conselhos só nos privam de certas coisas se permitirmos.

Eu já escolhi não ouvi-los, e você?

Remar contra a maré vale a pena?

7 de abril de 2011

Remando contra a maré. Correndo contra a multidão. Lutando para não ser arrastada por esse fluxo que se julga correto demais. Gente de teorias previsíveis e que torcem sempre para o fim. O fim alheio, porque o fim de uma história de outra pessoa é sempre menos doloroso. Porque fingir que entende dá muito menos trabalho do que realmente não fingir. Julgar é muito mais fácil que tentar entender. Tentar entender é muito mais complicado que fingir que está tentando.


Posso estar sendo radical demais ou não. No fundo, só estou cansada de lutar contra tudo e no fim ser sempre eu para sofrer, correr atrás e pedir perdão como se eu fosse a errada da história mais uma vez. E talvez eu seja mesmo.

Teorias previsíveis, gente cheia de julgamentos. História com o fim mais do que certo e mais uma vez eu estou aqui: me debatendo contra a correnteza, tentando provar que todos estão errados enquanto eu mais uma vez tampo meus ouvidos para palavras tão cruéis e finjo que tudo está bem.

Novo rumo, novo lugar

6 de abril de 2011


Pegou o vôo e foi em direção ao seu grande sonho. Ainda com o estômago embrulhando e a lágrima pronta no canto do olho, ela sabia que era aquilo que deveria fazer. Sua bela vida naquela cidade pacata havia chegado ao fim e seu coração sabia disso.


Sentada sozinha naquela banco e com algumas fotos na mão, ela ameaçava chorar cada vez que pensava no que havia deixado para trás. Dentre todas as fotos, a do seu amor era a que mais lhe corroía o peito. Dizer que jamais o abandonaria e largá-lo na semana seguinte deixando uma vida de sonhos foi um tanto doloroso. Largar sua família e amigos depois de tudo era aterrorizante, mas era mais que necessário.

Enquanto chorava, a moça do banco ao lado a olhava delicadamente. Milhares de pensamentos dominavam sua cabeça enquanto tentava fingir que tudo estava bem. Se ela voltaria? Talvez. O que a fez partir era muito maior do que supostamente a faria ficar. Ela não poderia desperdiçar tamanha oportunidade.

Agora, ela sabia que a nova vida a esperava assim que ela chegasse no saguão do aeroporto. Olhar para trás? Só se fosse bem rápido. A vontade de seguir com a cabeça reta, olhando sempre para frente deveria ser maior do que qualquer outra opção. Se pudesse, deixaria tudo por ali mesmo e voltaria na mesma hora.

E ela não podia, ela sabia que não podia. E mesmo que estivesse com toda vontade do mundo de fazer isso, ela chegou ao saguão certa de que tudo seria diferente. Completamente diferente.

Quando

2 de abril de 2011


Quando meros entendimentos se tornam palavras jogadas ao vento sem a menor necessidade de uso. Quando qualquer tentativa de sair daqui te trás novamente a esse lugar. Quando você anda em círculos. Quando você corre em direção a algo e esse algo parece sempre mais distante. Quando você corre simplesmente sem rumo, sem vontade, sem objetivos. Quando você sorri e chora, quando você se enche de sentimentos e mais ainda de um vazio pós-euforia. Quando você se sente eufórica, quando você tenta e não consegue. Quando você finalmente consegue.
Quando cada coisa acontece, cada sentimento muda. Cada pensamento se faz e refaz a todo o momento involuntariamente enquanto nós ficamos aqui. Quando cada coisa acontece, outras milhares também se preparam para acontecer. Quando você faz ou vive cada uma dessas coisas, milhares de outras acontecem dentro de você. Muito mais do que pode parecer, muito mais do que você é capaz de entender. Muito mais do que somos capazes de julgar. Simplesmente acontecendo, simplesmente tomando espaço, nos fazendo perder tempo e ganhar experiência. Ou não.