O dia seguinte

18 de março de 2011


Celular na mão. Coração na boca. Lembranças mais que recentes na memória. Tão recentes, que sozinha você é capaz de sentir todas de novo como se estivessem acontecendo exatamente naquela hora.

A cada minuto que decorre no relógio, a tela do celular acende com um mero clique em qualquer um dos botões na mera esperança de ouvir o soar de uma mensagem ou uma surpreendente ligação. Ora se esquece, ora se lembra. O celular permanece intacto ao seu lado de modo que ao sinal de qualquer aviso, com sua rápida agilidade treinada por diversas outras histórias, você é capaz de pegá-lo. O celular pisca a todo o momento por bateria fraca e você rapidamente coloca-o na carga. Seu celular até toca, mas é aquela sua amiga querendo saber detalhes do dia anterior. Tantas novidades, mas uma só espera: A ligação do dia seguinte.

E entre todas aquelas milhares de lembranças e detalhes repassados dez mil vezes na sua cabeça, você na falta do que fazer começa levantar hipóteses sobre o que estaria acontecendo. Afinal, o celular do cara-encantador-de-ontem pode ter descarregado, sumido, evaporado ou criado asas. Ou, na pior das hipóteses, você começa a considerar o fato de representar só mais um número na agenda interminável dele. Você começa a pensar que a mera conversa ou a mera ficada, pode não ter representado absolutamente nada na cabeça oca que provavelmente ele tem.

Você vira para um lado, vira para o outro. Mexe nos cabelos e levanta daquele sofá, certa de que não irá esperar mais ligação nenhuma e que, quando ele achar conveniente, ele vai te ligar. Até porque, nós mulheres sempre merecemos uma ligação do dia seguinte para pelo menos... Garantir que realmente foi interessante para ambas as partes.

Se ele vai ligar ou não, só o tempo pode dizer. Enquanto isso, o dia se arrasta e você mantém o tempo todo por perto aquele celular que tem sido útil somente para aumentar a ansiedade. E é assim que funciona aquele ciclo interminável, até que se passem os dias e o celular finalmente toca. Ou não.

2 comentários:

  1. A incansável espera. Pode valer a pena, ou não.
    :*

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  2. As vezes é melhor não esperar, jogar o celular de lado e se ocupar em conversar com as amigas ou qualquer um que esteja por perto.. kkk.. É terrivel quando ele não ligaa,,porree viu.

    Xerim

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