Natal 2010

23 de dezembro de 2010


Estamos na semana de natal e é com um imenso prazer que eu venho aqui agradecer vocês por todo apoio, pelas mensagens de incentivo, pelo carinho, por todas as críticas e opiniões. Enfim, por todas as visitas e comentários.
O blog vai fazer 1 ano daqui a alguns meses e sinceramente, foram vocês que me fizeram continuar por aqui, até porque eu não pretendia levar essa idéia a frente e ia acabar desistindo pelo caminho.
E é por isso que hoje, além de agradecer à vocês, eu quero desejar a todos um Feliz Natal e um ótimo 2011. Que ano que vem seja um ano pra colocarmos em prática tudo aquilo que a gente não fez esse ano. Que tenhamos muita paz, muito amor e muito sucesso.
E que eu encontre vocês por aqui no ano que vem também.

"Sonhe! Mas, sonhe alto e voe mais alto ainda. Se permita cair, se permita decepcionar-se e se permita ergue-se.
Voe o mais alto que puder e vá ser feliz, construir sua vida e realizar seus sonhos. O resultado sempre valerá a pena."

O ano novo nos espera ansiosamente.
Vejo vocês em breve.

Sobre toda essa saudade saudável

20 de dezembro de 2010


São 7 horas de uma noite de segunda feira e o tédio, como sempre, bateu em sua porta. Você resolve arrumar sua desorganizada pasta no seu computador e vai direto a pasta de música. Dentre meio todos aqueles arquivos, você resolve tocar algumas, só pra relembrar. Aposto que você, assim como eu, guarda naquela pasta milhares de músicas que te lembram algum momento da sua vida.

E entre essas músicas, tem uma em especial: aquela música que te lembra aquele garoto. É. Aquele garoto, que já foi muito importante na sua vida, que você perdeu contato, mas que você nunca mais vai esquecer. Aquele garoto que te disse coisas lindas, mas que te abandou nos obstáculos que o relacionamento de vocês enfrentou. Aquele garoto mais conhecido como seu ex-namorado.
Enquanto a melodia da música invade sua cabeça, você relembra de tudo que viveram, todas as brigas, todos os abraços e é tomada por um sentimento quase que inexplicável. Depois de tanto tempo, você se pega sorrindo ao ouvir aquela canção. E aí você percebe que não sente mais nada, que toda aquela intensidade que você dizia tanto sentir, deu lugar a “uma saudade saudável”.

Essa saudade saudável, diferentemente da outra saudade tão bem conhecida, não te faz querer tudo de volta, nem te faz lamentar por ter acabado. Essa saudade te faz ver como aquele momento foi especial e importante pra você ter se tornado quem você é. Ela não te faz derramar lágrimas, mas te faz lembrar-se daquele sorriso que te fazia rir, mas que ainda assim você gosta da idéia de tê-lo longe.
Quer dizer, você não tem mais nada. O que te restou, esta aí, tomando conta da sua cabeça na sua lembrança mais gostosa, naquela caixinha que guarda todos seus momentos e que só te fazem ver como foi bom, que passou e que jamais voltará.

E vai sendo assim, por todas as músicas que você decidiu escutar e relembrar. Relembrar de momentos que te mantém neutra diante dos pensamentos e lembranças que invadem sua memória. Músicas que te fazem ver o quanto valeu à pena e que te fazem agradecer tanto por ter passado. Essa saudade gostosa é a tal da saudade saudável.

Sobre a vida e suas metas

18 de dezembro de 2010


Dia desses uma amiga me ligou só pra contar que havia lido um texto que a fez lembrar-se de mim. Ela tinha lido esses textos nessas revistas jovens que eu nem me identifico mais, mas disse que era a minha cara. O texto falava sobre vivermos como ‘’robozinhos’’ que só fazem aquilo que foi planejado.

A princípio eu até concordei, mas o texto falava sobre ‘’deixar a vida nos levar do jeito que ela bem entender’’ o que me fez mudar de idéia instantaneamente. Eu sou uma fervorosa defensora de metas, planejamentos, sonhos, objetivos e muitas outras coisas que nos permitem ter o controle sobre a nossa vida. Sim, eu quero ter o total controle da minha vida. Mesmo que às vezes isso não é possível, eu sei, até porque o destino nos prega peças incríveis, mas eu ainda acho que está em nossas mãos o que fazer dessa nossa longa jornada.

Não quero envelhecer e pensar “poxa, deixei a vida me levar e não fiz metade do que eu realmente queria”. Eu quero ter a certeza que tudo que eu fiz, foi porque eu realmente queria e não porque a vida havia “me feito fazer”.

A vida deve ser vivida naturalmente, mas ainda assim temos que tentar manter o controle. A vida é sua, e se ela realmente importa pra alguém, esse alguém é você. Não deixe de fazer o que quer com a desculpa de “o destino quis assim”. Se aconteceu, foi porque de algum modo você permitiu. O destino influencia nossas vidas, mas acredite: nós ainda somos eternos responsáveis por ela.

E enquanto eu espero meus trinta anos chegar, eu estou aqui, tranquila e montando a minha vida com as minhas metas, sonhos e trilhares de outras coisas mais que eu imagino pra ela. E bem longe de ser um robô.

Um grito de socorro

15 de dezembro de 2010


Chuva. Frio. Solidão. O relógio marcava às 11 da noite. Passou o braço sobre a parede até que pudesse encontrar o apagador. Passou a mão sobre ele e acendeu a luz. Tirou a sandália, jogou a mochila sobre o chão, sentou na cadeira do computador levou sua mão ao estabilizador. A luz refletida na parede do quarto já não quer dizer mais nada a ela. As vozes, intuições e sussurros estão em silêncio hoje.  Ligou o computador e por ali permaneceu por algum tempo até que pudesse ser domada pelo sono. Ela morava sozinha e sabia que ia ser assim por um bom tempo.

Sua casa não era a mais linda, nem a mais organizada. Mas era ali que ela sentia bem. As fotos na parede revelavam uma ignorante felicidade. Para ela se tornaram meros momentos superficiais e forçados. O que ela viveu já não importa mais. Há tempos não sentia um abraço de um urso de pelúcia com o cheio do namorado.

Ela era aquele tipo de menina singela, que esbanjava charme por todo lugar. Não era a mais bela e nem tinha o corpo mais bonito, mas ela sabia que chamava mais atenção em qualquer lugar que passasse. A essência de seus olhos deixava transparecer uma mulher muito mais bela do que ela realmente aparentava fisicamente ser e ela lamentava o fato de permanecer assim. Por isso ela continuava sozinha, despertando as pessoas por onde quer que passe. Despertando a inveja alheia e os desejos mais proibidos. Os últimos acontecimentos a fizeram ver outro lado do mundo, um lado que ela não gostaria de ter se quer escutado falar.

Ela resolve se deitar e se encolhe bem no canto da cama. Passara dias tentando ocupar-se emocionalmente e em vão. Seus olhos reviram em busca de uma resposta. A voz que ela espera ainda não apareceu e a solução que ela precisa ainda não foi decifrada. O aperto que ela sente no coração está aumentando, sua cabeça está pesada e sua voz já não é capaz de pedir socorro.
Uma lágrima escorre de seu olho esquerdo. Agora ela é capaz de sentir o gosto amargo de suas lembranças e de suas experiências errantes.

Uma fisgada no coração, e a vontade de chorar é incontrolável. As lembranças caem à tona. Seus momentos se tornam eternos e o arrependimento é quase que inevitável.
O nó na garganta se faz presente e ela se vira na cama. O ursinho de pelúcia largado em cima da escrivaninha já não tem tanta graça assim.

Por um instante ela fecha o olho e o grito de socorro sai, como um pedido desesperado de ajuda. Os olhos visivelmente inchados são perceptíveis na tela do computador e o impulso nervoso se solta.
Um pulo da cama e um descuido: acabara de quebrar sua única lembrança de suas últimas férias. Ah, suas férias. É tudo que ela queria de volta, mas agora seu último presente acabara destruído.

No fundo, ela até sabia, mas ela não queria entender que ela era mais uma. Mais uma que estava crescendo e que tinha que aprender algumas lições da vida. Mais uma que o mundo insistia em torturar enquanto ela, ingenuamente, se perguntava por quê.

13 de dezembro de 2010

Às vezes acho que me fizeram capaz de sentir demais. E emanar demais o que é sentido, inclusive quando não faz sentido. E isso assusta, afugenta, por chamar atenção demais. Meus pensamentos são como um farol que não consegue se esconder na praia deserta. Ele sempre estará lá, ao alcance dos teus olhos, te impedindo de naufragar em mim. E não há nada capaz de me apagar.
(Lucas Silveira)

Sobre o que nem eu sei descrever

10 de dezembro de 2010


Sou um embaraço. A contradição, a ingenuidade e uma porção de coisas mais. Sou a fragilidade, a ignorância e a preguiça. Sou tudo isso e um pouco mais. Sou muito mais do que sou capaz de dizer entre essas linhas. A paranóia, o amor e a antipatia. A delicadeza e a brutalidade. Mais do que você pode entender e muito mais do que eu mesmo entendo. Sou a confusão em pessoa.

Aqui dentro de nós

4 de dezembro de 2010


Algumas pessoas passam um pedaço da vida querendo saber quem realmente são. Querendo achar sua identidade. Querendo ser alguém na vida, ou não.Passamos uma parte da nossa vida inteira tentando ser alguém. Querendo ser alguém, e sendo alguém. Alguns procuram sua alma gêmea, outros apenas querem sucesso no trabalho, na família. Outros querem o mundo inteiro.

Eu ainda não sei o que eu quero, mas eu sei que sou a única que pode me fazer feliz e que às vezes não sou a única responsável por tudo que acontece comigo.

A gente passa um pedaço da nossa vida querendo doar nossa metade a alguém e encontrar alguém que nos complete. Nós estamos completos. Precisamos de nosso amor próprio, somente. O amor que agente sonha, que não nos mude e que nos faça querer prosseguir está em nós, dentro de nós.

A gente passa um pedaço da vida querendo que o mundo nos aceite, não é verdade?! O Dono do mundo te aceita. A gente passa um pedaço da vida procurando, nos procurando... Nos encontrando. E entre perdidas e encontros, dentro de nós... a gente encontra tudo que precisa. Tudo. Tudo.