Sobre essa situação que a gente chama de relacionamento

3 de novembro de 2010


“Disk-relacionamentos”, “Mc Donald’s Love” e coisas do tipo. É tudo que me vem a cabeça quando me lembro de relacionamentos. É, porque tudo se tornou muito rápido, fácil, acessível e superficial.
São toques corporais e momentâneos que não são capazes de tocar nosso coração. São relacionamentos feitos de plástico, com digestão lenta. Relacionamentos descartáveis e quase nada duradouros. E menos amor a cada dia que passa. Por quê?

Ah, o por quê? Queria muito saber. Homens afim de um beijo e nada mais. Mulheres afim de se desfazerem de sua carência passageira. E é, são assim que se formam esses laços que nos deixam um vazio cada vez mais. Ninguém quer ter o prazer de preparar aquele jantar incrível onde seus olhos choraram ao picar da cebola, onde você levará tempo, mas terá de recompensa aquele banquete lindo e saboroso. Ao invés disso, todos preferem simplesmente ligar e pedir um X-burguer, aqueles rápidos que não passarão de uma noite e que lhes farão se sentir mal depois.

Todos tememos a insegurança, mas somos tomados pelos “casinhos” simples, rápidos e de um dia só. Porque? Eu sinceramente gostaria de saber. Não me agrada o tipo de relação onde a gente quer comprometer os corpos sem entrelaçar a alma. Cadê a magia? Me diga a onde foi parar, por favor.

Todo dia me pergunto onde estará todo aquele encanto, aquele jogo de conquista e aquela conversa que dura muito mais que 20 minutos antes daquele cara escroto da balada vim te roubar um beijo. E sei que não sou a única. Acho que toda mulher merece um mínimo de explicação quanto a todo esse feitiço que desapareceu com o tempo. Relacionamentos descartáveis e quase nada duradouros. Sem amor, sem conversas, sem carinhos. Toques supérfluos e com data de validade marcada.

Desculpa sociedade, mas eu ainda acredito no amor. E sei que ele está por aí, em algum coração que eu ainda vou descobrir. E sei que não sou a única que se ilude com essa verdade. Até porque, isso não é nem de longe uma ilusão.

3 comentários:

  1. Acredito também. Talvez essas ações superficiais e sem coerência podem ser modinha. Acho que daqui a algum tempo as pessoas vão dar valor a si próprias e vão valorizar as suas atitudes, vão olhar para trás e ver como eram fúteis, descartáveis. Mas enfim, as pessoas são substituiveis mas o amor não, enquanto substituírem a consciência, o prazer, a felicidade duradoura por sentimentos artificiais com pouco tempo de duração o amor verdadeiro será colocado como segundo plano. Enquanto continuar do jeito que está, vou continuar procurando o que eu chamo de amor em algum coração perdido por aí. (;

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  2. Oi amiga, esse é o meu novo endereço, Fabiane Aline será fechado. Me segue lá:
    http://embuscadasensibilidade.blogspot.com/
    Beijos

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  3. Liindo blog visita e seque o meu?

    http://blogdeumagarotaadolescente.blogspot.com/

    Ficarei grata se sequir.

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Obrigada!