Myself

28 de setembro de 2010


Não sou tão forte quanto aparento ser. Meu sorriso não é sempre o mais sincero e ainda tenho medo da escuridão e de animais asquerosos. Chata e irritante. Compreensiva e sensível. Ainda choro atoa. Quando ninguém, vê a moça de 17 anos se torna uma garota de 5 que precisa de colo.

Eu não sou tão forte assim. Ainda levo comigo milhares de defeitos que seguram toda essa estrutura. Sem eles, não sou nem metade do que realmente sou, nem do que aparento ser. Não gosto do fato das pessoas esperarem muito de mim. A chance de se decepcionarem é enorme. Não gosto de despedidas e sinto muita falta de pessoas que já se foram.

Não sou dona de toda essa paciência. Isso se chama equilíbrio, porque a minha paciência mesmo já se foi há muito tempo. Não tolero mentiras, nem falsas promessas.

Não gosto que esperem de mim, mas espero demais das pessoas. Cobro-me constantemente e me culpo por erros passados. Não tenho paciência pra “fazer social” e nem sei forçar simpatia.

Ao mesmo tempo eufórica e depressiva. Mudo de humor constantemente. Admiro o senso de humor irônico e não sei fazer boas piadas. Odeio que me chamem de séria, apesar de começar a achar que me tornei assim.

E sem essa de quem se define se limita. Todos nós sabemos o mínimo de definição sobre nós mesmo, quem não se define não se conhece. E eu me conheço muito bem.

1 comentários:

  1. Nós nos parecemos, só que eu sou extremamente instável.
    Se um dia você cogitar a ideia de parar de escrever, eu te convenço a fazer o contrário: escrever cada vez mais. Porque, querendo ou não, eu preciso das suas palavras.

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