Considerações sobre o (meu) tempo

25 de maio de 2010


É. Muita coisa na mente e no coração. Vontade de escrever. Sem inspiração e (incrivelmente) com muito tempo e muita paciência sobrando. Responsabilidades me gritando e eu dando um tempo para tudo.
Eu e minha mania de pedir tempo para as coisas, de querer parar na metade e pensar se vale a pena continuar. Eu e minha mania de interromper tudo mesmo querendo continuar ou de continuar mesmo querendo interromper. Eu e minha falta de escolha, eu e meus vagos pensamentos de uma terça feira vazia e sonolenta. Eu e meu tempo que corre quando eu quero que ande devagar e que lentamente segue quando deveria passar rápido.
Eu e o eterno tempo. O remédio pra quase tudo, o vício pra quase nada e sua eterna questão de nos acompanhar curando desde um machucado na pele até um machucado no coração.
Um eu, um tempo, um destino, vários caminhos. Uma pessoa, várias vontades e pensamentos.
Não me pergunte o que eu quero fazer com tudo isso, porque eu ainda não sei.

Baseado em minha própria experiência errante

21 de maio de 2010


Não sei porque, mas sempre fui de acreditar que a probabilidade de me arrepender por coisas que não fiz é muito maior que a probabilidade de me arrepender por coisas que eu fiz, daqui a alguns anos. E temo eu que seja isso que vai acontecer: eu vou me arrepender muito mais das coisas que deixei passar, do que pelas coisas que fiz sem pensar.

É. É verdade. Quem não arrisca não vive. A vida se torna uma eterna aventura a partir do momento que não temos medo de ousar em nossas atitudes e tomar a frente da situação.

As coisas mudam. Por isso, não faça algo que a possa te deixar por baixo, pense em suas atitudes, mas arrisque-se. Ouse. E Viva. Viva hoje como se não existisse o amanhã. Seja responsável e não seja leviano. Perdoe o próximo e sorria mais. Um sorriso é capaz de aliviar o dia de muitas pessoas. Não minta. E não se preocupe com o sofrimento, ele faz parte da nossa vida e é uma das coisas mais naturais do destino. Lembre-se sempre: o destino permite os acontecimentos, mas só você é capaz de escrever a sua história. Não deixe tudo por conta dele e do tempo, ambos, quando juntos... são capazes de pregar peças no qual você gostaria de estar a frente da situação.

Não se sinta vítima da vida. Se sinta autora da sua. Não se preocupe em parecer bonita demais para os outros ou interessante demais para alguns. Preocupe-se em estar bem com você. As pessoas têm diversas opiniões e você nunca vai estar boa o suficiente para algumas pessoas. Deixe que elas se aproximem e não se feche em mundo e jogue a chave fora. Abra as janelas e deixe a porta encostada para que alguém te encontre e resolva lhe visitar. Não espere pela pessoa certa e não corra atrás de quem supostamente possa ser a pessoa certa. Essas pessoas o destino coloca em sua mão, com pouco esforço de sua parte. Não se preocupe tanto com o futuro. O que tem que ser será, mas você constrói a sua história, só você. Mas, não seja “afobada” demais. Dê tempo ao tempo. Tudo se ajeita, sempre se ajeitou. Por que agora seria diferente? Não será. Aliás, não tenha medo de ser diferente e original. Querer ser diferente se tornou comum, mas originalidade sempre foi e sempre será a chave do sucesso.

Mais uma vez lhe digo: Não tenha medo de arriscar. A vida é dos que arriscam, que tomam a iniciativa. Mas pense, pensar nunca foi demais e nunca será demais. Não deixe que a preguiça tome conta de você, deixe que ela seja somente seu refúgio em dias tristes. Se estiver triste, chore. Sem medo de nada ou ninguém. Chorar se tornou uma escapatória e é extremamente necessário. Depois disso, seque as lágrimas e sorria. Coloque sua melhor roupa e saia. Saia pra vê o quão felizes podemos ser apesar de tudo. 

Lembre-se que para ser feliz é necessário o mínimo de esforço e o máximo de vontade. Ser feliz não dói e a vida está aí, pra quem é corajoso e sabe ousar. Ouse. Arrisque-se. E dance fora do ritmo.

Sobre o vazio que me invade

19 de maio de 2010

Às vezes, nós mulheres, paramos e analisamos cada detalhe da nossa vida atual. Sim, digo vida atual, porque realmente estamos em constante mudança. Às vezes, naquele momento solitário... A caminho de algum lugar nossa mente é invadida por milhares de pensamentos e reflexões sobre como e porque nossa vida está assim.

Muitas vezes nos deparamos com uma vida ótima: tudo está bem, nossa vida social está bem, nossa saúde também. O stress não é mais tão forte e as pessoas sorriem mais pra gente. Nossa família está em perfeita sintonia e estamos dando conta de todas nossas responsabilidades. Sim, aparentemente, tudo está ótimo. Mas, somos pegas desprevenidas em uma quarta-feira solitária e fria. Paramos para pensar e choramos. É. Tudo está tão bem, mas nós choramos mesmo assim. O por quê? Não sei. Sabe que eu ainda tento descobrir? É sério. Não sei se é a indecisão, a emoção, a alegria ou algum vazio inesperado que nos surge. Não sei se é a falta de algo errado ou porque simplesmente isso faz parte de nós.

Chorar porque tudo está bem, chorar porque algo deu errado. Simplesmente chorar. Simplesmente desabafar. E quando o vazio permanece você tem vontade de chorar, mas faltam lágrimas? Ah, aí eu escrevo. Como estou fazendo agora.

Sobre ser feliz

12 de maio de 2010

Acho que depois de tanto tempo eu começo a me entender. Ou a pelo menos fingir que me entendendo. Meus dias estão mais curtos, meu tempo é menor, as responsabilidades me sufocam e eu quero viver mais intensamente a cada dia. Aproveitar cada coisa que a vida vá me proporcionar, e dizer sim a maioria das portas que me forem abertas. Acho que depois de tanto tempo e com meu tempo cada vez menor eu tenho vontade de viver mais. De deitar na grama e fingir que não tem nada pra fazer. De sorrir mais, de abraçar mais e de sonhar mais. Flutuar, voar, pensar, sonhar, sentir e amar. Nem que seja sozinha, mas eu quero viver. Intensamente. De forma encantadora e única. Como nunca vivi antes e talvez como nunca mais viva. Eu quero tocar o céu, quero ir além de onde a linha do horizonte alcança. Quero aproveitar e lutar por desejos que realmente valham à pena. E acho que todos deveriam fazer o mesmo: Viver. Radicalizar. Sonhar. Se encantar, se apaixonar, se realizar e sentir. E descobri também que não é necessário muito esforço. Uma mera paradinha no tempo, um pause pra sociedade e falta de tempo e uma simples olhada pro céu. Sorrindo mais. Sonhando mais. Vivendo mais. Mais e mais a cada dia. Querendo ser. Querendo sentir. E pra isso, eu sei que não preciso de muita coisa: o mínimo de tempo e o máximo de vontade. Viver é fácil. E ser feliz não dói. Experimente. Bjs ;*
Sem demoras pra postar. Agora com mais tempo pro blog. Ufa.

Prólogo

2 de maio de 2010

Parece que alguém resolveu jorrar suas lagrimas hoje. Assim como ela. O sentimento a sufocava tanto, que um choro foi seu ato de desabafo. Os céus fizeram igual. As nuvens estão embaralhadas e escuras, derramam lagrimas de alguém agoniado demais para se segurar sozinho. Ela também se sente assim. Agoniada e sozinha. Parece que tudo a abandonou. Nem as paredes de seu quarto têm paciência para ouvi-la mais. Todos se cansaram, e ela se esgotou. Sua companhia no momento? Não existe. Tudo que ela consegue fazer é se sentar beira a calçada, e chorar junto o céu deixando suas lágrimas se misturarem aos poços de água da avenida fria e vazia.

Bjs ;*

A garota da história não tem qualquer semelhança comigo.

Foi só um momento de inspiração.

Eu (acho que) estou bem.