Sobre a metamorfose chamada Vida

29 de abril de 2010

Nessa vida viemos com apenas duas certezas: a primeira é que não há como sair desse trajeto vivo e a segunda é que no final dessa jornada nós não seremos os mesmo do começo, ou seja, nós vamos mudar.

Essa mudança, seja ela benéfica ou não, é natural e veio para mostrar que nós somos seres capazes de nos adaptar ao meio que vivemos (que, diga-se de passagem, também muda!)

A vida nada mais é que uma metamorfose e nós somos a borboleta, que mesmo ainda imatura, aceita o desafio de conhecer o mundo até sentir que está plenamente pronta para voar com suas próprias asas.

A borboleta capaz de reconhecer que está mudando é capaz de perceber que essas mudanças afetarão a convivência das outras borboletas ao seu redor. E será capaz de perceber até onde essas mudanças iram trazer benefícios pra si.

Nós estamos em constante metamorfose, e muitas vezes não somos capazes de perceber a nossa própria mudança até que a própria vida nos mande um aviso.

Da mesma forma que é necessário aprender com a nossa própria mudança, lhe dar com a mudança do outro é ainda mais necessário. Fácil é dizer que as pessoas ao nosso redor mudam. Difícil é entender o que leva a essa mudança.

A vida NÃO é um ciclo em que por mais que se mude sempre vamos voltar ao mesmo lugar. A vida é um trajeto cheio de obstáculos que no qual nós teremos que nos adaptar ao passar por eles. Mudanças são necessárias, e como diria meu bom e velho Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

E quem eu realmente sou?

26 de abril de 2010

E passamos um pedaço da nossa vida tentando descobrir quem realmente somos. Sim, é difícil achar essa resposta, ainda mais quando se está em constante mudança e constantes episódios em nossa vida. Encontrar-nos no meio a tanta bagunça, pode ser complicado, difícil, mas é extremamente necessário. É árduo e requer esforço... Ou não. Talvez achar a pessoa que você mais conviveu na sua vida seja fácil ou talvez essa convivência lhe fez criar dúvidas sobre quem realmente somos. Sobre quem realmente você é. Faço-me constantemente essa pergunta, e sinceramente não sei se quando me pergunto quem eu sou, eu me torno a pessoa que vai responder com toda certeza quem eu sou, ou se sou a pessoa que não sabe a resposta. Talvez eu não saiba mesmo, conviver com mistérios fazem parte da vida. Pra uma vida tão misteriosa, um pouco de dúvida sobre quem nós realmente somos não pode nos fazer tanto mal assim. Afinal, você tem plena certeza de quem é? Acho que não, ninguém realmente sabe. E se souber com toda certeza me fale como conseguiu descobrir. Ou melhor, não é necessário. Quero conviver com essa dúvida por um bom tempo a ter chegar ao quase total descobrimento de quem realmente eu seja. Até porque como estou em constante mudança, fica difícil falar quem eu realmente sou.
Talvez essa seja mais uma de minhas crises existenciais.
Acontece. E passa logo. (:

Radicalize.

23 de abril de 2010

Limpando o guarda-roupa. Organizando e jogando fora coisas que já não me são mais úteis.

É difícil, mas é estritamente necessário. Eliminando o que não me é mais saudável, pessoas, coisas. Tudo que pudesse me fazer mal, me deixar para baixo ou qualquer coisa do tipo.

Encerrando etapas. Quando se encerra uma com a certeza de que o que passou jamais voltará, milhares de outras nos abrem e nos mostram um caminho até então desconhecido, mas que pode ter o mesmo, ou até mesmo mais, brilho da etapa que se passou.

Procurando mais sorrisos, mais coisas novas, mais pessoas que me façam bem. Menos mentira e mais amor. Menos falsidade e mais sinceridade. Menos cansaço e mais tempo. Menos conflitos e mais alegria.

Menos mal e mais o bem. Radicalizando-se. E sabe o por que? Porque o que é normal demais me enjoa. Em constante mudança pra não se tornar tediante.

PS: escrito em 15 de abril de 2010. Sim, eu estou radicalizando até hoje. :D

bjs ;*

Intensidade

19 de abril de 2010

Intensidade. Ou é quente ou é frio. Ou é alto ou é baixo. Ou tudo ou nada.

Ah, nem tanto. Contento-me com o morno. Com o médio. Com o quase tudo ou quase nada. Não vivo aos extremos. Só vivo bem. Pode ser sim ou não, ou até mesmo o ‘mais ou menos’. Que seja. Eu acredito em meio-termo. Podemos ser felizes e estar infelizes ao mesmo tempo. Até porque nós sempre estaremos entre. Estamos entre o nascer e o morrer aproveitando o intervalo (Não venha dizer que é mentira, porque não é.).

Quer dizer, eu pelo menos vivo entre... Entre escolher se vou ou se fico, se digo sim ou se digo não. Até mesmo entre saber se estou bem ou se não estou. Confesso que me pergunto sempre. Não vivo aos extremos.

Adoro as palavras. Mas eu gosto do silêncio. Eu gosto muito do silencio. Ele me acalma, e me faz (quase) entender as coisas. E não é simplesmente porque estou curtindo meu silêncio que signifique que eu esteja mal. Talvez esteja tão bem como nunca estive.

Adoro os sorrisos. Mas estou quase sempre chorando. Motivos sem lógica ou qualquer explicação, mas eu choro mesmo assim. Mesmo que tudo esteja tão bem eu choro. Não sei se é felicidade, tristeza... Vai ver é só desejo de chorar.

Adoro companhia. E não me sinto só. Apesar de adorar ficar sozinha também raramente me sinto solitária, mas sei também que quando eu me sentir assim eu sempre vou encontrar um abraço pra me fazer sentir a pessoa mais rodeada do mundo.

Intensidade. Acho que conheço o significado dessa palavra. Quer dizer, eu conheço. Meu coração tem um significado sobre o intenso e sinceramente e pela primeira vez na minha vida, minha razão e meu coração estão de mãos dadas, em perfeita sintonia e perfeita intensidade.

Primeiro. (Espero que de muitos.)

17 de abril de 2010


Começo. Recomeço. Começando do zero. Novamente. Não penso em desistir, ou em abandonar a idéia. Penso em tentar continuar. São tantos sonhos. Tantas coisas para falar. E tanta vontade de silenciar. Palavras se perdem com o tempo, mas se escritas são capazes de se tornar eternas. "Quem escreve constroe um castelo, e quem lê passa a habita-lo." É apenas um recomeço. Como qualquer outro. Sempre recomeçando. Bjs ;*