Natal 2010

23 de dezembro de 2010


Estamos na semana de natal e é com um imenso prazer que eu venho aqui agradecer vocês por todo apoio, pelas mensagens de incentivo, pelo carinho, por todas as críticas e opiniões. Enfim, por todas as visitas e comentários.
O blog vai fazer 1 ano daqui a alguns meses e sinceramente, foram vocês que me fizeram continuar por aqui, até porque eu não pretendia levar essa idéia a frente e ia acabar desistindo pelo caminho.
E é por isso que hoje, além de agradecer à vocês, eu quero desejar a todos um Feliz Natal e um ótimo 2011. Que ano que vem seja um ano pra colocarmos em prática tudo aquilo que a gente não fez esse ano. Que tenhamos muita paz, muito amor e muito sucesso.
E que eu encontre vocês por aqui no ano que vem também.

"Sonhe! Mas, sonhe alto e voe mais alto ainda. Se permita cair, se permita decepcionar-se e se permita ergue-se.
Voe o mais alto que puder e vá ser feliz, construir sua vida e realizar seus sonhos. O resultado sempre valerá a pena."

O ano novo nos espera ansiosamente.
Vejo vocês em breve.

Sobre toda essa saudade saudável

20 de dezembro de 2010


São 7 horas de uma noite de segunda feira e o tédio, como sempre, bateu em sua porta. Você resolve arrumar sua desorganizada pasta no seu computador e vai direto a pasta de música. Dentre meio todos aqueles arquivos, você resolve tocar algumas, só pra relembrar. Aposto que você, assim como eu, guarda naquela pasta milhares de músicas que te lembram algum momento da sua vida.

E entre essas músicas, tem uma em especial: aquela música que te lembra aquele garoto. É. Aquele garoto, que já foi muito importante na sua vida, que você perdeu contato, mas que você nunca mais vai esquecer. Aquele garoto que te disse coisas lindas, mas que te abandou nos obstáculos que o relacionamento de vocês enfrentou. Aquele garoto mais conhecido como seu ex-namorado.
Enquanto a melodia da música invade sua cabeça, você relembra de tudo que viveram, todas as brigas, todos os abraços e é tomada por um sentimento quase que inexplicável. Depois de tanto tempo, você se pega sorrindo ao ouvir aquela canção. E aí você percebe que não sente mais nada, que toda aquela intensidade que você dizia tanto sentir, deu lugar a “uma saudade saudável”.

Essa saudade saudável, diferentemente da outra saudade tão bem conhecida, não te faz querer tudo de volta, nem te faz lamentar por ter acabado. Essa saudade te faz ver como aquele momento foi especial e importante pra você ter se tornado quem você é. Ela não te faz derramar lágrimas, mas te faz lembrar-se daquele sorriso que te fazia rir, mas que ainda assim você gosta da idéia de tê-lo longe.
Quer dizer, você não tem mais nada. O que te restou, esta aí, tomando conta da sua cabeça na sua lembrança mais gostosa, naquela caixinha que guarda todos seus momentos e que só te fazem ver como foi bom, que passou e que jamais voltará.

E vai sendo assim, por todas as músicas que você decidiu escutar e relembrar. Relembrar de momentos que te mantém neutra diante dos pensamentos e lembranças que invadem sua memória. Músicas que te fazem ver o quanto valeu à pena e que te fazem agradecer tanto por ter passado. Essa saudade gostosa é a tal da saudade saudável.

Sobre a vida e suas metas

18 de dezembro de 2010


Dia desses uma amiga me ligou só pra contar que havia lido um texto que a fez lembrar-se de mim. Ela tinha lido esses textos nessas revistas jovens que eu nem me identifico mais, mas disse que era a minha cara. O texto falava sobre vivermos como ‘’robozinhos’’ que só fazem aquilo que foi planejado.

A princípio eu até concordei, mas o texto falava sobre ‘’deixar a vida nos levar do jeito que ela bem entender’’ o que me fez mudar de idéia instantaneamente. Eu sou uma fervorosa defensora de metas, planejamentos, sonhos, objetivos e muitas outras coisas que nos permitem ter o controle sobre a nossa vida. Sim, eu quero ter o total controle da minha vida. Mesmo que às vezes isso não é possível, eu sei, até porque o destino nos prega peças incríveis, mas eu ainda acho que está em nossas mãos o que fazer dessa nossa longa jornada.

Não quero envelhecer e pensar “poxa, deixei a vida me levar e não fiz metade do que eu realmente queria”. Eu quero ter a certeza que tudo que eu fiz, foi porque eu realmente queria e não porque a vida havia “me feito fazer”.

A vida deve ser vivida naturalmente, mas ainda assim temos que tentar manter o controle. A vida é sua, e se ela realmente importa pra alguém, esse alguém é você. Não deixe de fazer o que quer com a desculpa de “o destino quis assim”. Se aconteceu, foi porque de algum modo você permitiu. O destino influencia nossas vidas, mas acredite: nós ainda somos eternos responsáveis por ela.

E enquanto eu espero meus trinta anos chegar, eu estou aqui, tranquila e montando a minha vida com as minhas metas, sonhos e trilhares de outras coisas mais que eu imagino pra ela. E bem longe de ser um robô.

Um grito de socorro

15 de dezembro de 2010


Chuva. Frio. Solidão. O relógio marcava às 11 da noite. Passou o braço sobre a parede até que pudesse encontrar o apagador. Passou a mão sobre ele e acendeu a luz. Tirou a sandália, jogou a mochila sobre o chão, sentou na cadeira do computador levou sua mão ao estabilizador. A luz refletida na parede do quarto já não quer dizer mais nada a ela. As vozes, intuições e sussurros estão em silêncio hoje.  Ligou o computador e por ali permaneceu por algum tempo até que pudesse ser domada pelo sono. Ela morava sozinha e sabia que ia ser assim por um bom tempo.

Sua casa não era a mais linda, nem a mais organizada. Mas era ali que ela sentia bem. As fotos na parede revelavam uma ignorante felicidade. Para ela se tornaram meros momentos superficiais e forçados. O que ela viveu já não importa mais. Há tempos não sentia um abraço de um urso de pelúcia com o cheio do namorado.

Ela era aquele tipo de menina singela, que esbanjava charme por todo lugar. Não era a mais bela e nem tinha o corpo mais bonito, mas ela sabia que chamava mais atenção em qualquer lugar que passasse. A essência de seus olhos deixava transparecer uma mulher muito mais bela do que ela realmente aparentava fisicamente ser e ela lamentava o fato de permanecer assim. Por isso ela continuava sozinha, despertando as pessoas por onde quer que passe. Despertando a inveja alheia e os desejos mais proibidos. Os últimos acontecimentos a fizeram ver outro lado do mundo, um lado que ela não gostaria de ter se quer escutado falar.

Ela resolve se deitar e se encolhe bem no canto da cama. Passara dias tentando ocupar-se emocionalmente e em vão. Seus olhos reviram em busca de uma resposta. A voz que ela espera ainda não apareceu e a solução que ela precisa ainda não foi decifrada. O aperto que ela sente no coração está aumentando, sua cabeça está pesada e sua voz já não é capaz de pedir socorro.
Uma lágrima escorre de seu olho esquerdo. Agora ela é capaz de sentir o gosto amargo de suas lembranças e de suas experiências errantes.

Uma fisgada no coração, e a vontade de chorar é incontrolável. As lembranças caem à tona. Seus momentos se tornam eternos e o arrependimento é quase que inevitável.
O nó na garganta se faz presente e ela se vira na cama. O ursinho de pelúcia largado em cima da escrivaninha já não tem tanta graça assim.

Por um instante ela fecha o olho e o grito de socorro sai, como um pedido desesperado de ajuda. Os olhos visivelmente inchados são perceptíveis na tela do computador e o impulso nervoso se solta.
Um pulo da cama e um descuido: acabara de quebrar sua única lembrança de suas últimas férias. Ah, suas férias. É tudo que ela queria de volta, mas agora seu último presente acabara destruído.

No fundo, ela até sabia, mas ela não queria entender que ela era mais uma. Mais uma que estava crescendo e que tinha que aprender algumas lições da vida. Mais uma que o mundo insistia em torturar enquanto ela, ingenuamente, se perguntava por quê.

13 de dezembro de 2010

Às vezes acho que me fizeram capaz de sentir demais. E emanar demais o que é sentido, inclusive quando não faz sentido. E isso assusta, afugenta, por chamar atenção demais. Meus pensamentos são como um farol que não consegue se esconder na praia deserta. Ele sempre estará lá, ao alcance dos teus olhos, te impedindo de naufragar em mim. E não há nada capaz de me apagar.
(Lucas Silveira)

Sobre o que nem eu sei descrever

10 de dezembro de 2010


Sou um embaraço. A contradição, a ingenuidade e uma porção de coisas mais. Sou a fragilidade, a ignorância e a preguiça. Sou tudo isso e um pouco mais. Sou muito mais do que sou capaz de dizer entre essas linhas. A paranóia, o amor e a antipatia. A delicadeza e a brutalidade. Mais do que você pode entender e muito mais do que eu mesmo entendo. Sou a confusão em pessoa.

Aqui dentro de nós

4 de dezembro de 2010


Algumas pessoas passam um pedaço da vida querendo saber quem realmente são. Querendo achar sua identidade. Querendo ser alguém na vida, ou não.Passamos uma parte da nossa vida inteira tentando ser alguém. Querendo ser alguém, e sendo alguém. Alguns procuram sua alma gêmea, outros apenas querem sucesso no trabalho, na família. Outros querem o mundo inteiro.

Eu ainda não sei o que eu quero, mas eu sei que sou a única que pode me fazer feliz e que às vezes não sou a única responsável por tudo que acontece comigo.

A gente passa um pedaço da nossa vida querendo doar nossa metade a alguém e encontrar alguém que nos complete. Nós estamos completos. Precisamos de nosso amor próprio, somente. O amor que agente sonha, que não nos mude e que nos faça querer prosseguir está em nós, dentro de nós.

A gente passa um pedaço da vida querendo que o mundo nos aceite, não é verdade?! O Dono do mundo te aceita. A gente passa um pedaço da vida procurando, nos procurando... Nos encontrando. E entre perdidas e encontros, dentro de nós... a gente encontra tudo que precisa. Tudo. Tudo.

Não é necessidade, é vontade

24 de novembro de 2010



Falar de sentimentos que não existem, mas gostaria que estivessem presentes. Hoje, depois de muito tempo, me dei conta de que não há ninguém ocupando meu coração. Vários passaram pela cabeça, mas nenhum quis ou foi capaz de me fazer sonhar, voar.

Sentimentos que não existem, mas que eu amo descrever. Descrever o que eu gostaria de ter comigo, mas não tenho: paixão, noites acordada, esquecimento imediato e coração vivendo no limite da situação.
Tem coisa melhor? Tem. Alguém que supra todas essas vontades. Nada aqui é necessidade. Eu não preciso, eu quero. Poderia simplesmente não querer, mas eu gostaria. Não quero minha metade, quero alguém que complete meu inteiro. Que não queria ser minhas pernas, mas que caminhe de mãos dadas comigo ao meu lado, sem medo ou falsas promessas.

Sentimentos que não existem, mas que eu adoraria ter por perto. Talvez não agora, mais adiante. Andei passando mal com o lado falso desse sentimento e isso não me fez bem. Eu ainda trago sequelas disso.

Tudo no seu tempo, com calma e sem pressa. "Não há nada pra ser apressado ou desesperado." Falo de sentimentos que não existem, mas que já têm uma porcentagem reservada aqui. Na cabeça e no meu coração.
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Por que querer e não se envolver?

17 de novembro de 2010


Somos muito mais do que aparentamos ser. Não somos só carne e osso. Somo essência, somos olhares, somos o toque, somos nosso sussurro no calar de um dia chuvoso. Somos tanto, que buscamos desesperadamente dividirmos esse ser com outras pessoas, da forma que mais nos agrada. Somos tanto, que sei que qualquer pessoa tem muito mais a nos oferecer do que somente duas horas de conversa e companhia. E digo isso por experiência própria. E me indigno toda vez que penso na facilidade com que umas pessoas esquecem outras.


Se somos tanto, pra que doar tão pouco? Por que se envolver por um ou dois dias, seguir rótulos e simplesmente esquecer o outro? Por que simplesmente se desligar quando se pode criar um mundo que vá conspirar a favor de vocês? Por que? Porque somos humanos e gostamos de nos complicar cada vez mais. Porque somos tanto, mas ainda assim somos capazes de nos esconder dos outros por puro egoísmo, proteção e mais outros milhões de motivos.

E, se queremos nos doar, por que nos esconder?  Ah, o ser humano é muito mais complexo pra ser entendido do que se imagina.

Nós somos realmente muito mais do que parece. Somos toda essa sintonia, todo esse amor e toda essa vontade, mas ainda assim não somos suficiente para que se esqueça de uma sociedade rotulada e para que se entregue a alma sem medo de quebrar o coração.

É como li um dia desses: "Para cada coração quebrado, existe alguém com uma cola na mão." Agora me diz, para que se segurar tanto se o graça da vida é se entregar intensamente?

Tu és jovem.

7 de novembro de 2010

Tua caminhada ainda não terminou. A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói. Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto. Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás… mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.
(Charles Chaplin)
Bjs ;*
Sem inspiração e nem vontade de escrever.
Eu não vou abandonar o blog.
É só fase. Eu espero.

Sobre essa situação que a gente chama de relacionamento

3 de novembro de 2010


“Disk-relacionamentos”, “Mc Donald’s Love” e coisas do tipo. É tudo que me vem a cabeça quando me lembro de relacionamentos. É, porque tudo se tornou muito rápido, fácil, acessível e superficial.
São toques corporais e momentâneos que não são capazes de tocar nosso coração. São relacionamentos feitos de plástico, com digestão lenta. Relacionamentos descartáveis e quase nada duradouros. E menos amor a cada dia que passa. Por quê?

Ah, o por quê? Queria muito saber. Homens afim de um beijo e nada mais. Mulheres afim de se desfazerem de sua carência passageira. E é, são assim que se formam esses laços que nos deixam um vazio cada vez mais. Ninguém quer ter o prazer de preparar aquele jantar incrível onde seus olhos choraram ao picar da cebola, onde você levará tempo, mas terá de recompensa aquele banquete lindo e saboroso. Ao invés disso, todos preferem simplesmente ligar e pedir um X-burguer, aqueles rápidos que não passarão de uma noite e que lhes farão se sentir mal depois.

Todos tememos a insegurança, mas somos tomados pelos “casinhos” simples, rápidos e de um dia só. Porque? Eu sinceramente gostaria de saber. Não me agrada o tipo de relação onde a gente quer comprometer os corpos sem entrelaçar a alma. Cadê a magia? Me diga a onde foi parar, por favor.

Todo dia me pergunto onde estará todo aquele encanto, aquele jogo de conquista e aquela conversa que dura muito mais que 20 minutos antes daquele cara escroto da balada vim te roubar um beijo. E sei que não sou a única. Acho que toda mulher merece um mínimo de explicação quanto a todo esse feitiço que desapareceu com o tempo. Relacionamentos descartáveis e quase nada duradouros. Sem amor, sem conversas, sem carinhos. Toques supérfluos e com data de validade marcada.

Desculpa sociedade, mas eu ainda acredito no amor. E sei que ele está por aí, em algum coração que eu ainda vou descobrir. E sei que não sou a única que se ilude com essa verdade. Até porque, isso não é nem de longe uma ilusão.

60 dias, apenas

1 de novembro de 2010


Hoje de manhã eu acordei pensando em algo que pudesse escrever pra vocês. Algum recado, boas palavras e coisas do tipo. Então me dei conta de uma situação: Hoje é primeiro de novembro e nós estamos a aproximadamente 60 dias de 2011. 60 dias de um ano novo e de uma fase nova pra muitas pessoas.
Nunca fui regada a superstições ou coisas do tipo, e também nunca desejei tanto pela passagem do ano quanto desejo agora. Mas, de um certo modo, hoje eu refleti sobre meu ano.
Ok, muita coisa vai acontecer ainda, afinal ainda temos 60 dias pela frente. Mas, eu parei pra pensar como foi o meu ano e sinceramente não tenho nada a reclamar. Poderia ter sido melhor, como todos os outros. Poderia ter feito muito mais. Mas, ainda não é tarde. Eu sei que ainda dá tempo.
Temos 60 dias pela frente, não temos? Temos muito o que fazer ainda. VOCÊ tem muito pra fazer. NÓS temos muito pra fazer. O que você sempe quis fazer e ainda não fez esse ano? Ah, pois saiba que ainda temos tempo. Temos muito tempo. Temos 1440 horas de muita felicidade, sorrisos e realizações.
Pois, agora eu digo: Se tem algo que queira fazer e não fez por algum motivo... Pois FAÇA. Arrisque-se. Ouse. Viva muito e termine 2010 de forma brilhante. Porque 2011 nos espera loucamente. E o tempo passa, e talvez daqui a um tempo nós vamos nos lamentar por esse tempo que talvez a gente perca. Só depende de nós.
Seja bem vindo, Novembro.

Só depende de você

28 de outubro de 2010


E quanto tempo a gente perde lamentando pelas coisas e pelos momentos, por erros e falhas?
Quantas vezes a gente esquece do nosso sorriso, esquece que nunca é tarde pra levantar a cabeça e dizer que tudo pode mudar?
Acredite: TUDO pode mudar e só depende de você.
"Porque nada muda se você não mudar."

(...)

24 de outubro de 2010

"Assim como as estações, as pessoas têm a habilidade de mudar. Não acontece com freqüência, mas quando acontece, é sempre para o bem. Algumas vezes leva o quebrado a se tornar inteiro de novo. Às vezes é preciso abrir as portas para novas pessoas e deixá-las entrar. Na maioria das vezes, é preciso apenas uma pessoa que tenha pavor de demonstrar o que sente para conseguir o que jamais achou possível. E algumas coisas nunca mudam. E que comece o novo jogo."
Gossip Girl

O tempo passa, certos sentimentos ficam. Será mesmo?

19 de outubro de 2010


Será que se eu te fizer lembrar-se de tudo, você volta? Bom, na verdade andei ouvindo que você nunca se foi, e se for pensar bem, você nunca foi embora mesmo não.

Esteve ali do meu lado, todos os dias do ano. Dia me contemplando com seu sorriso, outros com sua raiva, outros com seus olhares. Mesmo estando ali e sabendo que te teria ali por um bom tempo, eu fui embora. Afastei meu coração de perto do teu por puro medo.

Ah, entenda... Não era medo de você, era medo do que estava por vir. Eu estava fragilizada e gostaria que entendesse isso, fiquei com medo de tudo voltar à tona e quando dei por mim, você estava perto e tão longe ao mesmo tempo.

Agora, eu vejo o quanto fui errada e o quanto seria diferente e bom se eu tivesse me permitido re-viver certas situações. Sabe, se você tivesse se mantido ali talvez nós estivéssemos juntos hoje em dia, mas como eu afastei você acabou querendo “ir” também. E eu fiquei lá, vendo o quanto tinha errado e o quanto poderíamos ter feito diferente a nossa história.

Mas, como nunca é tarde pra nada, cá estou eu de novo... Tentando recuperar o meu lugar ao seu lado. Mesmo que pra isso exija todo um “re-esforço”.

Será que se eu levar tudo a tona, nossa vida, nossos segredos e nossos sonhos, você volta? Sei que talvez já tenha alguém em meu lugar e sei que agora, talvez quem esteja com medo seja você, mas não custa nada tentar.

Porque eu ainda sei que vale a pena. Mesmo que eu tenha errado primeiro. Mesmo que nossos olhos não cruzem mais na mesma direção, eu sei que sou capaz de fazê-los olhar frente a frente de novo.


Posso te escutar

18 de outubro de 2010


Era meu cúmplice nos sonhos

Sabíamos que um dia voaríamos juntos
Sei que suas asas ficaram comigo
Que mesmo no céu, seu abraço é meu refúgio
Anjo divino me protege do mal
Sei que sigo em frente com sua companhia
Que sua voz alegrará meus dias
Mesmo que você já tenha partido
Posso te escutar
Te Puedo Escuchar- Anahí

A estranha relação entre o meu e o seu olhar

13 de outubro de 2010


E seus olhos queriam me dizer algo, eu sei que queriam. Era como se sua boca não fosse capaz de corresponder o que seus olhos pediam. E eles suplicavam por algo que eu não conseguia entender. Era como um pedido de socorro, e eu estava ali: não podia fazer nada, além de olhar no fundo deles e pedir um abraço não correspondido e seco.

Eu estava ali, na sua frente, olhando em seus olhos e suplicando pelo meu entendimento e a sua calma. Não sabia o que fazer, mas eu sabia te amar. Algo que você nunca entendeu e nem se quer fez questão. Não entendo seu pedido de socorro, mas eu entendo o meu amor.

Seria seu pedido um desejo de sair de meu coração? Eu ainda te amo, eu ainda tento te entender e eu ainda quero saber o que seus olhos queriam me dizer. Suplico por saber, sofro por não entender e mais ainda por saber que você não me ama. Que estou aqui a mercê da vida, simplesmente passando pela mesma sem você do meu lado.

E agora? Não aguento mais sofrer, não quero mais me iludir e viver de mentiras, acreditando em uma pessoa que nem se quer existiu. Tira-me daqui, me liberte dessa caixa de vidro. Só você pode fazer isso, eu lhe imploro. Tire-me daqui. Em troca eu lhe tiro do meu coração. Vá. Eu vou ficar bem. Você nunca se preocupou e creio que agora não se preocupará, só não me deixe mais viver assim. Não quero, não posso e não consigo. Liberte-me desse amor que pouco a pouco me destrói, liberte-me antes que seja tarde demais.

Cristal quebrado

30 de setembro de 2010


Oi,

Como está? Eu não vou bem não. E acho que você sabe o porquê.
Há dias venho lembrando tudo o que nós vivemos e principalmente o que fez tudo isso chegar ao fim. Nesse momento eu queria saber aonde você está e o que está fazendo com o pouco de mim que levou contigo. Tenho certeza que você deixou jogado em um canto de sua cabeça, aquele canto que você nunca olha o que tem lá e que já me tirou do coração.

Só que você esqueceu-se de um detalhe: deixou pra trás um coração. E este se encontra jogado as traças e completamente partido. Você tinha nas mãos o mais importantes dos cristais que alguém pode receber, mas simplesmente preferiu atirá-lo ao chão. Com a queda, ele se despedaçou e agora eu não sei como juntar os cacos de volta. O cristal perdeu o brilho e aparentemente ele não tem mais conserto.
Não posso descrever, e nem se quer sou capaz, mas se soubesse a profundidade com que você me atingiu negativamente, você se surpreenderia e se assustaria com tamanha crueldade.

E agora? Meu coração está aqui, atirado em minhas mãos, aos pedaços e eu estou aos prantos sem saber o que fazer. Minha reação tem sido o choro e eu tenho perdido noites de sono por isso. Você levou a melhor parte que existia de mim: o meu amor e a minha auto-estima. E em troca, deixou o que restou de um coração que dói, e muito.

Como pode alguém ser tão rude a esse ponto? Volta, por favor. Devolve tudo que levou e cole meu coração. Deixe-o exatamente como estava. Não estou pedindo VOCÊ de volta. Estou me pedindo de volta: minha calma, meus sorrisos, minhas palavras doces, meus sonhos, todo meu amor e minha felicidade.
Sei que isso tudo é capaz de me animar e me fazer voltar a viver. Sei que não é pedir demais, eu só quero o meu coração. Inteiro e firme como todo cristal. Concerte-o.

De alguém com o coração quebrado,
Até breve. 

Pauta para o projeto Bloínques. (http://bloinques.blogspot.com)

Just Smile

29 de setembro de 2010


Simplesmente sorria. Mesmo que tudo em volta tente lhe fazer querer o contrário.

Myself

28 de setembro de 2010


Não sou tão forte quanto aparento ser. Meu sorriso não é sempre o mais sincero e ainda tenho medo da escuridão e de animais asquerosos. Chata e irritante. Compreensiva e sensível. Ainda choro atoa. Quando ninguém, vê a moça de 17 anos se torna uma garota de 5 que precisa de colo.

Eu não sou tão forte assim. Ainda levo comigo milhares de defeitos que seguram toda essa estrutura. Sem eles, não sou nem metade do que realmente sou, nem do que aparento ser. Não gosto do fato das pessoas esperarem muito de mim. A chance de se decepcionarem é enorme. Não gosto de despedidas e sinto muita falta de pessoas que já se foram.

Não sou dona de toda essa paciência. Isso se chama equilíbrio, porque a minha paciência mesmo já se foi há muito tempo. Não tolero mentiras, nem falsas promessas.

Não gosto que esperem de mim, mas espero demais das pessoas. Cobro-me constantemente e me culpo por erros passados. Não tenho paciência pra “fazer social” e nem sei forçar simpatia.

Ao mesmo tempo eufórica e depressiva. Mudo de humor constantemente. Admiro o senso de humor irônico e não sei fazer boas piadas. Odeio que me chamem de séria, apesar de começar a achar que me tornei assim.

E sem essa de quem se define se limita. Todos nós sabemos o mínimo de definição sobre nós mesmo, quem não se define não se conhece. E eu me conheço muito bem.

Não minta, por favor

11 de setembro de 2010


E você distorce todas as suas palavras querendo me fazer acreditar em suas mentiras exageradas. E você não faz idéia do quanto eu me seguro para não acreditar. Eu realmente queria que tudo fosse verdade, que cada sentimento que você me diz fosse verdade, mas pudera você ser sincero, pelo menos comigo. Custa muito?

Não precisa mentir, fale a verdade, eu vou entender. As coisas já mudaram e eu sou capaz de esquecer todas as verdades que descobri com o tempo e me afastar de você. Por que insiste em se manter perto, mentindo e tentando me fazer creer em algo oposto do que seus olhos me dizem?

O mínimo de sensibilidade no coração é capaz de perceber que o que sua boca me diz não é o que seus olhos tentam me dizer. Eu sei que não posso, mas eu quero acreditar que desta vez você esteja falando a verdade. Mas, eu ainda sei que não está. Que mente por simples prazer de torturar ou mera incapacidade de dizer não.

Aquele abraço de tempos atrás me fez falta por meses e agora você volta com frases prontas, como se quisesse me fazer esquecer tudo o que eu sei e me fazer viver de mentiras e ilusões. Não, simplesmente não dá.

Vá, me esqueça e não me conte suas mentiras. Pare por aí, antes que eu comece a acreditar no que sua boca me diz, em vez de ler seus olhos. Sério. Eu te entendo, mas simplesmente não minta. Por favor.

Sobre a morte e a importância de se querer viver

31 de agosto de 2010


A nossa vida é bela. E, infelizmente é breve. É. Ela dura pouco, mas o bastante suficiente pra quem sabe aproveitar. Ela é feita de pequenas coisas... Desde um beijo na bochecha, uma bela flor vista em um terreno baldio, um eu te amo, uma mera olhada no céu, até grandes momentos de felicidade, prazer e sofrimentos.

Sim, sofrimentos regem nossa vida. É como se precisássemos deles para nos tornar quem somos. Se não houvesse a mentira, nós não apreenderíamos como é bom só dizer a verdade. Se não houvesse brigas entre casais, nós não saberíamos o quanto aquela pessoa é importante. Se não houvesse o choro nós não saberíamos o quão é bom se sentir bem depois de uma lágrima secada por alguém especial. Sofrimentos são importantes, assim como nós somos para nós mesmos.

A vida é, ao mesmo tempo, bela, curta, proveitosa e grandiosa. Ela nos ensina virtudes, nos proporciona sorrisos, nos ensina a perdoar, a esquecer, a amar e a perder. Destas perdas, algumas deixaram feridas que passaram logo depois de algum tempo. Outras deixaram cicatrizes profundas em nosso peito, que não irão doer com o tempo. A vida nos faz perder oportunidades, momentos e pessoas. É. Ela leva algumas pessoas de nós, e nós sentimos falta, seja do seu sorriso ou até mesmo da influencia que essa pessoa tinha em nossa vida. Seja porque essa pessoa simplesmente teve que ir embora, ou porque Deus a chamou para conhecer os céus.

Sim, isso também pode parecer inútil, mas, eu acredito no céu. E me sufoco de curiosidade para saber o que tem depois dessa longa jornada chamada vida. Acho que como não descobriram a resposta, eles a chamaram de morte, e nos fizeram temer cada momento relacionado a isso. Sinceramente eu admiro pessoas que não a temem, ao contrário de mim.

Mas, se não existisse esse tipo de perda, talvez nós não levássemos exemplos maravilhosos de pessoas amigas que nos ensinaram o prazer de viver a vida, talvez nós não déssemos valor a ela; talvez nós não apreendêssemos o quão importante são esses momentos vividos, mesmo que ao final desse trajeto tudo se perca.

A vida é curta e é capaz de ser bela pra quem consegue aprender a vivê-la com amor. A vida é breve, e esse tal de tempo não nos permite pausas, nem avisos prévios sobre o que está por vir.

Sobre montanhas russas e a vida

25 de agosto de 2010


Palavras embaralhadas. Coração na boca. Sorriso no rosto e a lágrima pronta no canto do meu olho. Sentimentos confusos, regado a muita dor de cabeça. É tudo que eu consigo escrever.
Não me convém falar de pessoas que não merece uma palavra sequer do meu vocabulário. Nem me convém falar de sentimentos – se é que eu sou capaz de descrever.
A única coisa que descrevo atualmente sou eu. Nada mais. E esse sou eu não incluem meus dias, meu coração e muito menos minha cabeça. São definições prontas do meu ser, capazes de mudar em questão de segundos, mas que eu-sei-de-cor-e-sorteado. Diferentemente dos meus sentimentos, minhas complicações e minha vida montanha russa. Cheia de altos e baixos, com direito a frio na barriga e vontade de descer do brinquedo. Direito a enjôo no estômago, vontade de vomitar. Com direito a sorrisos largos, mãos suadas, gritos de felicidade e agonia. Felicidade por saber que mais uma curva funda já foi deixada pra trás. Agonia por saber que muitas outras virão. Uma montanha russa de longo trajeto, cheia de obstáculos a ser vencidos. Com platéia e companheiros de carrinho. Pessoas que se perguntam o que eu faço ali e pessoas que dão sua mão em variadas curvas. Uma montanha russa complicada, mas deliciosa de ser percorrida. Até que se chegue ao fim do trajeto, e pra ser sincera, não quero nem pensar nesse fim.
Que venham milhares de curvas, voltas, rampas, gritos, lágrimas e sorrisos. Não tenho medo. Adoro montanhas russas. Elas me colocam medo, mas me fazem viver no limite, no extremo das coisas. E tem coisa melhor do que aproveitar a vida ao extremo?

20 de agosto de 2010



Qualquer coisa que você faça será insignificante, mas é muito importante que você o faça.
Você pode não saber qual é o significado da sua vida, e não precisa.
Precisa apenas saber que ela significa alguma coisa.
Toda vida tem um significado, mesmo que dure 100 anos ou 100 segundos. Toda vida tem.
E cada morte, muda o mundo do seu próprio jeito. Ghandi sabia disso.
Ele sabia que sua vida significava alguma coisa para alguém, em algum lugar, de alguma forma.
E ele sabia com muita certeza que ele jamais saberia o significado dela.
Ele entendeu que viver a vida, deve ser mais uma grande preocupação, do que um entendimento.
E eu também. Você pode não saber, então não leve isto por certo, não leve isso muito a sério.
Não adie o que você quer, não deixe que nada o impeça.
Apenas tenha certeza, de que as pessoas com que você se preocupa saibam.
E tenham certeza do que você realmente sente, porque só assim tudo pode acabar.
(Filme Remember Me)

Contente-se

17 de agosto de 2010


Sou a euforia, a tristeza. A ansiedade e o sofrimento. Eu sou parte do que te faz falta e parte do que te incomoda. Eu simplesmente sou algo que me tornei com um tempo. Batalhas árduas. Dias sem dormir. Lembranças em pleno choro. Sou a ansiedade da espera pelo amanhã, as gargalhadas de um sábado à tarde. Não sou o que você precisa e muito menos o que você quer. Sou simplesmente aquela que toma seus pensamentos em plena tarde sem graça. Eu sou a canção que você não gosta, mas vive repetindo sem querer. Consegue ouvir?
Consegue perceber? Sou quem te faz bem e quem te faz mal. Felizmente me tornei assim. Tomei conta da sua cabeça e agora almejo seu coração. Infelizmente essa mudança deixou rastros. Sei que não basta querer, mas terá que passar a desejar. Já disse: Não importa mais o que quer. Eu te quero, com ou sem seu consentimento. Contente-se.

15 de agosto de 2010

rs. Oi gente.
Então, ganhei um selo de qualidade. *-*
Lindo isso né? adorei, mesmo. Muito obrigada a Juliana Santiago, dona do blog Rainha do Drama (http://jmsdramaqueen.blogspot.com/) que me indicou. Adorei mesmo, querida. Obrigada.
Dentre as regras, me pediam que eu repasse a nove blogs. Vou repassar e deixarei meu devido comentário sobre o mesmo.
Pediam também que eu falasse nove coisas sobre mim, e incrívelmente eu havia escrito um post sobre isso. Vou posta-lo também.
Regras:
- Repassar para 9 blogs;
- Avisar os blogs indicados;
- E falar 9 coisas sobre mim.
Começando pela última regra. 9 coisas sobre mim (ou até mais):
Não sou tão forte quanto aparento ser (1). Meu sorriso não é sempre o mais sincero e ainda tenho medo da escuridão e de animais asquerosos(2). Chata e irritante(4). Compreensiva e sensível(5). Quando ninguém vê a mulher de 17 anos se torna uma garota de 5 que precisa de colo(6). Ainda levo comigo milhares de defeitos que seguram toda essa estrutura(7). Sem eles, não sou nem metade do que realmente sou, nem do que aparento ser. Não gosto do fato das pessoas esperarem muito de mim(8). Não gosto de despedidas e sinto muita falta de pessoas que já se foram(9). Não sou dona de toda essa paciência(10). Isso se chama equilíbrio, porque a minha paciência mesmo já se foi há muito tempo. Não tolero mentiras, nem falsas promessas(11). Cobro-me constantemente e me culpo por erros passados(12). Não tenho paciência pra “fazer social” e nem sei forçar simpatia(13). Ao mesmo tempo eufórica e depressiva(14). Mudo de humor constantemente(15). Admiro o senso de humor irônico e não sei fazer boas piadas(16).
Chega né? rs. Agora vamos as indicações (do oscar. rs - não sei fazer boas piadas.) :
1. http://sinta-o-amor.blogspot.com/ - gosto muito desse blog. meu favorito, mesmo.
2. http://poetailusionista.blogspot.com/ - descobri a pouco tempo e já está nos meus favoritos. muito lindo.
3. http://fabiane-aline.blogspot.com/ - muito meigo esse blog.
4. http://crysmilee.blogspot.com/ - conseguem me emocionar com os textos. magnífico.
Vou indicar somente esses 4. =)
Obrigada gente.
Bjs ;*

Alguém imperfeito, mas feito pra mim.

31 de julho de 2010



Seria tão bom sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada.

Alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo.

Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, mas feito pra mim.


Sobre a falta

28 de julho de 2010


Ela queria sentir mais ar. Queria ver o sol acima das nuvens. Queria mais espaço, mais vontade, mais paciência e mais muitas coisas que nem ela poderia descrever. Ela queria mais liberdade. Ela queria voar. Voar, sair, sumir. Percorrer milhares de locais inusitados e voltar cheia de histórias. Ela queria conteúdo, conhecimento, sabedoria. Queria conselhos, opiniões e mais sinceridade. Na falta de tudo, ela queria um abraço. E na falta, até mesmo, do abraço ela se contentaria em continuar sozinha. Com esse ar pesado, esse dia nublado e esse aperto no coração.

Sobre nosso secreto baú

25 de julho de 2010


Dizem que a felicidade nada mais é que sinal de boa saúde e péssima memória, não é? Então minha saúde está em perfeito estado e minha memória extremamente acabada.

Deduzo eu que o mais gostoso de viver seja viver e relembrar tudo o que aconteceu depois. Ninguém vive de passado, mas os momentos regem nossa vida e, pelo menos para mim, me impulsionam a querer viver e realizar mais.

Sonhe, sonhe muito. Mas não esqueça o principal: se realize. Realize seus sonhos, seus desejos e se realize como ser humano. Faça acontecer, aproveite seu tempo e relembre seus momentos felizes.
Momentos ficam e ficam pra sempre. E tem coisa mais gostosa que se pegar rindo das coisas que passaram? Soltar aquela gargalhada deliciosa e perceber o quanto valeu à pena... O quanto foi engraçado e bom.

Sempre fui de acreditar também que existe um baú dentro de nós. Um baú igual esses de filme: Antigo, com chaves velhas, de madeira, muito bem trancado e difícil de abrir, mas que escondem um belíssimo tesouro.

Todos nós temos um. E é nele que guardamos nossos momentos, coisas concretas e imaginárias que aconteceram seja na nossa vida e/ou no nosso coração e mente. Momentos tristes e felizes em um só lugar. E aquela falta de memória nada mais é que revirar esse baú e não encontrar o que realmente procuramos.

Revire sua caixinha. Aposto que vai encontrar momentos deliciosos por lá. Os momentos tristes que você encontrar, não retire de lá e nem perca o foco de sua busca. Os tristes, você deixa bem trancado e longe de seu coração. Os bons, você deixa transbordar e deixe-os bem próximo dele. Seu coração agradecerá, pode ter certeza.

Sonhe alto e se permita realizar suas vontades maiores ainda. Deixe que a felicidade te consuma e vá viver. Deixe que seu baú guarde suas lembranças. Acumule muitas delas. Vá viver intensamente. Sonhar, sentir e realizar.


19 de julho de 2010

" Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer às vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
"Tanto faz" não satisfaz o que preciso
Além do mais quem busca nunca é indeciso.
(...) "
Cuida de mim - O teatro Mágico
Bjs ;*

Pleno desespero

12 de julho de 2010


Era uma manhã de sábado, em pleno inverno e ela sabia que nada estava bem. Tivera uma noite longa e confusa, de diversos sonhos estranhos e diversos sustos que a levavam a acordar e esperar o sono voltar para que pudesse dormir.

De certa forma, ela ainda estava assustada. Seu quarto estava escuro, mas ela podia ouvir vozes vindas da varanda. Provavelmente estavam com visitas, provavelmente parentes que ela não fazia a menor questão de ver.

Sua cabeça estava confusa e seus estomago embrulhava, e ela sabia que não era de fome. Queria simplesmente apagar o dia anterior da memória e esquecer como a verdade doía. Queria esquecer as palavras ditas no dia anterior, fazer suas malas e partir em direção a uma vida nova. Ela sabe que a verdade por mais forte que fosse, era melhor que a mentira reconfortante. Mas ela não queria isso, ela preferiria a dúvida do talvez. Não queria ter certeza de nada, apenas de que nada daquilo estava acontecendo com ela.

Ainda um pouco tonta ela sentou na cama. Seu celular estava no chão e ela percebeu que ainda eram 9 horas e que havia algumas chamadas não atendidas. Ela se lembrava apenas do momento de raiva, que pegou seu cardigã e saiu e agora ela estava em casa, confusa e muito mal. A noite anterior estava apagada da memória, mas ela queria esquecer as verdades que lhe foram ditas e o sentimento que a matava.

Resolveu se levantar e olhou para o porta-retrato a sua frente. Fotos de sua festa a 15 anos atrás. Todos aparentemente felizes e realizados. Mas, tudo muda e tudo mudou. Nesse momento, ela sentiu seus olhos se encherem de lágrimas e voltou a deitar na cama. Ela realmente não queria acreditar, mas ela sabia que teria que continuar. Ela era mais forte do que aparentava. Ali deitada, ela abraçou seu mais recente presente: um urso que fora presente de seu melhor amigo. Ah! Como ela precisava de um abraço agora. De alguém pra sentar ali do seu lado e a abraçar até ela sentir o mundo parar de girar.

Ela se levantou e abriu a porta do seu quarto e sentiu o ar gelado que a esperava fora de seu mundo. Sua casa estava um pouco bagunçada e ainda havia vozes na varanda. Ela se levantou e foi até o banheiro. Trancou-se lá dentro e lavou o rosto, com tanta força como se quisesse apagar aquele semblante triste e preocupado que ela carregava. Sabia que teria um dia longo pela frente. Seu delineador estava borrado e sua blusa tinha cheiro de bar. Tomou alguns comprimidos que estavam no armário do banheiro, alegando que estes a fariam esquecer de tudo. Abriu a porta, desceu as escadas e foi até a cozinha, uma leve olhada na varanda e, ela percebe que seus tios estavam aí. Aquele primo, que ela já teve uma leve atração também estava. Gritou por sua mãe. Gritou por 1, 2, 3 vezes. Sua cabeça ainda estava embaralhada e ela via tudo embaçado. Tomou um enorme copo de água e comeu meio pãozinho que estava sobre o balcão da cozinha.

Sua mãe apareceu na porta e lhe perguntou por que a tiveram que trazê-la na noite anterior. Podia parecer estranho, mas ela não estava disposta a falar com sua mãe. Simplesmente a olhou no olho e foi em direção as escadas. Sua mãe lhe tornou a perguntar e ainda disse que eles tinham visita. Ela não se importava. Ninguém mais se importava no final de tudo. Tudo estava destruído.

Ela retornou ao seu quarto, fechou a porta, ligou sua música favorita e deixou que a melodia a fizesse chorar. Eram tantas coisas pelo qual chorava que seria injusto culpar somente uma por suas lágrimas. Resolveu colocar a culpa na melodia dramática e sólida que a música levava consigo. Não sentia seus pés, não sentia seu estômago e muito menos seu coração. A dor física e emocional era tanta que seu próprio corpo a anestesiou.

Ela não queria sentir nada, mas sua cabeça ainda girava e seu estômago começava a embrulhar. Sentada no canto de seu quarto, ela abaixou a cabeça e chorou. Chorou até ser vencida pelo cansaço e voltar a dormir, devido a efeitos de remédio e dor. Dormiu ali mesmo, em cima de seu carpete velho e sujo. Adormeceu como uma criança que precisa descansar, mas no fundo ela sabia que já era uma adolescente que o mundo insistia tanto em maltratar. Ela era mais forte do que aparentava e mesmo que não parecesse, tudo voltaria a ficar bem.

Sinto muito, mas eu estou indo

9 de julho de 2010


Querido,
Sabe, o tempo passa e as coisas mudam. E as coisas mudaram. Não vou dizer que mudou rapidamente, nem lentamente, mas nós sabíamos que as coisas estavam mudando e que mais cedo ou mais tarde nos afetaria. E me afetou.
Sinto muito, mas eu estou indo. Eu não gostaria de ir, mas eu sei que é necessário. Nós sabemos que é necessário.
Sei também que vai se acostumar com a minha ausência. Você sempre se acostumou com os dias em que eu não estava por perto, só que dessa vez é pra sempre. Nós mudamos e eu também estou mudando de lugar. Meu coração se mudou primeiro, e agora requer que meu físico vá também. Eu sei que você vai ficar bem e não se preocupe comigo, eu sei que tudo o que você queria era me ver feliz e eu vou estar feliz. Não do jeito que você gostaria, mas eu vou. Meu coração estará feliz e aquecido em outro lugar.
O tempo passou, e você não se deu conta ou talvez não quisesse enxergar que eu estava indo pouco a pouco.
Eu sei. É triste, mas você vai ficar bem. Deixo com você nossos sorrisos e algumas lágrimas. Nossos momentos, nossas fases e nossa vida.
Porque agora eu estou indo (re) viver a minha. A minha vida, que não é mais a nossa vida.
Te cuida. Até qualquer dia, em qualquer lugar.
De alguém que te amou, mas que necessitou ir embora.
Abraços. 
Pauta para Projeto Bloínquês - Edição Carta